22/02/2014

Os cinco artilheiros do milésimo

Vinícius Dias

Dia 08 de fevereiro, no estádio Fausto Alvim, em Araxá. Aos 27 minutos da etapa inicial, o árbitro assinala pênalti para o time da casa. Na cobrança feita por Túlio Maravilha, bola de um lado, goleiro do outro. Na sequência, festa. No placar, Araxá 1 x 0 Mamoré. Duas semanas após anotar o tento que diz ter sido o milésimo da carreira, Túlio, de 44 anos, volta a campo neste sábado. Às 17h, o Ganso vai receber o Nacional, de Uberaba, no Fausto Alvim.

Depois de atingir a sonhada marca, o goleador agora tenta superar o ex-vascaíno Romário, que marcou 1.003 vezes entre 1985 e 2009. Atinja este objetivo ou não, o folclórico jogador do Araxá já registrou seu nome no seleto - e não menos controverso - clube dos artilheiros que chegaram à marca dos 1.000 gols.

Túlio: pelo Araxá, seu 29º clube, o gol 1.000
(Créditos: Willian Tardelli/Fotojornalismo em Araxá)

Além de Túlio e Romário, a lista ainda tem os brasileiros Pelé e Arthur Friedenreich, dono da trajetória mais polêmica, e o húngaro Férenc Puskas, que atuou entre 1940 e 1960.

Friedenreich - 1.329 gols

De modo extraoficial, Arthur 'El Tigre' Friedenreich é o maior artilheiro da história do futebol. Reza a lenda que o centroavante, com passagens por clubes como Flamengo, Santos e Internacional, teria marcado 1.329 gols entre as décadas de 1910 e 1930. O número, que chegou a ser tratado como oficial no século XIX, é marcado por polêmicas. Hoje, as estatísticas limitam seus feitos a 568 gols.

Pelé - 1.282 gols

Foi na noite de 19 de novembro de 1969 que Pelé balançou as redes pela milésima vez. O adversário era o Vasco, no Maracanã, em jogo válido pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa. Considerado 'Rei' do futebol, o santista marcou de pênalti, aos 33 minutos do segundo tempo. No currículo, ele registra, além dos 1.281 gols, três conquistas de Copa do Mundo e dois títulos mundiais pelo Santos.

Férenc Puskas - 1.176 gols

Principal nome da história do futebol húngaro, o atacante foi também um dos grandes ídolos do Real Madrid. Na carreira, o major Puskas carrega a curiosidade de ter disputado duas Copas do Mundo por países diferentes. Pela Hungria, em 1954, e pela Espanha, em 1962. Embora oficialmente sejam reconhecidos somente 766 gols, ele teria, na prática, marcado 1.176 tentos entre 1943 e 1966.

Romário - 1.003 gols

Assim como Túlio e Pelé, Romário chegou ao sonhado gol 1.000 em uma cobrança de pênalti. O camisa 11, que atuou de 1985 a 2009, alcançou o feito em 2007, diante do Sport, em São Januário. A comemoração levou o artilheiro, ícone do tetra em 1994, às lágrimas. Ele ainda teve direito a volta olímpica, abraço na mãe, e foi aplaudido de pé ao ser substituído, aos 40 minutos da etapa final.

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