27/02/2013

Hora de mudança?

Salve, China Azul!

Nos últimos dias, a CBF anunciou que, em reunião com as diretorias dos 20 clubes que integram a atual Série A do Brasileirão, ficou decida a extinção da "rodada dos clássicos", que, por dois anos, acontecia sempre no último jogo de cada turno. Como todos bem lembram, essa medida havia sido tomada em 2011, para que a última rodada tivesse mais times interessados nos jogos. Se um time não estivesse mais brigando por nada, pelo menos teria um clássico e dificilmente entraria com time reserva, facilitando para adversários que ainda buscavam algo no certame.

Agora, com a decisão de retirar os clássicos da última rodada, a impressão que dá, é que a preocupação com jogos envolvendo times que brigam pelo título enfrentando outros que já mandaram o elenco principal para suas devidas férias caiu por terra. A única explicação que se viu por parte da CBF foi de que uma rodada recheada de clássicos regionais não era interessante do ponto de vista financeiro. Ora… mais da metade dos jogos não devem ser "interessantes financeiramente" quando se joga num calendário confuso e cheio de "poréns" como o nosso.

O que eu quero dizer é que, com tantos problemas causados pela falta de movimentação dos clubes em prol de uma melhora no calendário das competições nacionais e sul-americanas, a única medida tomada foi abolir o que de bom foi criado nos últimos dois anos, alegando uma incongruência de cifras. É pouco. Se ao menos houvessem outras tratativas para trazer de volta a emoção e a não entrega de jogos derradeiros, até aceitaria essa nova medida numa boa. Mas não é o que acontece.

O Brasil é um país geograficamente incomparável com Itália, Espanha, Inglaterra, França, Alemanha e Portugal, detentores dos principais campeonatos nacionais europeus. Precisamos pensar numa solução para nosso caso, não simplesmente copiando fórmulas prontas. Minha sugestão, por exemplo, seria a criação de um sistema de dois turnos.  Poderíamos manter a tabela dos pontos corridos, mas fazendo uma final entre os vencedores das duas metades dela. Claro que a ideia tem que ser muito trabalhada para que seja adaptada para que agrade tanto aos clubes, quanto aos torcedores.

A única certeza que eu tenho disso tudo é que, do jeito que está, estamos caminhando para uma monopolização de títulos e um afastamento cada vez maior da torcida. 

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