18/01/2012

Batalha nos pampas: Grêmio

Douglas Zimmer

Tal qual Ximangos e Maragatos, Imperialistas e Separatistas, brasileiros e paraguaios, colorados e gremistas prometem um 2012 de verdadeiras batalhas nos gramados do Rio Grande do Sul.

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Antes mesmo de a bola rolar oficialmente, azuis e vermelhos já traçam planos e imaginam como seus respectivos times vão se sair, depois de reforçarem, e bem, seus plantéis. Os tricolores estão ansiosos para ver a dupla Marcelo Moreno e Kléber em ação. Já os colorados apostam todas as suas fichas em Dagoberto, jogador veloz que deve ajudar bastante Leandro Damião, sobrecarregado pela falta de companheiros a altura no ano passado.

Comparando os dois elencos de 2011, era notável que, a direção tricolor precisava se mexer muito mais para dar corpo ao time. E o fez. Desde a saída de Jonas, o ataque da equipe vinha mal das pernas, alternando boas e péssimas atuações, dependendo de sopros de sorte com André Lima e, ainda mais raramente, Miralles. Brandão, que não teve o contrato renovado, fez alguns gols, mas ficou muito aquém do que se esperava (assim como foi no Cruzeiro).

Para tanto, a diretoria abriu os cofres e trouxe Kléber Giacomance de Souza Freitas, o Gladiador, e Marcelo Moreno. Além dos dois atacantes, o Grêmio contratou o meia-armador Marco Antônio (ex-Portuguesa), o volante Léo Gago (ex-Coritiba) e os zagueiros Douglas Grolli, Pablo e Naldo (ex-Cruzeiro). Este último vem por empréstimo, substituindo o experiente Sorondo, que se machucou nos primeiros dias de treinos e teve seu contrato rescindido.

Abaixo vemos a formação ideal, ou pelo menos teoricamente ideal, do time de Caio Júnior:

No 4-2-2-2, liberdade para os laterais
(Arte: Douglas Vogel Zimmer/Toque Di Letra)

Nesta formação, Kléber seria o atacante de movimentação, dando espaço para Marco Antônio chegar pela direita, e mantendo Moreno mais centralizado. Os atacantes ainda seriam abastecidos pelos dois laterais titulares, muito bons no apoio. Douglas faria a função que já vem exercendo a mais tempo, armando as jogadas pela esquerda e chegando com certa liberdade no ataque.

Em se tratando de ataque, poderíamos também imaginar um time mais ofensivo ainda, em uma formação 4-2-1-3. A equipe passaria a atuar com o jovem Leandro aberto pela direita, deixando Kléber e Moreno na área, contando com a chegada de Douglas. Leandro entraria no lugar de Marco Antônio e Léo Gago, mais rápido e com melhor poder de cobertura, no lugar de Gilberto Silva.

Um quarteto ofensivo
(Douglas Vogel/Toque Di Letra)
Marquinhos, que fez uma boa reta final no Brasileirão de 2011 e tem na bola parada seu principal trunfo pode ter papel interessante no meio-campo, sendo que, a meu ver, é reserva imediato de qualquer um que seja o meia-armador ausente.

Agora, analisando o elenco do Grêmio como um todo, acho que o principal problema a ser contornado é a falta de reservas para a zaga. Os recém contratados Douglas Grolli e Pablo são incógnitas e Vilson nunca inspirou confiança diante das suas atuações. Nas demais posições, Caio Jr. terá um bom material humano para trabalhar e buscar formações e variações.

Na próxima parte, breve estudo sobre o elenco do Inter!

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