29/03/2015

Mattos, o executivo dos golaços

Vinícius Dias

Após o desgaste no início de 2012, o Cruzeiro já se preparava para viver sem Montillo na temporada seguinte. Ainda em novembro, Diego Souza deixou o Al-Ittihad FC, da Arábia Saudita. Bastaram algumas ligações de Alexandre Mattos para Eduardo Uram, e a negativa de quarta-feira deu lugar à confirmação de sexta. A Raposa já tinha o camisa 10 para 2013. Ricardo Goulart chegou no mês seguinte. Após a venda de Montillo para o Santos, veio Éverton Ribeiro. 


Antes mesmo de a temporada começar o Cruzeiro já havia desenhado a espinha dorsal do bi nacional. Se Diego Souza não emplacou, Goulart se tornou protagonista e Éverton Ribeiro foi o maestro do time nos títulos nacionais de 2013 e 2014. O roteiro premiado e seu mentor, Alexandre Mattos, se tornaram obsessão. No último ano, cisão na Toca. Sinal verde para o Palmeiras, que enxergava no diretor de futebol celeste seu grande reforço para 2015.

No Verdão: três meses e 20 contratações
(Créditos: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação)

Ontem, após 28 meses, ele fez de Egídio o 'novo' Diego Souza. Um dia depois de perder João Paulo por lesão, o dirigente contatou Uram. Desta vez, o problema era a lateral-esquerda. E a solução rimava com o ala em quem Alexandre havia apostado no início daquele 2013. Era tarde demais para qualquer tentativa rival. De saída do futebol ucraniano, Egídio será anunciado na próxima semana como mais novo contratado, o 20º da era Mattos no clube paulista.

No placar dos bastidores, mais um gol do Palmeiras.
Com a assinatura e a agilidade de Alexandre Mattos.

2 comentários:

  1. Se ele é aliado do Uram, provavelmente sabia da rescisão antes mesmo de ela acontecer. Cruzeiro tem quatro jogadores nessa posição, ia fazer o quê? Aumentar ainda mais o plantel. Além do mais Vinícius, foi vc mesmo quem escreveu que o Mattos é só mais um e que tem diretores melhores do que ele no mercado...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. A discussão vai além de ele saber ou não da rescisão. Falo da postura. Como no Cruzeiro, em 2012, a agilidade evitou o leilão e garantiu o reforço. Destacar o trabalho dele - e só fiz isso agora - não significa, por consequência, criticar o feito atualmente na Toca II. Inclusive porque, conforme você bem disse, o clube tem quatro jogadores na posição, o que tornava a contratação supérflua.

      Diretor, como a palavra sugere, dá a direção. Mattos é muito bom, mas é parte de uma estrutura. Não acho que ele seja um coadjuvante, mas também não é um 'mito'. Não disse que há melhores no mercado, até porque o mercado é carente. Disse que há outros tão bons quanto - empregados, por sinal -, e dou os nomes: Rodrigo Caetano e Eduardo Maluf.

      Excluir