12/03/2013

O jogo da minha vida!

Salve, China Azul!

Recebendo suas chances no time titular, Nirley e Vinícius Araújo utilizaram do mesmo jargão para definir o jogo do último domingo diante do Araxá. Os dois declararam que o jogo era o jogo de suas vidas e que fariam de tudo para agarrar a chance nos onze iniciais de Marcelo Oliveira. Errado.

Não que a intenção dos dois esteja equivocada. Simplesmente acho que é impossível para um jogador que pretende construir uma carreira sólida afirmar que um jogo contra um time recém-promovido à primeira divisão, na primeira fase do torneio estadual, seja o embate de sua vida. Com todo o respeito possível ao Araxá, mas os dois, se continuarem relativamente bem no futebol, terão jogos muito mais importantes, difíceis e vitais do que o que passou.

Também sei que, talvez, os jogadores só usaram da expressão para demonstrar o quanto esperaram pela oportunidade e que fariam de tudo para aproveitá-la. Ok. Entretanto, meu ponto de vista vai um pouco mais longe e eu quero chegar ao seguinte: Por que não tratar todo jogo (sabemos que isso não existe) como sendo o mais importante e se dedicar integralmente sempre que exigido? Não que Nirley e Vinícius tenham sido completos inúteis ontem, mas poderiam ter se doado mais. Élber, por exemplo, entrou e acabou com o jogo. Borges idem.

Sei que todos os jogadores do Cruzeiro ainda terão muitos "jogos de suas vidas" pela frente e que dificilmente eles coincidirão com os de seus companheiros. O que o Cruzeiro, como time que é, precisa é trazer os jogos para si, não dividi-los em fatias e dar responsabilidades e atenção maiores para um ou outro jogador. Quando esse elenco começar a funcionar da defesa até o ataque, teremos boas chances de protagonizarmos um ou alguns "jogos do ano ou vida" em breve.

Ter elenco forte é isso aí. Quem estiver no banco, quando entrar, vai querer mostrar que merece uma vaga. É bom que os que pretendem se firmar entre os titulares joguem um jogo da sua vida por semana. 

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