17/04/2018

O Atlético desnorteado e o Vasco batalhador

Vinícius Dias

Já nos acréscimos, Roger Guedes avança no campo de ataque e, em meio a sete jogadores do Vasco, toca de calcanhar. A bola sobra para Yago Pikachu, que acha Rildo com tempo e espaço para avançar e ser derrubado por Bremer dentro da área. Penalidade convertida pelo próprio Pikachu, aos 53 minutos, em São Januário. 2 a 1 e estreia com virada do Vasco batalhador de Zé Ricardo. Terceira derrota em oito dias de um Atlético que inicia o Campeonato Brasileiro sem rumo dentro e fora de campo.


Indefinição que tem em Roger Guedes um ótimo exemplo. Acionado no clássico que decidiu o Mineiro, pouco fez. Diante do San Lorenzo, na Argentina, ficou fora até do banco de reservas e virou situação interna. Nesse domingo, em São Januário, voltou para virar vilão. Em meio a escolhas ruins de Thiago Larghi, que vê Gustavo Blanco pedindo passagem, mas tem Elias como primeira opção. E à falta de escolha do clube sobre o próprio Larghi: treinador ou interino? Por quê? Até quando?

Roger Guedes: decisivo para o Vasco
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

Se no início da temporada a diretoria considerava o elenco superior ao de 2017, as lacunas ficam cada dia mais claras, especialmente após jogar quase toda a decisão estadual com um a menos e viajar à Argentina. O melhor lateral-direito foi para o Palmeiras, de onde vieram três reservas. Para um time que tem apenas um reforço entre os titulares. Porque, certamente, faltou competência para vencer nesse domingo, mas também falta reconhecer os erros de planejamento enquanto há tempo.

Mineiro, Sul-Americana e Brasileirão, oito dias e três derrotas.
Dentro e fora de campo, o clube alvinegro segue desnorteado.

2 comentários:

  1. Análise fria, correta, criteriosa. Nada de chorar um pênalte que foi claro e insofismável. Tá na hora da diretoria fazer uma auto-análise e aceitar que cometeu erros na montagem do elenco. Um punhado de jogadores medianos e que deveriam estar em times da série B ou C. Ainda há tempo de colocar o trem nos trilhos, mas é preciso competência, algo que essa mesma diretoria até agora não mostrou.

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  2. Não foi pênalti. Bremmer não tocou o Rildo cai-cai.

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