27/05/2015

Entre o papel e a prática...

Vinícius Dias

Com uma atuação de luxo da dupla Ronaldinho e Jô e gol heroico de Léo Silva aos 47' da etapa final, o Atlético venceu o Fluminense, por 3 a 2, na 32ª rodada do Brasileiro de 2012. Três jogos depois, o tricolor festejou o título com o triunfo diante do Palmeiras, em São Paulo, e beneficiado pelo empate entre Atlético e Vasco, no Rio. Uma rodada antes, o time mineiro havia sido derrotado pelo Coritiba, no Paraná.


Em um torneio em que somou quatro pontos contra o campeão e fez do Independência seu escudo, vencendo 14 vezes e empatando cinco, o vice do Atlético passou pela fragilidade fora do Horto. Foram 25 pontos em 57 possíveis, com seis vitórias em 19 partidas. Aproveitamento de 43,8%, o melhor do Galo como visitante em oito edições com o atual formato. Logo no ano seguinte à pior: 21,1% em 2011.

Atlético: 40,4% de aproveitamento fora
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

A título de comparação, em 2012, o campeão Fluminense contabilizou um aproveitamento de 68,4% nos confrontos como visitante no Campeonato Brasileiro. Há dois anos, o Cruzeiro foi campeão com 54,4% fora de Belo Horizonte. Na última temporada, o time de Marcelo Oliveira somou 57,9% dos pontos disputados longe de casa.

A cada dois jogos, um revés

A derrota para o xará paranaense, no domingo passado, foi a primeira do Atlético como visitante no Brasileiro, mas a sétima em 14 jogos fora dos domínios na atual temporada. Média de um revés a cada duas partidas e aproveitamento de 40,4%, com 17 pontos conquistados em 42 possíveis, somadas três competições.

No papel, o Galo tem elenco para sonhar com o bi nacional.
Na prática, ainda precisa aprender a cantar longe do Horto!

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