03/07/2015


Após passagem relâmpago em 2001, meia voltou à Toca em 2002
visando reescrever história e se tornou página heroica e imortal

Vinícius Dias

A despedida após 16 partidas entre agosto e dezembro de 2001 foi, na verdade, um até logo. Depois de nove meses e de rápidas passagens por Parma, da Itália, e Palmeiras, Alex retornou à Toca da Raposa disposto a assinar uma nova história. Sob a batuta de Vanderlei Luxemburgo, ele foi além: fez do esporte uma forma de arte. Alex, entre letras e pinturas, conduziu a equipe à Triplice Coroa em 2003. Contexto revivido no último sábado, no amistoso 'Alex 10 Eterno'.


Na véspera do jogo que reuniu alguns dos principais craques da quase centenária história cruzeirense, Alex, a estrela da companhia, conversou com o Blog Toque Di Letra. Nas palavras, emoção ao comentar a idolatria azul e branca. "Fantástico... Representa uma amostra de tudo aquilo que fiz. Sinto-me, realmente, um privilegiado de poder estar na galeria de uma história tão rica como a desse clube", disse, durante lançamento do livro 2003: o ano do Cruzeiro, de Anderson Olivieri.

Alex voltou a vestir a camisa estrelada
(Créditos: Washington Alves/Light Press)

Desacreditado e com um contrato abaixo da média. Foi por linhas tortas que Alex escreveu um dos mais belos capítulos da carreira: o do retorno à Raposa. "Eu precisava voltar a jogar futebol, coisa que, naquele período, não conseguia fazer, devido à briga com o Parma", relembrou, citando a participação decisiva de Luxemburgo. "Estava em baixa e dificilmente teria um contrato melhor e um treinador que me defendesse e me protegesse tanto quanto ele. Por isso aceitei", completou.

Para sempre na história

Com direito a gol de placa, prêmio de melhor jogador de Minas, Bola de Ouro do Campeonato Brasileiro e nome na lista dos melhores atletas das Américas, 2003 foi um ano especial para Alex. A temporada seguinte, no entanto, guardava uma emoção inédita para o craque: a de ser pai. Hoje com três filhos, ele destaca a importância da família e de Daiane Mauad, companheira de longa data. "O peso dela e da família na minha vitoriosa carreira, com certeza, é de 100%", pontuou.

Alex ao lado da esposa e de dois filhos
(Créditos: Washington Alves/Light Press)

Para a esposa, o segredo da convivência ao longo de 18 anos passa pelo fato de Alex ter uma vida comum fora de campo. "Apesar de ele ser um ídolo, a vida no dia a dia é igual à sua, à de qualquer pessoa. Tem de ter calma, tranquilidade, e isso te dá força para exercer sua profissão", disse Daiane. "Ficam em evidência na mídia os maus exemplos que, na verdade, são minoria. Não passa de fazer aquilo que a família brasileira, de qualquer classe, de qualquer profissão, faz todo dia", completou.

3 comentários:

  1. O Alex é uma das mais brilhantes estrelas do firmamento anil do Cruzeiro!

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  2. Grande Vinícius,
    Uma das minhas maiores alegrias foi ter sido reconhecido pelo Alex10 no dia dos autógrafos no livro do Olivieri.
    Considero Alex10 um cara diferenciado mesmo em termos de futebol, um craque que com justiça faz parte do meu Cruzeiro de todos os tempos.
    O meu time tem : Raul, Nelinho, Procópio, Piazza e Sorin (Nonato); Zé Carlos, Dirceu Lopes, Alex10 e Tostão; Palhinha I e Joãozinho.
    Alex10 é um cara do bem, que aprendeu a gostar do nosso clube. Pena não terem tido a visão necessária.
    Falei com ele certa vez que se fosse o diretor de futebol do Cruzeiro iria pedir a ele que escrevesse num papel em branco o que ele queria para voltar ao clube após deixar o Fenerbahçe. O que ele escrevesse eu toparia. Já pensou um cara como ele jogando ao lado de Ricardo Goulart, Everton Ribeiro, com Nilton e Lucas Silva de volantes ?
    Tendo a velocidade de Mayke e Egídio para explorar.
    E a jogada aérea com Nilton, Bruno Rodrigo, Dedé e Moreno ou Borges...
    Poderia ter sido tricampeão brasileiro e como consequência disso se transformar no maior jogador do clube de todos os tempos.
    Mas, jamais vou me esquecer de 2003 com ele comandando o time. Está na história pra sempre.
    Um grande abraço - João Chiabi Duarte

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  3. Alex é um craque em extinção e hoje por falta de jogador inteligente faz toda a diferença para um clube ser campeão ou não.

    Pedro Henrique

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