16/10/2014

Dois caminhos, um destino...

Vinícius Dias

A noite da quente quarta-feira sugeria muita emoção pela Copa do Brasil. No Mineirão, o Atlético, mais uma vez agigantado pela fé inabalável, tinha missão ingrata frente ao Corinthians, dono da segunda melhor defesa do atual Campeonato Brasileiro. Na Arena das Dunas, em Natal, o desfalcado Cruzeiro defendia a (mínima) vantagem obtida na partida de ida diante do potiguar ABC.


Aos 5 minutos, após receber bola esticada por Fágner e bater Jemerson, Paolo Guerrero bem que tentou pôr fim à esperança alvinegra - no duelo, curiosamente, o mandante usou seu uniforme alternativo, completamente branco. Corinthians 1 a 0. O cenário era adverso, mas a massa atleticana, num retrato da crença que, depois de ser tantas vezes repetida, se torna certeza, respondia: eu acredito!

Guilherme e Tardelli: heróis alvinegros
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

Aos 32', o camisa 17 Guilherme, que oito minutos antes havia dado bela assistência para Luan, ratificou a virada atleticana. Instantes depois foi a vez de o Cruzeiro festejar no Rio Grande do Norte. Willian, em rebote de escanteio pela esquerda, chutou com precisão e abriu o marcador. A três minutos do fim da etapa inicial, Henrique, escorando cruzamento do ótimo Alisson, ampliou.

Matar ou administrar?

O intervalo esfriou os ânimos. Satisfeito, o Cruzeiro tentava administrar a vantagem contra o limitado ABC. Até, com dois gols em seis minutos - o segundo, em pênalti inexistente -, o clube da casa chegar ao empate. Em Belo Horizonte, esse papel cabia ao Corinthians. Até o minuto 75, quando Guilherme, o melhor em campo, recebeu passe de Carlos e finalizou com a costumeira precisão. 3 a 1 Atlético.

ABC: vitória no jogo, revés no confronto
(Créditos: Nuno Guimarães/Light Press/Textual)

Para o time de Levir, faltava um gol. O de Marcelo Oliveira, em Natal, tinha direito de sofrer apenas mais um. No script, drama e superação. Primeiro, Edcarlos ganhou pelo alto. A bola do atleticano ziguezagueou pelo tempo, encontrou o heroismo de Leonardo Silva na Libertadores, e terminou nas redes de Cássio. Classificação épica! Um minuto depois, Alvinho, do ABC, não perdoou Fábio. Venceu, não levou!

A regra do jogo, na Copa do Brasil, é matar ou morrer.
Ontem, enquanto o Galo matava, a Raposa não morria!

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