29/08/2013

Agora, foco no Brasileiro

Douglas Zimmer

Golaço, resultado da primeira partida e eliminação do rival à parte, o Cruzeiro precisava entrar em campo no Maracanã e fazer sua parte. Começou o jogo se classificando e não poderia entrar em correria, se desesperar nem se jogar para cima como um bando de loucos. Pois acabou que o Cruzeiro não fez nada. Nem o mínimo!

O jogo começou muito nervoso com os dois times tentando marcar sob pressão e explorar as falhas das defesas adversárias. O Flamengo chegava de maneira desorganizada, sempre mais na vontade do que na técnica. O Cruzeiro procurava Borges, que jogava isolado, e se defendia como podia. Fábio não foi exigido, mas a equipe rubro-negra rondou a meta celeste perigosamente por duas ou três vezes sem conseguir a finalização. 

Na 1ª etapa, Borges atuou isolado
(Créditos: Cruzeiro E.C./Divulgação)

Na melhor chance do primeiro tempo, Willian desviou um chute cruzado, e Felipe fez uma defesa estranha, quase jogando a bola pra dentro do próprio gol. Fora isso, jogadas de costas para o gol e poucos arremates perigosos. Um primeiro tempo que já demonstrava a insistência cruzeirense em não jogar. A bola ficava ou com o Flamengo, ou voando depois de um balão executado pelos mineiros.

Na etapa final

O segundo tempo veio e confirmou que os celestes haviam abdicado de jogar. Sem criatividade. Sem velocidade. Sem explosão. O Flamengo tomou conta do meio campo e passou a mandar ainda mais no jogo. Ainda faltava jeito, mas a pressão rubro-negra já dava sinais de que poderia ser fatal a qualquer momento. As bolas chegavam cada vez mais frequentemente e não fosse a total incapacidade de Carlos Eduardo (que nem parece o mesmo que jogou no Grêmio), talvez o placar já teria sofrido alterações mais cedo.

Entretanto, apesar de todo o cenário desfavorável, foi o Cruzeiro que chegou com mais perigo por duas vezes. Primeiro, em gol bem anulado, quando Vinícius Araújo estava projetado à frente da linha da bola depois de cruzamento rasante. Em seguida, em contra ataque veloz, o mesmo Vinícius Araújo recebeu uma bola em que ficou cara a cara com Felipe, driblou o arqueiro carioca, mas adiantou muito a bola, que acabou saindo pela linha de fundo antes de conseguir concluir a jogada. Um desperdício que custou caro.

Éverton Ribeiro foi destaque azul
(Créditos: Cruzeiro E.C./Divulgação)

Aos 42 minutos do segundo tempo, da maneira mais cruel possível, o Flamengo, na milésima jogada pelo lado esquerdo da defesa do Cruzeiro conseguiu encontrar Elias, o jogador mais lúcido da partida, que bateu de chapa e não deu chances para Fábio. Bola na rede, e 1x0 no placar. Três ou quatro minutos para tentar achar um gol que, logicamente, não iria acontecer.

O castigo azul...

Cruzeiro eliminado. Foco total no Brasileiro e a sensação absurda de que a classificação era tão tranquila que parece mentira. Foi uma eliminação precoce, de um elenco que tem potencial para alçar voos muito maiores que uma oitava de final.

Toma jeito, Cruzeiro!

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