10/02/2018

Do nada a lugar nenhum: o Atlético que assusta

Alisson Millo*

Nada no Galo hoje faz sentido. A única decisão correta em um mundo de equívocos foi a saída de Oswaldo de Oliveira. Convenhamos, nem deveria ter vindo. Era um técnico de renome, com bom currículo, mas que vinha de trabalhos recentes bem, digamos, medianos. Talvez até fosse indicado pelo fato de que comandaria um elenco com jogadores de grande história no futebol, mas que há muito já haviam passado do auge. Era a representação de um time dos sonhos. Mas que só existia no sonho.


Virou o ano, parte das estrelas de brilho fosco foi embora, mas Oswaldo continuou sem dar identidade ao Atlético. A proposta de rejuvenescer o elenco foi seguida das contratações de Arouca e Ricardo Oliveira. Se o pastor chegou com a promessa de gols, até aqui marcou apenas um, no singular mesmo. Arouca já esteve em campo por mais tempo do que em toda a temporada passada, mas sem muito sucesso tentando cobrir os buracos deixados por um sistema que parece pouco organizado.

Oswaldo: insucesso esperado no Galo
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

A defesa, ponto fraco desde a saída de Jemerson, tem mostrado mais do mesmo. Por mais do mesmo estou aqui sendo positivo para não dizer que as atuações estão cada vez piores. Léo Silva é sinônimo de conquistas, mas a história e a braçadeira de capitão não mais jogam sozinhas. Gabriel, hoje, é quase unanimidade. Pelo menos quando o assunto são as críticas. Maidana chegou, muita expectativa sobre o jovem zagueiro, mas até então nada dele em campo, seja com os titulares ou com os reservas.

Treinador se vai, indicados ficam

Um parágrafo à parte para Samuel Xavier. Vindo para suprir a saída de Marcos Rocha, o camisa 2 chegou com desconfiança, mas com toda a pompa de uma indicação do agora ex-comandante. Patric e Carlos Cesar estavam aí, ainda estão, e a gente já sabe o que esperar. Por mais que nenhum deles seja um primor técnico, não devem em nada a Samuel. Mas esse é o reflexo do planejamento da diretoria. Contrata o jogador de confiança do treinador, mandado embora com um mês de temporada.

Samuel Xavier segue longe de agradar
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

A gota d'água para Oswaldo foi o duelo com o Atlético Acreano. Você provavelmente já sabe tudo o que ocorreu. Empate sem sabor com um time até pouco tempo semi-amador, imbróglio com Léo Gomide, reação mais do que negativa de toda a torcida. Mas eu, jornalista e atleticano, não vou fugir de dar meus pitacos. Piada! Nem de mau gosto. Sem graça nenhuma mesmo. Tanto a atuação patética quanto a reação desproporcional de treinador e clube. Uma vergonha à altura da repercussão mundial.

Jorge Wilstermann virou passado

Quem acompanha esta coluna sabe que, por muito tempo, fiquei remoendo o Jorge Wilstermann, que tratava como a maior vergonha da história recente do Atlético. Esse conjunto de fatos acaba de superar a eliminação diante do simpático time boliviano, no Mineirão. Nada contra o Atlético/AC ou contra o próprio Jorginho. O problema é essa sucessão de cenas assustadoras que o Galo vem proporcionando. Uma realidade tão ruim quanto alguns dos últimos treinadores que por aqui passaram.

*Jornalista. Corneteiro confesso e atleticano desde 1994.
Goleiro titular e atual capitão da seção Fala, Atleticano!

7 comentários:

  1. O Atlético joga no 4-2-4 desde Levir.E não tem time que suporta.Até que enfim alguém apontou para essa ferida:Emmanuel Carneiro.Venho alertando de há muito,com minha voz silenciosa.Só dois no meio,ainda mais veteranos...

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  2. Desculpem, mas cenas assustadoras acontecem a mais de um século nesse clube.

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  3. Pois no Galo é assim mesmo. Não tá satisfeito? Vc é novato como torcedor, ainda dá tempo de bandear lá pras garcinhas. Administração de Nepomuceno no setor futebol não foi boa, e os frutos colhidos ficaram muito pequenos. Apesar dos "malas" na equipe, a nona posição no Brasileiro ficou de bom tamanho. O Pastor já balançou as redes duas vezes nessa temporada, no plural mesmo, e o frederico? Maidana é um jovem e promissor zagueiro, e já guardou também o seu num jogo treino; Vc sabia disso? Não discordo de outras colocações no texto, nem poderia, pois não sou cego. Agora, ocupar espaço no UAI apenas para malhar, e malhar o alvinegro é ser antiatleticano. Menos, articulista, um pouco menos, pelo menos.

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  4. Time horrível cheio de enganadores, salários nas alturas e não jogam nada do que pensam que jogam. A cada derrota devia ser descontado do salário desses pernas de pau, aí eu veria o que acontece com esses pseudo-jogadores.

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  5. O Oswaldo teve aquela ridícula atitude com o Léo Gomide, que estava no legitimo dever profissional de questionar o comandante do Galo. Com um time horrível, incompetente e medíocre em seu futebol. Time sem estrutura em campo, sem jogados treinadas, ou seja, um monte de cabeça de bagre batendo cabeça pela falta de esquema de jogo. Vá se catar quem acredita nesse futebol apresentado pelo Atlético. Se bobearmos só o que ganharemos é mais um rebaixamewnto para manchar de veza a nossa história.

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  6. A diretoria do Galo acha que o torcedor é idiota, contratar Arouca e Ricardo de Oliveira final de carreira por 2 anos é muita amadorismo, O Presidente do Galo pode ser um ótimo advogado, mas para comandar o Clube Atlético Mineiro precisa de muito mais eficiência com esse time fraco, Diretores incompetentes, espelham o time que está aí, só tenho a lamentar, pois se continuar esse elenco e Diretores, vai ser

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  7. Tentem vender Cazares e Otero só prá verificar
    se o elenco é tão valioso como dizem.

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