23/08/2019

Aqui é o Cruzeiro! E o ano ainda não acabou!

Douglas Zimmer*

Salve, China Azul!

Em primeiro lugar, vamos deixar três coisas claras: Mano Menezes não é mais treinador do Cruzeiro, Rogério Ceni não fará milagres e o ano celeste ainda não acabou. Semanas muito turbulentas e com muitos golpes duros na torcida antecederam a importantíssima vitória conquistada no último domingo contra o atual líder do Campeonato Brasileiro. Um triunfo que vale muito mais do que os protocolares três pontos. Adicione ao lucro na tabela de classificação algumas doses de confiança, esperança e alegria.


Quando digo que é bom que o torcedor tenha claro que Mano não comanda mais a equipe posso soar rancoroso. Não é essa a questão. O caso é que será muito mais saudável para todos que lutam pelo bem da Raposa que não se façam comparações de trabalho, estilo de jogo, sucessos e fracassos entre quem saiu e quem está chegando. Mano escreveu seu nome na história do clube de maneira indelével e saiu da Toca da Raposa II pela porta da frente. A situação, como ele mesmo afirmou, se tornou insustentável devido ao baixo desempenho recente. Vida que segue. Meu muito obrigado pelos serviços prestados, meu eterno respeito, mas o ciclo acabou.

Thiago Neves e Fred brilharam no duelo
(Créditos: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C.)

Confesso que jamais imaginei que veria este cidadão trajando nossas cores e defendendo nosso clube. Mas, enfim, são coisas do futebol. É inegável que RC foi um exemplo de atleta e um colecionador de títulos. Sua carreira como treinador ainda não é extensa o suficiente para que possamos fazer projeções em longo prazo, mas a primeira impressão que eu tive é de um profissional que conhece muito bem o ambiente onde está, que domina aquilo que fala e que sabe o material humano que tem em mãos.

Estreia com o pé direito de Ceni

O jogo de domingo, apesar de atípico pelos mais variados fatores, foi uma benção para a torcida que estava com saudades de ver o time dominando o adversário, propondo o jogo, trocando passes e procurando o gol desde o começo da partida. A expulsão do zagueiro adversário logo no primeiro lance teve papel fundamental na construção do resultado, mas, de forma isolada, não necessariamente se transforma em vantagem. Gostei muito da postura do estreante da tarde, que não demorou muito a movimentar suas peças e instalar definitivamente nosso time no campo do Santos.

Novo treinador começou com vitória
(Créditos: Bruno Haddad/Cruzeiro E.C.)

A vitória conquistada diante de um Mineirão que recebeu belo público pode mudar a situação da equipe não só na tabela de classificação como também no conceito dos adversários daqui para frente. Vão olhar o Cruzeiro com outros olhos. Há não muito tempo nem o próprio torcedor celeste parecia acreditar na equipe. Com o início desse novo ciclo, é bom que ninguém duvide. Ainda temos quase quatro meses pela frente e em um par de semanas teremos uma decisão que, até semana passada, parecia perdida. Fique esperto, amigo leitor: o ano do Cruzeiro ainda não acabou. Temos muito o que trabalhar, progredir, torcer e, quem sabe, conquistar.

Força, Cruzeiro!

*Gaúcho, apaixonado pelo Cruzeiro desde junho de 1986.
@pqnofx, dono da camisa 10 da seção Fala, Cruzeirense!

17/08/2019

Rogério Ceni supera primeiro teste no Cruzeiro

Vinícius Dias

Foram dois estaduais, duas Copas do Brasil e mais de três anos com Mano Menezes no comando, enquanto o treino comandado nessa quinta-feira, na Toca da Raposa II, foi apenas o terceiro de Rogério Ceni, que estreará oficialmente no domingo. Mas, nos bastidores, o clima é de otimismo. A avaliação é de que, em meio a uma das maiores crises institucionais da história do Cruzeiro, incluindo afastamento de dirigente e atrasos salariais, o novo treinador já superou seu primeiro teste: o vestiário.

