05/05/2017

Time, o Cruzeiro tem! Torcida, não faltará!

Douglas Zimmer*

Salve, China Azul!

Se a desculpa para as atuações nada convincentes dos últimos tempos foi a falta de foco e de interesse, ela já não poderá mais ser usada a partir de agora. Entrando no quinto mês do ano, é hora de o Cruzeiro finalmente jogar como nunca para, mesmo fora de casa, mostrar à torcida que esse elenco tem condições de alçar voos mais altos e conquistar o título de campeão mineiro. Até aqui, a Raposa conseguiu os objetivos, mas muitas vezes sem se sobressair aos adversários. Entretanto, a missão agora é outra: é preciso vencer, não há mais margem para erros e apagões.


Com a vantagem de jogar pelo empate, o Atlético deve dificultar ao máximo toda e qualquer investida do time de Mano Menezes. No primeiro confronto, diante de sua torcida, o Cruzeiro esbarrou no nervosismo e, com o passar do tempo, na falta de criatividade para furar a bem armada retranca alvinegra. Tendo em vista as propostas de ambos os lados, não tenho dúvidas de que os visitantes tiveram mais sucesso e ainda conseguiram levar mais perigo ao gol defendido por Rafael nas poucas chances que criaram a partir de ligações diretas. Um fato, no mínimo, preocupante.

Raniel: destaque ante a Chapecoense
(Créditos: Washington Alves/Cruzeiro)

Não tenho dúvida de que o fator psicológico será fundamental para as pretensões celestes no domingo. Na quarta-feira, os próprios jogadores admitiram que uma das razões para a fraca atuação contra a Chapecoense foi o fato de a equipe não conseguir tirar a final da cabeça. Aliás, diante dos catarinenses, vimos um time disperso, sonolento e nada criativo. As únicas boas notícias foram as atuações de Raniel - pelo gol - e Dedé - cada vez mais perto de voltar de vez ao time. Se foco não será o problema, resta saber se o time terá físico e técnica para superar o adversário.

Mais espaços no Independência

É evidente que, além do comportamento cruzeirense, o Atlético também deve mudar a postura, especialmente por jogar no Horto, diante de sua torcida. Talvez essa seja a principal incógnita do clássico. Mesmo tendo a vantagem de atuar pelo empate, não acredito que Roger irá instruir sua equipe da mesma maneira do primeiro duelo. A tendência é de que a equipe saia mais para o jogo, dando mais espaços para o Cruzeiro. Espaços que faltaram no domingo passado. Caberá à Raposa aproveitá-los. O meio-campo precisa se encontrar e participar mais do jogo. 

Raposa já venceu dois clássicos no ano
(Créditos: Washington Alves/Cruzeiro)

O que eu tenho notado neste ano é que, quando abre vantagem, o Cruzeiro tira o pé do acelerador e tenta administrar o resultado da pior maneira: abdicando do jogo. Por outro lado, quando enfrenta uma defesa bem postada e não consegue marcar com rapidez, algumas peças abusam das jogadas individuais, enquanto outras simplesmente rifam bolas e insistem em jogadas que não condizem com a escola celeste, como os 'chuveirinhos' vindos de qualquer parte do campo. Falta coerência! O time domina os adversários, mas não consegue transformar a superioridade em gols.

Em suma, o Cruzeiro precisa se reinventar, mas sem jogar fora o que já construiu de positivo, se quiser sair do Horto com o caneco de campeão estadual deste ano. Time, temos. Resta saber se será o suficiente. Torcida, mesmo que em menor número, não faltará.

Força, Cruzeiro!

*Gaúcho, apaixonado pelo Cruzeiro desde junho de 1986.
@pqnofx, dono da camisa 10 da seção Fala, Cruzeirense!

3 comentários:

  1. O Cruzeiro é um bom time, mas o treinador é medíocre. Tivesse um treinador de verdade os resultados seriam outro.

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  2. Tá maluco ! Temos um dos melhores treinadores do Brasil reconhecido pela imprensa nacional !

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  3. Cruzeiro de Coração...08 maio, 2017

    Concordo em número é gênero, mas realmente está faltando ao Cruzeiro o nosso time do povo, atacantes mais eficazes, que têm boas finalizações,pois, atualmente temos poucos. Outra situação a ser corrigida no time é que passe a chutar com mais precisão ao gol. É um time de bom toque de bola, mas peca muito nas finalizações o que compromete nos resultados.




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