05/03/2013

Que jogue o melhor...

Salve, China Azul!

No sábado, o Cruzeiro participou de mais um daqueles jogos encardidos, contra uma defesa fechada, uma forte marcação e que fazia todos acharem que a vitória só sairia se o adversário falhasse. De fato, o Cruzeiro demorou a encontrar o caminho do gol. Só o fez quando entrou em campo o jovem Vinícius Araújo.

Vinícius entrou em substituição a Anselmo Ramon, machucado, e fez seu primeiro gol como profissional. Mas a boa atuação e o reconhecimento da torcida vão além da bola na rede. Araújo é um garoto esforçado, taticamente obediente e que, por algum motivo, sempre está no lugar certo e na hora certa. Seu primeiro gol com a camisa celeste pelo time profissional foi assim. Um rebote e o garoto estava lá pra empurrar pro barbante. Méritos para ele que soube se posicionar e esperar a bola.

Mas deixando um pouco o Vinícius de lado, gostaria de exaltar o "rodízio" que vem sendo feito pelo técnico Marcelo Oliveira. Experimentando jogadores (seja no time titular, ou no reserva), MO pode ter uma noção melhor do material que tem em mãos. Espero também que ele coloque em campo quem estiver melhor no momento. Um jogo de futebol é um momento fugaz, rápido demais para se insistir em um ou outro jogador só porque tem mais nome ou porque a torcida o badala mais.

Não estou aqui criticando o recém-chegado Diego Souza. Claro que ele precisa reviver seu grande futebol se quiser se firmar no time titular. Mas, se isso não acontecer, ou se demorar para, não vejo problema algum em ver nosso camisa 10 comendo um banquinho enquanto Éverton Ribeiro, Élber, Martinuccio (mais à frente) vão a campo. E isso vale para todas as posições. Gosto de ter um time definido, daqueles que o torcedor sabe todinho, do 1 ao 11. Mas já que temos um elenco forte, cheio de opções para "confundir" a cabeça do nosso comandante, que façamos uso dele.

Por enquanto, são poucas as ressalvas. Acredito no trabalho dos jogadores, da diretoria e da comissão técnica. Se a lógica e a coerência imperarem, boa coisa há de sair desse conjunto.

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