Ceni teve recepção positiva na Toca
(Créditos: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C.)

Conselheiros, agentes com bom trânsito no clube e, principalmente, atletas ouvidos pelo Blog Toque Di Letra exaltaram os primeiros dias de Ceni. Um dos pontos mais elogiados, na comparação com a postura de pouca abertura de Mano Menezes, é a busca pela proximidade com o grupo. "Na apresentação, ele disse: 'eu sou um cara que dentro de campo cobra, xinga, mas fora de campo somos parceiros'. É importante para o jogador sentir isso", revelou um integrante do elenco profissional.

Embora a declaração de Fred após a eliminação na Libertadores tenha sido interpretada como indício de má relação entre a antiga comissão técnica e os atletas, a negativa é unânime. Nos bastidores, o diagnóstico é de que havia, sim, um desgaste de ideias, o que chegou a fazer com que fosse cogitada a queda durante a pausa para a Copa América. A opção por Ceni, referendada pelas lideranças do elenco, passa pela promessa de novo ciclo, com futebol ofensivo, mas deu seu primeiro passo no vestiário.

13/08/2019

Por que Ceni, e não Dorival ou Abel no Cruzeiro?

Vinícius Dias

Rogério Ceni é o novo treinador do Cruzeiro. Contratação anunciada quatro dias após a queda de Mano Menezes. Que, pelo menos na avaliação de parte da cúpula celeste, já deveria ter ocorrido na pausa para a Copa América - curiosamente, a insatisfação cresceu depois da derrota para o Fortaleza, à época comandado por Ceni. Naquele momento, no entanto, pesou a expectativa, encabeçada pelo diretor de futebol, de que o gaúcho desse novos rumos à equipe durante os 29 dias sem jogos.

Ceni no desembarque em Belo Horizonte
(Créditos: Alisson Guimarães/Cruzeiro E.C.)

Mas, desde então, o Cruzeiro acompanhava com mais atenção o trabalho do ex-goleiro do São Paulo. É essa a explicação para que Dorival Júnior, nome mais citado por conselheiros desde que Mano Menezes entregou o cargo pela primeira vez, após a derrota para o Atlético, tenha recebido apenas uma sondagem sobre a possibilidade de retornar à Toca da Raposa II. E para que Abel Braga, também apoiado por alas influentes do Conselho, sequer tenha sido contatado pela diretoria estrelada.

A sinalização de que Dorival Júnior exigiria contrato pelo menos até o fim da próxima temporada foi a senha para que o clube ratificasse a preferência por Rogério Ceni. Nos bastidores, o entendimento é de que, mais do que de nomes, a ruptura deveria ser de estilos: Rogério Ceni promete o futebol ofensivo que, embora vitorioso, Mano Menezes não entregou. O novo treinador chega vislumbrando o hepta da Copa do Brasil e tendo a promessa de autonomia para ajustar o elenco à sua filosofia.

07/08/2019

Caiu no Horto! Novo semestre, velho freguês

Alisson Millo*

A pausa para a Copa América foi um pouco mais longa do que o esperado, mas cá estamos. Muita coisa aconteceu nesse meio tempo, então vamos recapitular rapidamente. Brasil campeão, contratações, eliminação, golaço do Patricão, classificação e clássico com vitória do Galão. Tudo rimando. Teria eu me descoberto poeta nesse tempo? Bem capaz!


Mas o foco não é o redator, e sim o time pelo qual todos nós temos o prazer de torcer. O Atlético vem alternando bons e maus momentos desde a volta, e nem precisamos analisar um espectro muito grande de jogos. Peguemos o empate contra o Fortaleza, por exemplo: um primeiro tempo de manual e um segundo tempo digno de épocas obscuras.

