05/07/2017


Time volta ao mata-mata da Libertadores após 18 anos, com 100%
em casa; Galo tem boa recordação de duelos pela Copa Conmebol

Vinícius Dias

De volta às oitavas de final da Copa Libertadores após 18 anos, o Jorge Wisltermann receberá o Atlético, nesta quarta-feira, no estádio Félix Capriles. Na Bolívia, a expectativa é de casa cheia: até segunda-feira, mais de 18 mil dos 27 mil ingressos para o confronto já haviam sido vendidos de forma antecipada. O mando de campo tem sido, justamente, um dos pontos fortes da equipe na competição. Dono do sexto melhor ataque da fase de grupos, o Aviador venceu os três jogos em casa, marcando 11 gols.


Algoz nas quartas de final da Copa Conmebol de 1998, o Atlético será o segundo clube brasileiro no caminho dos bolivianos nesta edição da Copa Libertadores. No grupo 5, o Jorge Wilstermann venceu o Palmeiras por 3 a 2 em casa e perdeu fora por 1 a 0. O time de Roger Machado, por sua vez, teve o Sport Boys como adversário no grupo 6 e venceu os dois duelos: 5 a 2 em Belo Horizonte, 5 a 1 em Santa Cruz de la Sierra. Na história, são sete triunfos em oito confrontos contra bolivianos.

No Mineiro: duelo Robinho x Carlinhos
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

Almejando surpreender o Atlético, a equipe comandada pelo peruano Roberto Mosquera aposta em três brasileiros, todos com passagem pelo futebol mineiro. Em Cochabamba há seis meses, o zagueiro Alex Silva, ex-Cruzeiro e Boa Esporte, é um dos principais nomes do elenco. O meio-campista Carlinhos, que vestiu a camisa da URT no estadual deste ano, e o atacante Serginho, campeão da Taça Minas Gerais pelo Boa Esporte em 2012 e ex-Araxá, foram contratados nas últimas semanas.

Zagueiro põe nome na história

Titular em toda a fase de grupos, Alex Silva comemora os resultados no torneio sul-americano. "Experiência muito positiva. Eu não esperava entrar tão rápido na história do clube. Trabalhamos para classificar e o primeiro passo foi dado", destaca ao Blog Toque Di Letra. Com 19 partidas e um gol pelo Jorge Wilstermann, o camisa 2 ressalta a diferença de estilos entre Bolívia e Brasil. "Aqui, é um futebol que busca o gol e marca sob pressão o tempo todo. No Brasil, é um jogo mais estudado".

Alex recebe familiares em vinda ao Brasil
(Créditos: Club Wilstermann/Facebook/Reprodução)

Segundo o agente Paulo Ricart, as atuações do zagueiro chamaram a atenção de clubes brasileiros. As ofertas, no entanto, foram recusadas. Focado no jogo desta quarta-feira, Alex Silva vê a equipe pronta para superar o dono do melhor ataque da Copa Libertadores. "Uma competição desse nível não tem favoritismo. O Atlético já mostrou seu poder, e o Wilstermann também", diz. "Jogamos contra o grande Peñarol, Palmeiras, com humildade e respeito, e não será diferente contra o grande Atlético", completa.

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