20/02/2018


Com 78% de aproveitamento, equipe comandada por Leston Júnior
espera reduzir 'abismo' dentro de campo em jogo único com o Galo

Vinícius Dias

Nem mesmo os 2,2 mil quilômetros de distância entre Belo Horizonte e João Pessoa farão com que o Atlético tenha um adversário desconhecido, nesta quarta-feira, no estádio Almeidão, pela segunda fase da Copa do Brasil. Afinal, por trás do ótimo início de temporada do Botafogo/PB, com oito vitórias - uma delas sobre o Bahia, na Fonte Nova - e quatro empates em 12 jogos e a liderança do grupo C da Copa do Nordeste, está o divinopolitano Leston Júnior. Mais do que isso: dos 11 atletas mais escalados pelo treinador, apenas quatro nunca atuaram no futebol mineiro.


"Os torcedores podem esperar uma equipe muito aguerrida e organizada", assegura o capitão Gladstone ao Blog Toque Di Letra. Líder do setor defensivo, um dos menos vazados da Copa do Nordeste, o ex-cruzeirense já viu o ataque balançar as redes 24 vezes, média superior à do próprio Atlético. "Apesar de estarmos ainda em formação, a equipe já demonstra um nível de organização bom. Por isso estamos sendo equilibrados", pontua, exaltando a decisão do Belo de recusar uma proposta para mandar o jogo em Brasília. "Foi muito bom. Nosso torcedor é um diferencial".

Marcos Aurélio e Gladstone: experiência
(Créditos: Nadya Araújo/Botafogo-PB/Divulgação)

No elenco 'mais mineiro do Nordeste', o zagueiro tem 11 companheiros com passagens por clubes do estado, entre eles três ex-atleticanos: o lateral-direito Felipe Cordeiro e os volantes Humberto e Rafael Jataí, que defendeu o América no ano passado. Ex-URT, Allan Dias é um dos destaques deste início de temporada: o volante, que terminou o Campeonato Mineiro de 2017 como centroavante, já balançou as redes em três oportunidades pelo Botafogo. Os artilheiros são o experiente Marcos Marcos Aurélio, ex-Santos e Internacional, com quatro gols, e Nando, ex-ABC/RN, com sete.

Comprometimento e estrutura

Mas, afinal, quais são os segredos dos 77,8% de aproveitamento? "Primeiro, é o comprometimento dos atletas. Em tão pouco tempo, houve uma grande assimilação da ideia de jogo: competitivo sem a bola, agressivo na medida ideal quando a temos para não correr riscos de contra-ataque. Esse tem sido o diferencial, porque estamos moldando a equipe com três competições em andamento, viagens", afirma Leston Júnior. "O clube é muito bem gerido, tem feito melhorias na estrutura: inaugurou academia, centro de recuperação, trocou gramado de um dos campos do CT", emenda.

Leston Júnior encabeça sonho paraibano
(Créditos: Nadya Araújo/Botafogo-PB/Divulgação)

A pré-temporada do Belo, ainda sem parte dos reforços, teve início em 27 de novembro. Tudo pelo calendário: em 07 de janeiro, a equipe foi a primeira entre as Séries A, B e C a estrear neste ano. Passados 45 dias, o clima já é de decisão. "Há um abismo entre os dois clubes. E não digo isso para eximir de responsabilidades. Mas o futebol permite que, em 90 minutos, a distância seja reduzida em campo. O Botafogo vai jogar dentro de suas características, respeitando muito o Atlético, mas também tentando propor o jogo para que essa possibilidade aumente", projeta o treinador.

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