05/11/2016


Como no último ano, Tite aparece entre os quatro primeiros; Jair
Ventura lidera, enquanto o ex-americano Sérgio Vieira é lanterna

Vinícius Dias

A cinco rodadas do fim do Campeonato Brasileiro, Palmeiras - na liderança desde agosto e com 85,8% de chances de ser campeão, de acordo com o Departamento de Matemática da UFMG -, Flamengo, Santos e Atlético/MG protagonizam a briga pelo título. Enquanto isso, na parte de baixo, pelo menos oito equipes lutam para fugir do rebaixamento. Mas, afinal, como estaria a classificação se a disputa, em vez de clubes, levasse em conta o desempenho dos treinadores?


Em 33 rodadas, foram consumadas 22 trocas de técnico e, com isso, 45 profissionais passaram pelo banco de reservas das 20 equipes. Apenas cinco participantes - Palmeiras, Santos, Atlético/PR, Fluminense e Ponte Preta - não se renderam ao vai e vem no decorrer do Campeonato Brasileiro. Na contramão, clubes como Corinthians, Figueirense e América tiveram quatro comandantes desde a rodada inicial.

Cuca é vice-líder na disputa de técnicos
(Créditos: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação)

Diante desse cenário, o Blog Toque Di Letra fez um levantamento para medir o aproveitamento dos 35 treinadores que ficaram pelo menos cinco vezes à beira do campo - ou seja, desconsiderando os dez profissionais com quatro ou menos jogos. Os resultados foram divididos em quatro faixas: as extremas G4 e Z4, reunindo os quatro melhores e os quatro piores, e duas intermediárias, tomando a média geral - 41,7% de aproveitamento - como linha de corte.

Melhores aproveitamentos:

Jair Ventura (Botafogo) - 15 jogos - 75,6%
Cuca (Palmeiras) - 33 jogos - 67,7%
Zé Ricardo (Flamengo) - 30 jogos - 64,4%
Tite (Corinthians) - 7 jogos - 61,9%

Acima da média:

Dorival Júnior (Santos) - 33 jogos - 61,6%
Marcelo Oliveira (Atlético/MG) - 32 jogos - 59,4%
Renato Gaúcho (Grêmio) - 7 jogos - 57,1%
Cristóvão Borges (Corinthians) - 18 jogos - 51,9%
Paulo Autuori (Atlético/PR) - 33 jogos - 51,5%
Mano Menezes (Cruzeiro) - 17 jogos - 51%
Guto Ferreira (Chapecoense) - 10 jogos - 50%
Roger Machado (Grêmio) - 25 jogos - 49,3%
Levir Culpi (Fluminense) - 33 jogos - 48,5%
Paulo César Carpegiani (Coritiba) - 15 jogos - 46,7%
Eduardo Baptista (Ponte Preta) - 33 jogos - 45,5%
Edgardo Bauza (São Paulo) - 18 jogos - 42,6%
Caio Júnior (Chapecoense) - 42,4%

Abaixo da média:

Argel (Internacional, Figueirense e Vitória) - 29 jogos - 41,4%
Oswaldo de Oliveira (Sport e Corinthians) - 33 jogos - 39,4%
Tuca Guimarães (Figueirense) - 6 jogos - 38,9%
Ricardo Gomes (Botafogo e São Paulo) - 31 jogos - 38,7%
Celso Roth (Internacional) - 14 jogos - 38,1%
Vagner Mancini (Vitória) - 24 jogos - 36,1%
Pachequinho (Coritiba) - 13 jogos - 35,9%
Vinícius Eutrópio (Figueirense) - 14 jogos - 35,7%
Enderson Moreira (América) - 18 jogos - 35,2%
Paulo Bento (Cruzeiro) - 15 jogos - 33,3%
Milton Mendes (Santa Cruz) - 19 jogos - 31,6%
Fábio Carille (Corinthians) - 5 jogos - 26,7%
Gilson Kleina (Coritiba) - 5 jogos - 26,7%
Marquinhos Santos (Figueirense) - 7 jogos - 23,8%

Piores aproveitamentos:

Givanildo Oliveira (América) - 5 jogos - 13,3%
Falcão (Internacional) - 5 jogos - 13,3%
Doriva (Santa Cruz) - 11 jogos - 12,1%
Sérgio Vieira (América) - 9 jogos - 11,1%

6 comentários:

  1. Na minha opinião, Marcelo não deu certo no Galo. Deixou de faturar pontos contra o Cruzeiro e Fluminense. Galo no topo e Raposa na lanterna e não conseguir vencê-la só por ser clássico? qual é? com o Flu a mesma coisa. Se numa fase um gigante bem estruturado não consegue vencer o outro completamente debilitado, é psicológico, é incompetência.

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    1. Não concordo nem com gigante bem estruturado nem com completamente debilitado. Primeiro pq Atlético tem a 6ª pior defesa do campeonato, segundo pq Cruzeiro melhorou demais com a chegada do Mano e terceiro pq clássico é clássico amigo. Lembre-se que 13 e 14 o Cruzeiro sobrou no campeonato e não conseguiu vencer o Atlético. 15 e 16 foi exatamente o inverso. Atlético sobrando e não conseguiu vencer o rival. E Marcelo chegou com elenco montado, e mal montado por sinal, falta equilíbrio. Precisa de continuidade.

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    1. Diego Aguirre comandou o Atlético apenas na 1ª rodada, quando o time derrotou o Santos, por 1 a 0, na Arena Independência.

      A fim de evitar distorções - Aguirre na liderança tendo uma vitória ou Jayme de Almeida na lanterna por perder seu único jogo -, treinadores com quatro ou menos partidas foram desconsiderados.

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  3. Concordo. Marcelo Oliveira não é técnico para o a. mineiro. Ele pensa muito. Aqui o negócio é no vamo-que-vamo.

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  4. Eu quis muito que o Marcelo viesse pro Galo, mas hoje eu vejo que ele nao é treinador pro galo. Vai com Deus.

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