25/03/2014

O cara (e a cara) do Galo...

Alisson Millo

Hoje é o dia do Galo. E também de Alexandre Kalil, cara que é a cara do clube. Em 2008, o Atlético vivia um momento 'conturbado'. Vindo de um rebaixamento em 2005, o clube buscava se reestruturar e, sem apoio da torcida, o então presidente Ziza Valadares enfrentava dificuldades. Meses depois, ele renunciaria ao cargo, dando lugar a Alexandre Kalil. As preces dos atleticanos haviam sido ouvidas.


Filho do eterno Elias Kalil, Alexandre não teve um início "meteórico" como esperado. Mesmo com grandes contratações, o time não se acertou e, do modo mais duro, ele aprendeu que um grande time não é feito apenas de estrelas. Carini, por exemplo, ainda é lembrado pelas atuações abaixo da crítica. Daniel Carvalho, acima do peso, não vingou. Diego Souza foi o seu grande fiasco. Principal aposta - de futebol e marketing -, veio, vestiu a camisa 1 e não deixou saudades. Guilherme e André foram contratados a peso de ouro. Hoje, são reservas.

Kalil: a face do sucesso atleticano
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)


Kalil aprendeu. Que um time também se faz com alma. Que Réver e Léo Silva seriam os nomes ideais para a zaga. Que trocar Daniel Carvalho por Pierre seria um ótimo negócio. Não, 2011 não foi perfeito, mas ele bancou Cuca no cargo. Deu continuidade ao planejamento - e acertou. Em 2012, veio Leandro Donizete, em troca pela eterna promessa Renan Oliveira. E Victor. Trocado pelo zagueiro Werley, o goleirão seria "canonizado" com o manto alvinegro.

O mito atleticano...

A grande tacada viria em junho de 2012: Ronaldinho Gaúcho. De saída do Flamengo, o meia contava com a rejeição de grande parte das torcidas (e dos clubes) do Brasil. E não era diferente entre os atleticanos, mas Kalil bancaria. E acertaria. O ex-camisa 49 foi o maestro do time vice-campeão brasileiro naquele ano.

Alexandre Kalil, o filho de Elias...
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Faltava a tão esperada "cereja" do bolo alvinegro. E ela viria em 2013. O ótimo Diego Tardelli chegou, assumiu a nove, e foi um dos destaques na conquista da Libertadores. No Campeonato Brasileiro, foi o principal nome da equipe dirigida por Cuca, e ganhou o apoio popular para uma possível volta à seleção brasileira.

O fim de um sonho

2014 vai marcar o fim da 'era Kalil' à frente do alvinegro. Pelo menos por enquanto. O atleticano deve a ele bons momentos. Alegria, choro, títulos, ídolos. Kalil fez jus àquelas preces, errou e acertou, como humano. Longe da frieza dos números, afeita ao calor das emoções, a família Kalil é parte dessa história. Com Elias e, agora, Alexandre.

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