27/04/2014

Um olho no tri, outro no tetra

Douglas Zimmer

Salve, China Azul!

Foco é quase um 'mantra' no futebol moderno. Vira e mexe aparece um jogador ou treinador afirmando que a equipe precisa manter ou mudar o foco conforme o andar da carruagem. E no Cruzeiro, o discurso não tem sido diferente, nem poderia ser. Com duas competições simultâneas em andamento, é hora da Raposa fazer uso de um dos elencos mais fortes e versáteis do futebol brasileiro.


Marcelo Oliveira tem levado a campo aqueles quem têm condições físicas, psicológicas e técnicas para os próximos compromissos, importantíssimos para o restante da temporada. Depois de empatar por 1x1 com o Cerro Porteño, do Paraguai, no Mineirão, a equipe celeste entrou em campo no domingo para defender o título brasileiro.

Libertadores: 1x1 no duelo de ida
(Créditos: Gualter Naves/Light Press)

Não é segredo pra ninguém que a grande obsessão dos cruzeirenses é a Copa Libertadores da América de 2014, porém um torneio longo como o Campeonato Brasileiro não pode ser abdicado, pensando que 'amanhã ou depois dá para recuperar os pontos'. Foi assim, com um time alternativo, mas muito competitivo, que estreamos com vitória. Três pontos frente ao Bahia, na Fonte Nova.

Três pontos na conta

Observando as escolhas de Marcelo Oliveira, é possível entender algumas opções que ele havia feito durante a disputa do estadual - e o frequente 'rodízio' em algumas posições durante a primeira fase. O entrosamento, mesmo quando o assunto é o time tido como reserva, tem se mostrado razoavelmente afiado. Entre os atletas, é importante ressaltar que muitos foram titulares ou, no mínimo, fundamentais na conquista tri brasileiro na temporada passada.

Cruzeiro: camisa nova no domingo
(Créditos: Pedro Vilela/Light Press)

Na 'terra de todos os Santos', a equipe esteve bem postada na defesa, porém, por problemas no passe de ligação entre meio-campo e ataque, o jogo ganhou contornos dramáticos. Depois de abrir o placar com gol de cabeça de Nilton, o Cruzeiro recuou e chamou o Bahia para seu campo. A abdicação significou o empate, em cobrança de pênalti. O desempate viria apenas no fim do jogo, com mais um gol de cabeça - dessa vez, do livre, leve e solto Marcelo Moreno, que subiu sozinho para mandar para a rede tricolor. Três pontos na conta!

Com força máxima...

Para o jogo contra o São Paulo, histórica 'pedra no sapato' da Raposa, o técnico vai utilizar o que tem de melhor. Isso significa várias alterações no time azul. Os retornos de Dedé, Bruno Rodrigo, Samúdio, Willian, Ricardo Goulart, Júlio Baptista e Éverton Ribeiro são ótimos reforços em um time que se comportou bem na última rodada, mesmo fora de casa. E como a última semana não foi de jogos na agenda do clube, creio que o desgaste físico e, em especial, psicológico, não deve ser problema para o jogo das oitavas de final, no Paraguai.

Superação: receita na Libertadores
(Créditos: Gualter Naves/Light Press)

Domingo, o São Paulo. Quarta-feira, o Cerro. Ambos, jogos importantes, mas onde a adrenalina e o suor devem ser dosados de maneira diferente. Disputa ante um dos cabeças da competição, em Uberlândia; jogo de vida ou morte no La Olla Azulgrana, em Assunção. O time não pode abrir mão do jogo ofensivo e precisa se concentrar nas bolas aéreas ofensivas, que são a alternativa mais eficaz para descomplicar jogos duros, como devem ser os que estão por vir.

Força, Cruzeiro!

Nenhum comentário:

Postar um comentário