20/12/2016

Por menos lesões e mais Galo em 2017

Alisson Millo*

Dezembro anuncia o fim de uma temporada atípica. Em 2016, o torcedor atleticano não comemorou nenhuma conquista, apesar dos investimentos altíssimos. E, mal acostumada com temporadas anteriores, a massa quer mudanças para 2017.


A primeira já veio! Roger chegou credenciado por um ótimo trabalho no Grêmio e tem o apoio de boa parte da torcida. Resta saber se a diretoria respaldará o treinador, visto a pouca paciência demonstrada com Marcelo Oliveira, Diego Aguirre e, sobretudo, Levir Culpi. Mas a esperança é que o novo comandante dê cara de time ao Atlético, para que deixe de ser um amontoado de bons nomes. Em poucos dias, Diogo Giacomini provou ser possível e, promovido a auxiliar, ajudará Roger no dia a dia - inclusive a lançar jogadores da base, que ele conhece bem.

Mais uma vez, torcida fez a diferença
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

Se as conquistas não vieram, algumas boas surpresas dão esperanças ao torcedor. Robinho deixou o fraco futebol chinês para, sem pré-temporada nem nada, se destacar e conquistar o Troféu Friedenreich, dado ao maior goleador da temporada. Outro nome que nos deu várias alegrias foi Fred. Questionado quando contratado, caiu rapidamente nas graças da massa e terminou como um dos artilheiros do Brasileirão.

Cazares e Otero: dois acertos

Pouco badalado e protagonista de uma novela que parecia sem fim, Juan Cazares foi mais um grande acerto da diretoria. Novo, habilidoso e com credencial de craque, embora incerteza fora dos gramados, o camisa 11 precisa ser trabalhado para deslanchar em campo. O venezuelano Romulo Otero é outro meia que chegou nesta temporada e, assim como Cazares, mostrou muita qualidade, com um pouco mais de maturidade.

Otero foi um dos destaques deste ano
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

Como nem só de acertos e alegrias vive um dirigente de futebol, alguns fiascos aconteceram. Contratações equivocadas - Carlos Eduardo, Ronaldo Conceição e Hyuri -, renovação desnecessária - Edcarlos - e, em especial, pouca cobrança por parte do presidente ajudam a explicar a ausência de títulos em um ano iniciado com muita expectativa.

A ausência do 'craque' Maluf

Outra nota triste para o quadro de saúde de Eduardo Maluf. Profissional exemplar e dono de um conhecimento ímpar para sua função, Maluf fez muita falta no dia a dia do clube. Nossos desejos são de uma recuperação plena e de retorno com força total no próximo ano, contribuindo de forma decisiva para o sucesso do Atlético.

Nepomuceno será secretário municipal
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

Para 2017, algumas preocupações dentro de campo e nos bastidores. Nas quatro linhas, o setor defensivo já deu provas de fragilidade e precisa ser reforçado. Alguns destaques vêm sendo assediados e, caso as negociações aconteçam, a torcida não se contentará com reposição meia-boca. Fora de campo, alguns nomes importantes têm sido chamados pelo novo prefeito para ocuparem cargos em BH e, no momento, tudo o que o Atlético não precisa é de atenção dividida.

Que o ano novo seja melhor, traga títulos, um trabalho melhor e menos lesões. Esse é o desejo de todos os torcedores atleticanos. Serão várias competições e, em todas elas, pra cima deles, Galo! 

*Jornalista. Corneteiro confesso e atleticano desde 1994.
Goleiro titular e atual capitão da seção Fala, Atleticano!

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