13/01/2017


Rui Costa destaca postura dos dirigentes mineiros após tragédia e
evita polêmicas com outras equipes: 'Prefiro falar de quem ajuda'

Vinícius Dias

Trabalhando para se reerguer após o capítulo mais triste de sua história, o acidente aéreo, na Colômbia, que deixou 71 mortos, a Chapecoense tem contado com o apoio de Atlético e Cruzeiro. Dentro de campo, eles serão adversários do time catarinense no primeiro trimestre, pela Primeira Liga. Fora dele, ultrapassando as promessas, têm colaborado efetivamente. "Os dois clubes, objetivamente, têm sido bastante parceiros da Chapecoense e têm nos ajudado a construir esse time", revela ao Blog Toque Di Letra o diretor-executivo Rui Costa.


A Raposa emprestou dois atletas aos catarinenses: os zagueiros Douglas Grolli e Fabrício Bruno. "Grolli tem um patamar salarial fora do nosso e em nenhum momento o Cruzeiro deixou de nos atender", exemplifica. "Houve por parte do Bruno Vicintin uma gentileza absoluta. Estava de férias e me ligava, atendia, mesmo em momento de convívio com a família. Há uma mobilização do clube, desde o presidente Gilvan, que foi muito prestativo", completa, também citando Pedro Moreira, supervisor de futebol, e Benecy Queiroz, supervisor administrativo.

Grolli volta a Chapecó após dois anos
(Créditos: Chapecoense/Flickr/Divulgação)

Os agradecimentos foram estendidos ao Atlético, que emprestou o meia-atacante Dodô. "É um jogador que nós queríamos muito e está aqui com a gente", destaca Rui Costa, que participou da apresentação do reforço, na semana passada. "O presidente Daniel Nepomuceno foi o primeiro a fazer uma manifestação forte em relação a essa questão da Chapecoense, Maluf, um querido colega, uma referência profissional, sempre estendendo a mão, seu corpo jurídico", emenda.

Além das projeções otimistas

Em Chapecó há pouco mais de um mês, o diretor evita comentários sobre promessas não cumpridas por outros clubes. "Prefiro falar de quem ajuda. Cada clube tem suas circunstâncias e necessidades", pontua. Em relação à remontagem do elenco, reconhece que a expectativa foi superada. "Nem a mais otimista projeção chegaria perto do que nós temos hoje: 33 atletas trabalhando em pré-temporada, quase 21 contratados em tempo recorde. Acho que isso é irrepetível no futebol mundial".

Rui Costa chegou ao clube em dezembro
(Créditos: Chapecoense/Flickr/Divulgação)

O planejamento ainda contempla a base. "Temos um projeto de transição instaurado para a temporada", revela. O processo, porém, transcende os gramados. "Contratamos fisioterapeutas, médicos, supervisor. Muita gente fala do que construímos em termos de atletas, mas tivemos de reconstruir um grupo de trabalho". A Chapecoense estreará na temporada no dia 21, diante do Palmeiras, na Arena Condá.

7 comentários:

  1. cadê os paulista? os Cariocas? os Gaúchos?

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  2. Sei não,só sei que o povo fala uma coisa e faz outra, são os empresários e os próprios jogadores que não querem ir,se fosse para ir jogar no Barcelona ae eu queria ver....

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  3. Isto mesmo?
    Para aparecer na mídia como " bonzinhos ", fizeram.
    Agora.... hipócritas... jogarão em Minas...
    Chape, o GALO ESTÁ COM VOCÊS, E NOSSA FANATICA TORCIDA TAMBÉM!

    SÃO nossos irmãos!

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  4. Cruzeiro #timedopovo#tamosjuntochpe.

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  5. Não é Pregando mas a atitude é maior parte da orAÇÃO. e por aqui vemos e somos mineiros e galoooo não é por acaso.

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