Vina decidiu dérbi contra o Cruzeiro
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Ou peguemos as três partidas contra o Cruzeiro. A ida da Copa do Brasil foi uma tragédia. Na volta, um jogo equilibrado. E no último domingo, pelo Campeonato Brasileiro, domínio completo do Atlético com direito a uma das melhores atuações recentes desse elenco.

Gols, dancinhas e ascensão alvinegra

Diante do bom desempenho no último clássico contra o velho freguês e das boas atuações contra o Botafogo - sim, o Galo jogou bem duas partidas seguidas diante do alvinegro carioca -, nada mais justo do que focar os pontos positivos.

O destaque dessa segunda metade do ano é Vina. Com seu penteado questionável e as dancinhas ensaiadas com Guga, o meia vem fazendo gols e regulando bem o setor ofensivo do time. Se tiver passinho todo jogo, sinal de que tem gol todo jogo, então eu nunca reclamei. Esse entrosamento reforça o time e o elenco, que ainda possui carências, mas se fortaleceu.

Jair tem se destacado no alvinegro
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Quem também vem forte é o volante Jair. O camisa 88 cresceu absurdamente jogando solo na cabeça de área e vive momento iluminado. Com a boa fase de Jair, os reflexos são sentidos em todo o setor defensivo do Atlético. Réver e Igor Rabello estão passando toda aquela segurança que nós não víamos desde a dupla formada por Léo Silva e Jemerson.

De promessa a substituto de Victor

Bom para Cleiton. O goleirão pegou a bronca de substituir Victor - que não estava em boa fase - e tem se saído bem. Depois de apenas dois gols sofridos nos últimos cinco jogos, muitos já defendem a manutenção da titularidade mesmo após a volta do camisa 1. Nunca neguei a idolatria que tenho pelo santo atleticano, mas interromper o bom momento do garoto não parece justo. E chamo de garoto sem me conformar muito com o fato de que ele é mais novo que eu. É, estou ficando velho.

Atlético, de Patric, vive grande fase
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

De pontos negativos, a aposentadoria precoce de Adilson e a fase tenebrosa vivida por Luan. Sobre o agora auxiliar, nada futebolístico, apenas os votos de muita saúde para o profissional e vida longa no staff atleticano. Sobre o 'Menino Maluquinho', o símbolo de raça e vibração do time virou um poço de má vontade que precisa se explicar. A história dele no Galo é muito bonita e vitoriosa, mas o que entra em campo é o futebol, o presente.

Torcemos para que esse banco prolongado faça bem e que ele volte pronto para nos ajudar na sequência da temporada, que ainda vai ser bem longa. Estamos bem no Brasileiro e temos totais condições de ir muito longe na Sul-Americana. Apoio da torcida nunca vai faltar, ainda mais se esse bom momento continuar. Levantar um caneco neste ano pode ser realidade. Vamos todos juntos rumo aos títulos para sair dessa escassez.

*Jornalista. Corneteiro confesso e atleticano desde 1994.
@amillo01 no Twitter, capitão da seção Fala, Atleticano!

05/08/2019

Mano e o Cruzeiro que naufraga: até quando?

Vinícius Dias

É provável que o discurso oficial, apesar de cada vez mais tímido, tente se apegar à classificação às semifinais da Copa do Brasil depois de ser amplamente dominado pelo Atlético no confronto de volta e à eliminação nos pênaltis na Libertadores diante do atual campeão para justificar o péssimo momento do Cruzeiro. Mas, quando há zero resultado e ainda menos desempenho, é preciso entender que o copo praticamente vazio não tem água até a metade. Muito menos está meio cheio.

Time de Mano convence cada vez menos
(Créditos: Bruno Haddad/Cruzeiro E.C.)

Apenas uma vitória nas últimas 17 partidas. Oito reveses - incluindo o desse domingo, o segundo para o Atlético, único time que o Cruzeiro conseguiu superar no período. Há sete jogos sem marcar gols. Há dez sem vencer e na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. É verdade que o elenco perdeu Raniel, Lucas Silva e Lucas Romero, o ótimo volante que Mano Menezes transformou em lateral-direito mediano. Mas, mais do que isso, perdeu padrão de jogo em meio a escolhas ruins.

