04/04/2016


Propostas elaboradas em comitês serão apresentadas aos clubes
filiados, ainda neste mês, durante assembleia geral da entidade

Vinícius Dias

Antes mesmo do encerramento da Copa da Primeira Liga, as equipes do grupo já iniciaram o planejamento para a próxima edição. Questões como cotas de TV, calendário, estatuto e busca de parceiros têm sido tratadas por comitês internos. Pela composição definida em encontro realizado em março, no Rio de Janeiro, 13 filiados estão envolvidos - as exceções são Figueirense e Paraná Clube. As propostas elaboradas nos comitês devem ser compartilhadas entre os clubes, ainda neste mês, durante assembleia geral da Primeira Liga.


"São trabalhos executivos. A Liga tem funcionado também para troca de experiências e a divisão (comitês) é para ganhar agilidade", destaca Marco Antônio Batista, integrante do Conselho de Administração do América/MG. "Quando foi criada a Primeira Liga, pensou-se em um contexto em que os clubes tivessem voz ativa, algo que a CBF nunca nos deu com toda essa liberdade de discussão", acrescenta Leonardo Roesler, assessor jurídico e representante do Joinville na entidade.

Marco Batista, à esquerda, em coletiva
(Créditos: Carlos Cruz/América FC/Divulgação)

O comitê cuja pauta está mais encaminhada, segundo o Blog Toque Di Letra apurou, é o de governança, que tem a atualização do estatuto da Primeira Liga como principal atribuição. No intervalo de duas semanas, já foram realizadas três reuniões entre os membros. "(O novo estatuto) já está formatado", confirma Romildo Bolzan, presidente gremista. Além do tricolor porto-alegrense, América/MG, Chapecoense, Coritiba e Fluminense integram o comitê.

Calendário e cotas de TV

Paralelamente, as atividades do comitê das cotas de TV, cuja pauta inclui ainda discussões sobre calendário e formato do torneio, tiveram início na terça-feira passada. Inicialmente, a Primeira Liga trabalha com sete datas, aumentando o número de participantes para 16. "Avançamos bastante. A reunião foi muito produtiva", observa o presidente do Criciúma, Jaime Dal Farra. Os outros quatro membros do comitê são Atlético/MG, Atlético/PR, Flamengo e Internacional.

Reunião entre os 15 membros da Liga
(Créditos: Rodrigo Fatturi/Flickr/Grêmio FBPA)

"Sobre cotas de TV, nós tivemos várias colocações. Estamos trabalhando com duas situações mais próximas", afirma Dal Farra. O primeiro modelo, em debate desde o ano passado, segundo o Blog apurou, teria 50% das receitas divididas igualmente, com 25% por audiência e 25% destinados à premiação. No modelo alternativo sugerido no comitê, a parcela relativa à audiência aumentaria para 30%, com 45% divididos igualmente e 25% de premiação. O primeiro esboço de arrecadação prevê entre R$ 50 milhões e R$ 80 milhões na próxima edição.

Busca de apoio político

Também na semana passada foram iniciados os trabalhos do comitê de ações institucionais. "Esse comitê cuida das bases da instituição, da marca Primeira Liga e da busca efusiva de apoios", detalha Leonardo Roesler, do Joinville. No momento, há diálogos com o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e com o Conselho Federal de Educação Física (CONFEF), por exemplo. Ainda compõem o comitê Atlético/PR, Flamengo, Cruzeiro e Avaí - os dois últimos, clubes dos atuais presidente e vice da Primeira Liga, respectivamente.

Roesler, ao centro, representa o Joinville
(Créditos: Rodrigo Fatturi/Flickr/Grêmio FBPA)

A busca por novos apoios visa, em especial, ao fortalecimento político da entidade. Conforme o organograma, também caberá ao comitê de ações institucionais a interlocução junto à CBF e às cinco federações envolvidas. Antes, as propostas de calendário e de ajustes na estrutura da entidade serão levadas à discussão em assembleia geral.

Calendário e cotas de TV

Em plenário, ainda deve ser debatida a possibilidade de filiação de novos clubes. Atualmente, há 15 membros. O esboço de calendário, no entanto, prevê 16 participantes na segunda edição da Copa da Primeira Liga. Entre os postulantes estão o Goiás e um bloco da Série B - que reúne equipes como Atlético/GO e Paysandu -, cujas solicitações foram encaminhadas na temporada passada.

Gilvan chegou a deixar Liga ano passado
(Créditos: Washington Alves/Light Press)

Por convenção interna, as decisões tomadas na Primeira Liga têm de ser ratificadas pelos 15 membros, a princípio. "Foi uma sugestão do (Vitorio) Piffero, presidente do Internacional, de que todas as decisões fossem por unanimidade, e não por maioria", revela Leonardo Roesler. Esse ajuste foi posterior ao episódio que culminou na saída do Cruzeiro - decisão revista posteriormente - em dezembro último. "Não poderíamos enfraquecer uma instituição criada para unir e mudar", justifica.

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