14/09/2013

Jô: é do Galo, é do Brasil!

Alisson Millo

A carreira de João Alves de Assis Silva, mais conhecido por Jô, prometia. Jogador mais jovem a vestir a camisa do Corinthians, ele deixou a equipe paulista, com apenas 18 anos, para atuar no futebol russo. De lá, seguiu para times de maior destaque, como o Manchester City e o Galatasaray. Sem sucesso, voltou ao Brasil, em 2011, vestindo a camisa do Inter. Por lá, muitos problemas. O desacreditado Jô, dono da camisa 32, veio parar no Atlético.

Mesmo com a insegurança do torcedor alvinegro, foi marcando gols e se firmando. Chegou a seu auge na histórica partida contra o Fluminense, àquela época, concorrente direto ao título, quando marcou dois gols. A vitória por 3 a 2 deu esperança à torcida, mas Jô não voltou a ter outra atuação brilhante.

Bem no Galo, melhor na Seleção
(Créditos: Bruno Spada/Vipcomm)

Veio 2013 e chegou Alecsandro para, no mínimo, fazer sombra ao novo camisa 7. A disputa deu resultado. Jô vem tendo um ano que beira a perfeição. Campeão Mineiro, campeão (e artilheiro) da Taça Libertadores, com sete gols, e a tão sonhada convocação para a seleção nacional. Na Copa das Confederações, três jogos, dois gols e a confiança do técnico Luiz Felipe Scolari.

Chance na seleção!

Jô foi convocado para a vaga de Leandro Damião, cortado por contusão. Ele aproveitou bem as chances e agora, com a lesão de Fred, assumiu a camisa 9. Mesmo com o retorno de Fred, a presença do alvinegro na Copa em 2014 parece certa. No Galo, ele é peça-chave no esquema de Cuca. Seja como referência no ataque, pivô e, às vezes, como ponta ou armador.

Jô: sucesso e gols no Atlético/MG
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Nesta semana, ele atingiu uma marca impressionante. Seis gols, em três jogos, no intervalo de apenas seis dias. Três pela seleção, dois frente à Austrália e um diante de Portugal, e um hat-trick contra o Coritiba pelo Campeonato Brasileiro - seus três primeiros no torneio. Se ele mantiver a média, a recuperação alvinegra na Série A e o título Mundial são sonhos possíveis.

A promissora trajetória viveu uma ascensão "meteórica", seguida por um período de queda e, agora, o ápice da carreira em Minas. Jô é do Galo! E do Brasil!!!

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