06/03/2018

O clássico de Fábio e do Cruzeiro que sobra

Vinícius Dias

Lançamento de Victor de uma área a outra para Erik finalizar e parar em Fábio aos 5' do segundo tempo. Três minutos depois de Cabral, com tempo e espaço, avançar com a bola dominada e encontrar Rafinha, que serviu para Raniel infiltrar enquanto a zaga atleticana acompanhava a movimentação de Thiago Neves. 1 a 0 para o Cruzeiro na Arena Independência. Vitória justa do time que melhor compreendeu o clássico e sobra no Campeonato Mineiro diante do rival que, em meio à pior campanha na primeira fase no atual formato, ainda esboça suas ideias de jogo.


Nesse domingo, Thiago Larghi voltou a escalar Otero aberto pela direita e Erik centralizado na segunda linha. Mais uma vez, apostava no jogo reativo, buscando os contra-ataques em velocidade com o venezuelano e Roger Guedes se associando aos laterais na fase defensiva. No primeiro tempo, o Cruzeiro teve espaço, mas não conseguiu transformar o controle, com Raniel fazendo bem o pivô, em grandes chances. As melhores, dos dois lados, vieram em cobranças de falta: Otero para defesa de Fábio com a perna direita aos 19', Robinho parando no travessão aos 35'.

Erik x Fábio: lance decisivo no clássico
(Créditos: Bruno Haddad/Cruzeiro)

Na etapa final, o duelo ganhou alternativas. O time de Mano Menezes abriu o placar logo aos dois minutos. Aos 6', perdeu Edílson - após primeiro cartão amarelo injusto, em um dos erros da arbitragem que não expulsou Léo, não amarelou Adílson e assinalou falta em lance em que o Atlético tinha vantagem. Com um a menos e sem Raniel, a Raposa se limitou a se defender. E fez isso muito bem contra o Galo que trocou Roger Guedes e Erick por Cazares e Tomás Andrade, buscando um jogo mais pensado que veloz, mas repetiu o velho problema: a dificuldade para construir.

O clássico opôs times com propostas e em estágios distintos.
Em tarde de Fábio, vitória do Cruzeiro, que sobra no Mineiro.

Um comentário:

  1. O time do Galo não esta de todo mal, porém enquanto insistirem com Elias no meio de campo, o time vai sofrer na marcação. Quem joga ao lado dele sai exaurido de cansaço porque ele simplesmente não marca ninguem, para que ele jogue teria que ter um outro segundo volante, o Cruzeiro é um time ja formado desde 2016, o mesmo treinador, o Galo esta em formação e essa diferença de tempo e plantel não se viu tão gritante no jogo que ao meu ver foi igual, pois um time quando é superior, mesmo com um jogador a menos continua superior, e isso não se viu..o Galo tende a crescer, basta ter personalidade para colocar os elos fracos da corrente no banco. Leo silva, Elias e Pastor.

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