Há cada vez menos justificativas para a permanência de Mano Menezes no comando. Não pelo questionamento esdrúxulo de Fred, que não marca desde abril, após a eliminação diante do River Plate, mas pelo que a equipe não tem entregado em campo. Ou melhor, parece haver uma: com o presidente que prometeu título mundial em 2019 cada vez mais distante dos microfones, o vice de futebol com poderes de presidente afastado e a aposta no treinador como escudo, quem tomará qualquer decisão?

11/06/2019

TV assegura compra do Mineiro até 2021

Vinícius Dias

Depois de semanas de incerteza nos bastidores, a FMF já dá como garantida a venda dos direitos de transmissão do Campeonato Mineiro - principal fonte de receita do estadual - para as próximas duas temporadas. Conforme o Blog Toque Di Letra apurou, passados mais de 15 dias do prazo para rescisão sem multa sem que a emissora tenha se manifestado, o entendimento é de que o contrato está mantido até 2021.

Estadual terá valores recordes em 2020
(Créditos: Federação Mineira de Futebol/Divulgação)

De acordo com as bases fixadas na última renovação, a TV tinha até 23 de maio para acionar a cláusula que abria a possibilidade de rescisão em relação às temporadas de 2020 e 2021, as duas últimas do acordo vigente desde 2017. Internamente, desde o fim do ano passado, dirigentes de vários estados chegaram a adotar tom de incerteza sobre a venda dos direitos a partir de 2020, o que não se confirmou em Minas Gerais

Cifras recordes no próximo ano

Com contrato mantido, a próxima edição terá valores recordes. Nesta temporada, os clubes do módulo I e a FMF receberam, somados, quase R$ 38,5 milhões - o acordo, com valor inicial de R$ 36 milhões, prevê reajuste a cada ano. O campeão Cruzeiro e o rival Atlético receberam cerca de R$ 12,7 milhões cada. O América embolsou quase R$ 3 milhões, enquanto cada uma das equipes do interior faturou cerca de R$ 900 mil.

08/06/2019

Lucas Silva com futuro indefinido no Cruzeiro

Vinícius Dias

Peça-chave nos títulos brasileiros de 2013 e 2014 e no inédito bicampeonato da Copa do Brasil, Lucas Silva vive dias de indefinição no Cruzeiro. Embora o volante já tenha sinalizado a intenção de permanecer na Toca da Raposa II em conversas preliminares, a diretoria celeste ainda não manteve contatos com o Real Madrid para discutir a renovação. Emprestado apenas até o próximo dia 30, o camisa 16 está fora da equipe titular há quase um mês e já é alvo de sondagens da Europa e do futebol mexicano.

Cruzeiro paga 50% dos salários de Lucas
(Créditos: Bruno Haddad/Cruzeiro E.C.)

Conforme o Blog Toque Di Letra apurou junto a um emissário com bom trânsito no clube merengue, pelo menos três equipes do Velho Continente buscaram informações sobre o volante: Atalanta, da Itália, e o atual campeão português Benfica, ambos classificados à próxima edição da Liga dos Campeões, além do Espanyol, da Espanha. No México, o Tigres sonha em ter o cruzeirense formando dupla com o ex-atleticano Rafael Carioca, um dos pilares da equipe da recente conquista do Clausura.

Venda ou renovação e empréstimo

Com o retorno ao elenco comandado pelo francês Zidane tratado como improvável, o Real Madrid trabalha nos bastidores com duas alternativas para Lucas Silva. A prioridade é uma negociação em definitivo. Ainda assim, os espanhóis não descartam a possibilidade de um novo empréstimo, desde que haja a ampliação do vínculo, que inicialmente se encerra em junho de 2020. Nesta temporada, o volante foi acionado por Mano Menezes em 18 partidas, sendo dez como titular, e ainda não balançou as redes.

