07/02/2017

Como torcer pelo Cruzeiro em 2017

Douglas Zimmer*

Salve, China Azul!

Longe de querer determinar a maneira como você, amigo leitor, e toda a torcida celeste devem se comportar e torcer, mas penso que, apesar das individualidades, todos nós podemos ter um pouco em comum na relação com o Cruzeiro em 2017. Não há grandes novidades às quais precisaremos nos acostumar, mas isso, por si só, já significa uma grande situação a ser administrada por nós. Talvez, o grande fato novo neste ano possa ser a mudança na relação clube-torcedor - como clube, aqui, entenda diretoria, comissão técnica e os jogadores.

A equação diretoria + torcedor

Independentemente do resultado das eleições que, no fim deste ano, vão determinar o futuro presidente, está mais do que na hora de instituição e torcida se aproximarem. Evidente que há ações com esse propósito, mas, quanto mais as partes se propuserem a estreitar laços, melhor. Como não estou na direção, só posso fazer a minha parte como torcedor, apoiando. Moro longe e, normalmente, só vejo o Cruzeiro jogando fora de casa. Mas tenho certeza de que muitos que residem pertinho, pertinho, do Mineirão gostariam de ir mais ao estádio, mas, como não está fácil para ninguém, acabam preterindo os jogos por vários motivos.

Torcida deu show no Mineirão em 2016
(Créditos: Juliana Flister/Light Press/Cruzeiro)

O que quero dizer com isso? Que a torcida tem o dever de ir ao estádio. Somos a alma da equipe. Não existe futebol sem o torcedor. Porém, em contrapartida, cabe à diretoria proporcionar isso. Cabe ao clube trabalhar alternativas para baratear e viabilizar a presença de um maior número de torcedores, mesmo em jogos de menor apelo, como é o caso do estadual. Tivemos péssimo aproveitamento como mandante no Brasileirão de 2016, mesmo com a louvável insistência da torcida cruzeirense em ir ao estádio. Duvido que esse aproveitamento melhore com menos público cantando e apoiando a equipe nas arquibancadas.

Confiança no trabalho de Mano

Mano Menezes terá, pela primeira vez, a chance de começar um trabalho sem estar no 'olho do furacão'. Há dois anos, veio, apagou o fogo, quase classificou o Cruzeiro para a Copa Libertadores e foi embora de uma forma embaraçosa. O tempo passou e, quando surgiu a chance, unindo o útil ao agradável, Mano Menezes novamente assumiu o time em meio a uma crise técnica. Sem tanto brilho como outrora, recuperou jogadores e terminou a temporada de maneira honrosa.

Mano Menezes: 100% no ano, até aqui
(Créditos: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)

Cabe a nós cobrar do treinador que se dedique ao máximo para fazer por merecer a segunda chance e que demonstre que esse início de temporada será fundamental para que tenhamos resultados. Todos reconhecemos seu potencial e será muito interessante vê-lo colocar em prática o que projeta para esse elenco que, desta vez, ele ajudou a montar. Paciência com suas experiências, com suas convicções e com seu temperamento. É isso que, se me permitem, peço a vocês. Tenho a certeza de que ele quer, tanto como nós, que suas ideias funcionem o mais rápido possível.

Apoio e cobrança na hora certa

Muitas caras conhecidas, poucas contratações, algumas incógnitas e outras certezas. O elenco do Cruzeiro é, certamente, bem mais qualificado do que nas últimas duas temporadas e isso me leva a crer que não vamos passar pelas mesmas dificuldades que enfrentamos recentemente. Mesmo assim, saber apoiar quando as coisas funcionarem e, sobretudo, saber o quanto, como e de quem cobrar quando, porventura, as coisas derem errado será fundamental neste ano.

Lucas Silva: o mais novo reforço celeste
(Créditos: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)

Os atletas têm o dever de dar o máximo para corresponder o investimento que neles é feito e, principalmente, a oportunidade de envergar a gloriosa camisa celeste. O torcedor tem a obrigação de apoiar e cobrar na medida certa, sem se iludir ou tampouco esmaecer quando vier o primeiro tropeço. Confesso que sinto saudades da química que existia entre torcida e grupo, por exemplo, em 2013 e 2014. Uma coisa garante a outra. Resultados são importantes, mas a relação arquibancada/gramado é fundamental. É como um círculo virtuoso: façamos nossa parte.

Força, Cruzeiro! Apoiar requer discernimento, filtro, e não significa aplaudir tudo o que for feito por diretoria, comissão técnica e jogadores.

*Gaúcho, apaixonado pelo Cruzeiro desde junho de 1986.
@pqnofx, dono da camisa 10 da seção Fala, Cruzeirense!

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