27/04/2013

Falta pouco - e falta muito!

Alisson Millo

A seleção brasileira, penta-campeã mundial, e que por muito tempo foi a mais temida e respeitada do planeta, com times capazes de fazer tremer as grandes potências vive um de seus piores momentos na história. Um empate dentro de casa, diante do Chile, em um Mineirão 'praticamente' lotado. Uma atuação capaz de dar calos nas vistas dos torcedores. Um primeiro tempo pífio e uma segunda etapa medíocre formam o mais atual capítulo deste cenário.

E essa desconfiança não é, assim, tão recente... E, na verdade, faz até bastante tempo. A ultima vez em que os brasileiros acreditaram, foi na Copa do Mundo em 2006. O maravilhoso quadrado mágico, formado por Ronaldinho, Kaká, Ronaldo 'Fenômeno' e Adriano 'Imperador'. Todavia, no fatídico dia em que enfrentamos a França, do craque Henry e do gênio Zidane, as esperanças de todo o país caíram por terra... E até aqui, não foram reerguidas.

Carlos Alberto Parreira foi demitido. E assumiu Dunga, com o discurso de renovação. O capitão do tetra nunca foi unanimidade apesar do trabalho que não pode ser considerado tão ruim. O problema do técnico foi o não atendimento ao apelo dos torcedores para convocar as revelações Paulo Henrique Ganso e Neymar para a Copa, em 2010 - e para não convocar Felipe Melo, que após a eliminação diante da Holanda foi apontado como grande "vilão".

Com o Brasil eliminado novamente e a comemoração do hexacampeonato outra vez adiada, Mano Menezes assumiu o comando da seleção. A tão conhecida desconfiança continuou rondando a amarelinha. O discurso de renovação permaneceu no papel e as esperanças seguiram "enterradas". Depois de um trabalho curto e completamente incoerente, o técnico foi demitido. Assumiu Luiz Felipe Scolari, o herói da conquista do penta, em 2002, na Ásia.

O desejo, ao tê-lo à frente, era resgatar o apoio do brasileiro. Uma boa ideia, que logo se provou falha. Cinco partidas (Inglaterra, Itália, Rússia, Bolívia e Chile) e apenas uma vitória contra o fraco time boliviano, vice-lanterna das Eliminatórias sul-americanas. A seleção está preparada para disputar a Copa em 2014?

Não! Se não vivia seus melhores momentos, em 2002, possuía jogadores capazes de mudar os rumos de um duelo. Ronaldo, Rivaldo e, a grande revelação à época, Ronaldinho. Hoje, a seleção ocupa a 19ª posição no ranking da Fifa, a pior colocação da história. Neymar, único jogador de destaque é um jovem de 22 anos. Que provou não suportar a pressão. Ronaldinho e Kaká, experientes, poderiam lhe dar apoio. Mas, o primeiro não brilha na seleção desde 2002, e o segundo raramente joga. Não há perspectiva de melhora.

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