01/06/2019

Corrente pró-transparência em alta no Cruzeiro

Vinícius Dias

Uma das protagonistas dos bastidores em meio às investigações da Polícia Civil sobre denúncias de irregularidades no Cruzeiro, a corrente Pró-Cruzeiro Transparente tem, cada vez mais, ganhado força no Barro Preto. Conforme o Blog Toque Di Letra apurou junto a lideranças do Conselho Deliberativo celeste, o movimento, que iniciou a semana reunindo cerca de 40 conselheiros, já conta com cerca de 200 apoiadores, incluindo conselheiros beneméritos, natos e efetivos, além de suplentes.

Corrente pede afastamento de dirigentes
(Créditos: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C.)

Com o discurso de busca por transparência, a corrente foi criada na última quarta-feira. "Não somos situação nem oposição. Somos Cruzeiro", destacou o documento assinado por 111 membros, sendo 84 com poder de voto no Conselho, adesão que surpreendeu a diretoria. Nessa sexta-feira, a Pró-Cruzeiro Transparente encaminhou ao presidente do Conselho, Zezé Perrella, pedido de afastamento do presidente Wagner Pires de Sá, do vice de futebol Itair Machado e do diretor-geral Sérgio Nonato.

30/05/2019

Cruzeiro: os números da divisão no Conselho

Vinícius Dias

Na segunda-feira, cerca de 40 conselheiros reuniram para articular cobrança por transferência após as denúncias exibidas pela TV Globo. Nessa quarta, 84 assinaram o manifesto Pró Cruzeiro Transparente, que ainda conta com suplentes. Não são 111 com poder de voto no Conselho, como à primeira vista se interpreta, mas o número surpreendeu à diretoria, que até domingo falava em 14 conselheiros de oposição. Seis vezes menos.

Surpreendente mesmo quando o documento frisa: "não somos situação nem oposição, somos Cruzeiro". Porque, na avaliação de situacionistas ouvidos pelo Blog Toque Di Letra, o discurso é crescente. Não à toa entre os signatários da corrente estão um dos atuais vice-presidentes, ex-presidente, três ex-vices, ex-presidente do Conselho Fiscal e vários ex-diretores.

A reação da situação, que começou a ser articulada às 12h, saiu do papel à noite. Reunião no Barro Preto. Expectativa: 220 conselheiros. Realidade: no grupo ligado a Wagner Pires de Sá, a informação é de que, ao fim, 256 assinaram manifesto de apoio à diretoria. Nas estimativas de conselheiros que a presidência vê como oposicionistas, menos de 100 presentes - sendo metade conselheiros com cargos ou ligados a funcionários.

Manifesto x reunião: Conselho dividido
(Créditos: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C.)

Pelo estatuto, o Cruzeiro deveria ter 500 conselheiros, além dos beneméritos - ex-presidentes do clube e do Conselho. Como há vacância no quadro, internamente fala-se em 410 a 430. No cenário mais positivo para a situação, pelo menos 70 não se manifestaram.

O número inclui o núcleo duro da ala Perrella. "Muitos ligados ao Zezé não se manifestaram e não vão", pontuou conselheiro de longa data que compareceu à reunião no Barro Preto. A projeção é de que, apesar do alinhamento sinalizado nos últimos meses, o ex-senador, hoje presidente do Conselho Deliberativo, evitará se posicionar politicamente.

Em meio a dúvidas sobre o tamanho do que se entende por oposição e sobre a força da ala do silêncio - a maior, se considerada a contagem da, digamos, oposição sobre a reunião dessa quarta-feira -, há duas certezas. O Conselho do Cruzeiro está bem mais dividido do que a diretoria acreditava. E a eleição para o centenário já começou no Barro Preto.

28/05/2019

Mais Cruzeiro e menos política! Respeitem-nos!

Douglas Zimmer*

Salve, China Azul!

