28/11/2016

O valor dos estaduais após seis meses

Vinícius Dias

Qual é a semelhança entre América e Santa Cruz, rebaixados à Série B; Vasco, que garantiu a volta à elite apenas na rodada final, em terceiro lugar; e Vitória e Internacional, os protagonistas da luta contra a degola na última rodada? Os cinco foram campeões de seus estados, mas, a essa altura da temporada, têm poucos motivos para comemorar. Falando de alguns dos estaduais mais tradicionais do Brasil, a questão que surge é: no formato atual, quanto valem esses torneios?


Em campo, a resposta remete à análise deste Blog após o empate entre Cruzeiro e América, em fevereiro, em confronto válido pela 5ª rodada do Campeonato Mineiro. Duvidar das potenciais virtudes e crer nas falhas - e trabalhar para corrigi-las - apresentadas diante de times mais frágeis é o caminho. Algo que o Coelho, rebaixado na 35ª rodada, contrariou. E que o Palmeiras, fora da final do Paulista, colocou em prática para conquistar o título nacional depois de 22 anos.

América x Santa Cruz: do título à queda
(Créditos: Carlos Cruz/América FC/Divulgação)

Em Santa Catarina, campeão e vice disputarão 20 jogos no estadual, mais que um turno de Série A. No Rio, serão 17 partidas, apenas uma a menos que a Libertadores - desde a fase prévia. Em Minas, serão 15, mais que a Copa do Brasil. No formato atual dos torneios, há muitas datas para os grandes clubes e poucas para poucos pequenos, a maior parte deles sem calendário no segundo semestre. E a equação tem, em linhas gerais, mais receitas para federações que vários filiados.

Longos demais para os grandes, curtos para poucos pequenos.
Um semestre depois, nem os campeões festejam os estaduais.

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