14/04/2017

Uma noite cinco estrelas no Morumbi

Vinícius Dias

A noite de quinta-feira oferecia, no Morumbi, um duelo promissor entre São Paulo e Cruzeiro. De um lado, um time em construção a partir de conceitos modernos: jogo propositivo, qualidade no toque de bola e pressão na saída. Do outro, o time da Série A há mais tempo invicto, embalado por mais uma vitória em clássico e com 86% de aproveitamento na temporada. Ao fim, comemoração celeste: vitória por 2 a 0, invencibilidade testada e classificação às oitavas de final encaminhada com uma atuação, no aspecto tático, cinco estrelas do time de Mano Menezes.


A tônica da etapa inicial, marcada por raras chances se gol, foi a bola nos pés de um São Paulo que tinha o domínio das estatísticas, mas raros espaços para jogar e incomodar. O Cruzeiro também levava pouco perigo, devido a falhas na execução da estratégia ofensiva: a roubada de bola acontecia, mas a transição rápida levava à perda. Jucilei era a arma do tricolor para tentar quebrar as linhas celestes, como no lance de maior perigo, quando encontrou Luiz Araújo, parado por Rafael. Na zaga, o seguro Maicon fechava a porta nas tentativas de chegada com a bola dominada.

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(Créditos: Marcello Zambrana/Light Press/Cruzeiro)

No segundo tempo, a partida ganhou novo desenho. Pouco a pouco, o jogo reativo de Mano Menezes encaixava. Rogério Ceni, que já havia invertido os pontas, acabara de substituir Wellington Nem por Thomaz quando o árbitro assinalou falta para o Cruzeiro. Thiago Neves levantou na área e viu Lucas Pratto estufar as redes aos 16'. A partir daí, o São Paulo, que tentava furar a defesa com mais pressa do que organização, cedeu espaços. Aos 24', nova chegada celeste, outra vez parada com falta. De novo, Thiago Neves na cobrança e Hudson pronto para marcar o segundo.

Mesmo sem quatro titulares e sem a bola, Mano Menezes sorriu.
O Cruzeiro fez, taticamente, um jogo cinco estrelas no Morumbi.

3 comentários:

  1. Parabéns pela clareza , objetividade e isenção com que escreveu sobre a leitura do jogo !!!

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  2. Rafael fez uma defesaca na cabecada do Pratto entre o 1 e o 2x0, fosse nosso velho goleiro era 1x1

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  3. Ótima análise, Vinicius! Jogo feio de se ver, mas perfeito do ponto de vista tático.

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