03/06/2015

O peso do passado na Toca

Vinícius Dias

Vanderlei Luxemburgo era o nome predileto do presidente Gilvan de Pinho Tavares para substituir Celso Roth na temporada 2013. Em novembro de 2012, o técnico renovou com o Grêmio. No mês seguinte, Marcelo Oliveira, que havia se destacado no Coritiba, foi anunciado como novo comandante cruzeirense. Para fazer história, ele precisaria superar a desconfiança da torcida. Menos relacionada à qualidade do profissional, mais à sua história ligada ao Atlético.


Em 11 meses na Toca, Marcelo transformou rejeição em comemoração e levou o Cruzeiro de Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart ao título brasileiro. Enredo repetido no ano passado, com Marcelo Moreno no comando do ataque. Vanderlei, no mesmo período, passou por Grêmio, Fluminense e Flamengo. Embora tenha registrado 63,8% de aproveitamento no rubro- negro carioca e 64,8% no tricolor gaúcho, fechou as três trajetórias sem conquistar títulos.

Luxa e Gilvan: de frente para as câmeras
(Créditos: Washington Alves/Light Press)

Oliveira deixou o Cruzeiro nessa terça com 68,4% de aproveitamento e o legado de um consagrado 4-2-3-1, usando ponteiros com pés invertidos. De maneira paradoxal, a insistência no esquema que rendeu dois títulos nacionais e um Mineiro, mesmo com peças inferiores e sem os resultados esperados, marcou a queda do técnico. Luxemburgo, que adotou o 4-3-3 em seus últimos trabalhos, volta a Belo Horizonte chancelado pela Tríplice Coroa conquistada em 2003.

Saiu o bicampeão Marcelo Oliveira, chega Vanderlei Luxemburgo.
E a Raposa confirma o peso do passado. Em todos os sentidos.

2 comentários:

  1. Infelizmente a cultura do futebol brasileiro não permite que se dê a um técnico competente como demonstrou ser Marcelo de Oliveira a chance de prosseguir no seu trabalho no Cruzeiro. Acho que Gilvan não agiu corretamente com o Marcelo. Ele merecia toda confiança nossa e deveria prosseguir com seu esforço para reaprumar o futebol celeste. Mais dia, menos dia, ele haveria de chegar a um ponto satisfatório com o time. É verdade que peças importantíssimas do elenco foram desfeitas. Reposições foram feitas, mas não surgiram os efeitos desejados. Essa busca por reposições deveria continuar, sempre ouvindo Marcelo. Ele sabe tudo de futebol. Mas, enfim, o fato concreto é que ele não é nosso técnico mais. Peço desculpas ao Marcelo pelo "mau jeito". Como cruzeirense torço pelo Vanderlei, que nos deu a tríplice coroa em 2003, mas seu passado glorioso vai ficando cada vez mais "passado" e ele não está encontrando o caminho do sucesso por onde tem trabalhado nos últimos anos. Mas vamos, torçamos pelo Vanderlei.

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  2. Quem vive de passado é museu; Se futebol é momento e o momento do Marcelo não estava bom, o momento do Luxa é muito pior. Essa diretoria comete erros atrás de erros. Mas vou aproveitar e perguntar: o que estava fazendo um representante da Máfia Azul recepcionando o Luxa DENTRO da Toca??? Isso não faz sentido nenhum!!!

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