22/01/2014

Paz e bola: futebol e religião

Alisson Millo

Fé, paixão, emoção, razão. Futebol e religião não se discutem. Fato! Por coincidência, a relação entre os dois é muito intensa. Em várias ocasiões, eles estão interligados. O caso mais recente envolveu o San Lorenzo, da Argentina. O time de coração do papa Francisco foi o campeão argentino logo no ano de estreia do pontífice à frente da Igreja Católica. Coisas da vida? Coincidência?

Essa relação entre os times e o papa não fica restrita aos hermanos. Os brasileiros e, em especial, os mineiros também foram abençoados pelo chefe da Igreja Católica. Camisas de Raposa e Galo foram entregues ao pontífice. O resultado, já sabemos: uma Libertadores e um Brasileiro. No Rio, o Fluminense, que um dia adotou João Paulo II, o famoso 'João de Deus', como padroeiro nos momentos difíceis, agora atribui a Francisco a permanência na Série A.

Futebol e religião: relação de títulos em 2013
(Créditos: Montagem/Facebook/Reprodução)

O clube das Laranjeiras viu, por outro lado, o rival Flamengo comemorar o tri da Copa do Brasil, após presentear o papa com o manto rubro-negro. De volta à Argentina e, agora, para falar de ninguém menos que Diego Armando Maradona. Eterno camisa 10, ele tem como marca registrada o gol da 'mão de Deus'. Não foi o bastante. Na década passada, o ex-meia ganhou uma religião. Criada em torno dele, a crença tem em Maradona o seu próprio D10S.

A fé na camisa...

Também são famosos casos de jogadores como Kaká e a camisa com a frase 'eu pertenço a Jesus', Kanouté que se negou a vestir a camisa do Sevilla com o patrocínio da casa de apostas 888.com, devido à crença no islamismo. Em nações islâmicas, por sinal, clubes como o Real Madrid já foram impedidos de estampar marcas ligadas ao mercado de apostas. Na Escócia, por sua vez, Celtic e Rangers protagonizam o clássico religioso: católicos x protestantes.

Na Argentina, Maradona é D10S
(Créditos: Facebook/Reprodução)

Coincidências à parte, o ano de 2013 provou que vale recorrer à religião para ter aquela forcinha nos objetivos e títulos. Seguindo essa linha, em 2014, igrejas ficarão tão cheias quanto estádios na reta final. É fato, mal não faz. Está provado!

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