15/01/2015


Primeiro atleta portenho a defender a equipe foi o meia
Baztarrica, em 1945; investidas recentes tiveram sucesso

Vinícius Dias

Lucas Pratto chegou ao Atlético com status de ídolo e com o sonho de conquistar a Copa Libertadores. "Vamos ter um grande desafio neste ano, que é competir com as equipes sul-americanas. Vai ser uma das edições mais disputadas, pois teremos grandes times", disse, na última semana, durante sua apresentação oficial. O jogador, de 26 anos, será o segundo argentino do elenco, que conta com o armador Dátolo, e o 14º a vestir a camisa alvinegra.


O primeiro argentino a defender o clube foi o meia Guido Baztarrica, em 1945. Na sequência, vieram os avantes José Vilalba, no ano de 1946, e Roque Valsechi, que chegou a Belo Horizonte em 1948. Duas décadas depois, o Atlético voltou a apostar em um atleta nascido no país vizinho: Roberto Marcos Saporiti. Assim como seus compatriotas, no entanto, o atacante se despediu sem deixar saudades.

Pratto: reforço atleticano para 2015
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

O quinto representante portenho na história alvinegra chegou apenas em 1976: o goleiro Miguel Ortiz. Com 100 jogos e sete gols marcados, ele é, ainda hoje, o argentino que mais vezes vestiu a camisa atleticana. Seu sucessor foi o zagueiro Galván. Apresentado em 1998, ele defendeu o Atlético até 1999, quando foi peça-chave na conquista do Campeonato Mineiro e na campanha do vice brasileiro.

Insucessos nos anos 2000

Já nos anos 2000, o zagueiro Diego Capria aumentou a lista de argentinos na história do clube. O oitavo foi o meia Livio Prieto, contratado em 2005. Embora a aposta não tenha sido bem sucedida, o Galo recorreu à mesma alternativa na temporada seguinte: Jonathan Fabbro foi o nome da vez. Mariano Trípodi, centroavante contratado junto ao Santos em 2009, é o décimo da lista.

Meia Dátolo foi fundamental em 2014
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

De lá para cá, o clube obteve mais sucesso nas investidas. O meia Damián Escudero, por exemplo, foi campeão mineiro e vice do Brasileiro em 2012. Depois dele, veio Dátolo. O meia não teve um 2013 brilhante, mas foi vital na conquista da Copa do Brasil de 2014, ano em que foi companheiro de Otamendi, zagueiro que vestiu a camisa preto e branca, por empréstimo, durante o primeiro semestre.

Aposta de Nepomuceno

Eleito o melhor jogador do país vizinho na temporada passada, Pratto, o 14º da história, foi contratado depois de fazer sucesso com a camisa do Vélez Sarsfield entre 2012 e 2014. Quarto reforço mais caro da história alvinegra, o jogador custou US$ 5 milhões aos cofres do clube. Agora, a expectativa dos torcedores é de que ele repita os enredos de sucesso e coloque, de vez, o sotaque argentino na história de um dos clubes mais tradicionais do Brasil.

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