04/02/2016

Três pontos e a missão de Deivid

Vinícius Dias

No domingo, ante a URT, no Mineirão, o Cruzeiro foi o time da posse pela posse. Teve a bola nos pés durante a maior parte da partida, mas esteve longe de ameaçar a equipe de Patos de Minas. Faltou poder de decisão à Raposa, que tocou, tocou, mas não conseguiu furar a retranca bem armada pelo treinador Ademir Fonseca. Os cinco chutes em direção ao gol defendido por Jakson Follmann não traduziram o volume celeste nem foram suficientes para tirar o zero do marcador.


Na volta a campo, na noite dessa quarta-feira, 45 minutos muito frágeis. Com quatro modificações no time titular e encarando um adversário que pressionava sua posse de bola, o Cruzeiro passou a forçar - e errar - o passe. O meio-campo, com Alisson, Gabriel Xavier e Sanchez Miño na linha de três, pouco produzia. Aproveitando os espaços deixados por Mayke, o lateral-esquerdo Paulo Otávio, autor do gol do Tombense, era o dono do jogo em Muriaé.

Raposa somou três pontos em Muriaé
(Créditos: Washington Alves/Light Press)

Na etapa final, um novo Cruzeiro, agora com Élber e Marcos Vinícius nos lugares de Gabriel Xavier e Ariel Cabral, respectivamente - depois, Mayke deu lugar a Fabiano na lateral-direita. Em campo, um 4-3-3, com Marcos Vinícius assumindo o protagonismo e Élber travando as subidas de Paulo Otávio. Bastou ser melhor ou, para ser mais exato, menor pior do que o 4-2-3-1 do primeiro tempo para consolidar a virada e a primeira vitória da era Deivid na Toca.

Mais do que três pontos, o técnico conquistou paciência e tempo.
Após três times em 180 minutos, a missão é definir um Cruzeiro!

Um comentário:

  1. Não, não conquistou nem paciência, muito menos tempo. Fui muito, mas muito contra a efetivação dele ano passado e não sou a favor da continuidade dele. Cruzeiro não é laboratório para se fazer testes. Colocar um técnico, discípulo de Luxemburro no comando é errar duas vezes. Teoria ele tem. Mas que comece de baixo como todos os outros. Vá para um time pequeno, aprenda e depois volte. Se contra times do interior já tá difícil, imagina qdo pegar um time no BR16. Enfrentar um Tite ou um Muricy que já viram muito, mas muito mais do que ele. Um time baixo demais, novo demais e com jogadores fominhas demais. Eu não tenho nada contra o Deivid. Como auxiliar, tudo bem. Mas como técnico, em um time gigante como o Cruzeiro, NÃO!! Mas, pelo visto, essa diretoria tá muito afim de testar até onde vai a paciência do torcedor. Pode até ser que dê certo. mas eu não quero pagar para ver. E tenho muita convicção disso!!!

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