20/12/2013

A missão em 2014

Vinícius Dias

Entre janeiro de 2012 e a tarde dessa quarta-feira, o Atlético havia feito 64 partidas na condição de visitante. Eram 22 vitórias, 18 empates e 24 derrotas. Diferença clara e, por que não, preocupante, se comparada ao rendimento no Horto. No mesmo período, eram 48 vitórias, 13 empates e somente um revés, nos 62 jogos em casa. A vexatória eliminação ante o Raja, quarta, no Marrocos, pode ser explicada, em boa parte, pela frieza dos números.

Se o Horto era o grande aliado no título da Copa Libertadores e na série invicta de 54 partidas, o mau desempenho longe de casa, que havia sido vilão no Brasileiro e na Copa do Brasil, voltou a ser algoz na semifinal do Mundial. O Raja enfrentou um Atlético pouco inspirado, com linhas muito distantes, menos vibrante e se movimentando menos que de praxe. Uma presa fácil.

Fernandinho tenta, sem sucesso
(Créditos: Atlético-MG/Divulgação)

Dos 45 minutos iniciais, ainda no papel de azarão, à etapa final, quando, com a força de sua torcida, assumiu, gradativamente, o protagonismo, a principal mudança no jogo foi de atitude. O brilho nos olhos, o desejo de fazer história, de disputar cada lance sobrava aos marroquinos. E faltava ao Galo, longe dos melhores dias e um retrato do time que, sob o álibi da preparação para o Mundial, fez a terceira pior campanha fora de casa na Série A nacional.

Mil e uma histórias...

Valendo-se de sua grande virtude, controlar a posse de bola, e da ótima partida do volante Moutouali, autor de um dos gols e cérebro do time, o clube marroquino fez história. História que traz, do sonho, a realidade de disputar a final contra um favoritíssimo Bayern. E que, do lado alvinegro, deve indicar a Paulo Autuori os caminhos para que o "novo" Atlético siga no topo.

Surpresa: Galo saiu na semi-final
(Créditos: Atlético-MG/Divulgação)

É hora de rever os erros... Sem, claro, esquecer os diversos acertos. Em algum momento, o planejamento fugiu à curva. Ainda não se sabe onde. Talvez nunca se saiba. Ponto! Mas, nem de longe, o ótimo 2013 merece ser redimensionado na história. O ano teve sorte? Claro. Mas, dizem, ela acompanha quem trabalha. Foi ano de vencer dúvidas, estigmas e até a própria desconfiança.

Em 2014, a missão é 'cantar de Galo' longe do Horto.
O torcedor, embora ferido, vai apoiar e dizer acredito!

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