18/07/2013

Três motivos para crer

Tiago de Melo

Há clubes que estão mais acostumados a sofrer do que outros. Não apenas o sofrimento das derrotas ou das vitórias dos rivais, pois isso é algo que todo torcedor conhece. Mas há agremiações que sofrem mesmo quando ganham. E assim tem sido a vida do Atlético. Sofre até quando ganha. A explosão da vitória coroa horas de desespero, como aconteceu nos confrontos contra Tijuana e Newell's pela Libertadores. E o Galo precisará repetir a façanha para chegar ao almejado título continental.

E a partida não começou mal para o alvinegro mineiro. Ronaldinho e Jô estavam apagados, mas Tardelli tinha boa atuação e levava perigo à meta adversária. A defesa atleticana também sofria, em particular com a vantagem que Salgueiro levava sobre Pierre. Mas o jogo era de muita correria, com ambas as equipes atacando e levando perigo.

Mas aos 22 minutos a situação mudou, quando Alejandro Silva passou por Richarlyson, entrou na diagonal sem ser marcado e bateu para vencer Victor. O Olimpia, mais que abrir vantagem no placar, se tornou senhor do jogo. A segunda metade do primeiro tempo foi completamente controlada pelo Decano. Perdido em campo, o Galo deu graças a Deus quando o primeiro tempo terminou com a vantagem mínima para o rival.

Olimpia derrotou o Galo por 2 a 0
(Créditos: Club Olimpia/Divulgação)

No segundo tempo, o time da casa voltou com um terceiro atacante: Ferreyra, sinal de que a expectativa era matar o confronto logo na primeira partida. Mas após um início forte, o Olimpia perdeu força. O Atlético começou a tocar a bola e atacar. Mas sofria muito com a falta de Bernard, e com as péssimas atuações de Jô e Ronaldinho. Tardelli era o único a levar perigo à meta paraguaia.

No fim, Olimpia marca

Nos dez minutos finais, o Decano voltou a crescer, impulsionado pela torcida e por ter um jogador a mais, graças à expulsão estúpida de Richarlysson. Ferreyra e Bareiro perderam chances inacreditáveis, ambas sem goleiro. E quando o jogo chegava ao fim veio o grande castigo. Pittoni cobrou falta com perfeição e ampliou a vantagem do Olimpia no último lance do jogo.

Certamente, o torcedor atleticano foi dormir decepcionado com o rendimento de sua equipe, e com medo de perder a Libertadores. Mas há ao menos três motivos para seguir acreditando no título: 1) o Atlético reverteu situação semelhante contra um rival mais forte na semifinal; 2) na final não há o critério de desempate pelo gol fora de casa; 3) a última vez em que uma equipe perdeu a primeira partida da final da Libertadores por 2 a 0 e saiu campeã foi em 1989. O vencedor foi o Atlético Nacional, da Colômbia. O perdedor? O Olimpia.

OLIMPIA: Silva, Julio Manzur, Miranda e Candia; Silva, Aranda, Giménez (Ferreyra), Pittoni e Benítez; Salgueiro (Paredes) e Bareiro (Prono).

ATLÉTICO: Victor, Marcos Rocha, Réver, Leonardo Silva e Richarlyson; Pierre e Josué; Luan (Rosinei), Ronaldinho (Guilherme) e Diego Tardelli; Jô (Alecsandro).

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