O futebol tem dessas coisas. Hesitei em escrever sobre o momento do Cruzeiro na semana passada, pois pensei que poderia ser leviano e julgar uma situação com a cabeça quente por causa da sequência de maus resultados no Campeonato Brasileiro, desconsiderando as demais competições. Pensei que jogando em casa, contra um adversário teoricamente frágil, as coisas voltariam ao normal e retomaríamos o rumo, o que nos daria ainda mais confiança para buscar outros objetivos bem maiores. Bem, nessa segunda-feira o cruzeirense acordou de mal consigo mesmo.


Quem dera o motivo fosse mais uma inexplicável derrota. Quem dera o cruzeirense tivesse ido dormir de cabeça inchada por ter visto seu amado clube sair derrotado em casa em um jogo tido como ganho, apesar do fraco futebol que vinha sendo apresentado. Aposto que pela manhã a última coisa que incomodava o cruzeirense era a derrota pra Chapecoense. Ao acordar, o torcedor celeste lembrou que seu antes imaculado clube havia sido exposto em mídia nacional como exemplo de, na melhor das hipóteses, má gestão. Na melhor das hipóteses o clube tem na praça uma dívida astronômica e quase impagável, dada a realidade do futebol brasileiro.

Denúncias foram pauta de coletiva
(Créditos: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C.)

Quero muito que a melhor das hipóteses seja a verdadeira. Entretanto, se mais e mais acusações levantadas contra o Cruzeiro Esporte Clube forem comprovadas, o cruzeirense sangrará na alma. Falo do clube porque, no fim, é o nome dele que aparece nos noticiários esportivos e, agora, talvez nos policiais. O torcedor celeste sempre bateu no peito com orgulho da história conquistada em campo e construída fora dele e nunca precisou se preocupar em ver sua camisa associada a denúncias de irregularidades. Antes de tudo, é o nome de um dos maiores clubes de futebol do Brasil que está em jogo. O cruzeirense jamais vai aceitar e colaborar com esse tipo de situação porque isso não faz parte da realidade à qual nos acostumamos.

Novos tempos e mais transparência?

Espero, do fundo do coração, que a torcida não se volte contra o dedo que aponta. A reportagem, as denúncias, as acusações precisam ser encaradas como oportunidade de esclarecer a política do Cruzeiro. Resultado positivo ou negativo nenhum pode servir de motivo para que roam nosso clube. Você, amigo leitor, está aqui muito provavelmente por nutrir uma paixão em comum comigo. Faça um exercício e tente imaginar o que você estaria achando dessa situação se ocorresse com outra agremiação. Você provavelmente estaria torcendo pelas mais severas punições, caso comprovadas as denúncias, tendo em vista que isso enfraqueceria um rival.

Em campo, Cruzeiro caiu no Horto
(Créditos: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C.)

Pois é! Creio que é isso que os demais torcedores do país estão fazendo agora. Só me resta me unir a eles. Porém, ao contrário deles, não quero enfraquecer o Cruzeiro. Quero que a ordem e a honra sejam mantidas, custe o que custar. Se tudo o que assistimos for mera especulação e não houver irregularidades suficientes para que o clube e os responsáveis sejam punidos, que ao menos a política cruzeirense passe por uma bela reforma e seja o início de tempos mais transparentes na gestão. Agora, caso tudo se confirme, que todos respondam pelos seus atos, e nós, torcedores, nos unamos ainda mais em nome da instituição Cruzeiro Esporte Clube.

*Gaúcho, apaixonado pelo Cruzeiro desde junho de 1986.
@pqnofx, dono da camisa 10 da seção Fala, Cruzeirense!

27/05/2019

TV não rescinde, mas Mineiro mantém incerteza

Vinícius Dias

Mesmo com contrato assinado por mais duas temporadas e com o prazo para rescisão sem multa encerrado na última quinta-feira, a venda dos direitos de transmissão - principal fonte de receita do Campeonato Mineiro - da próxima edição do estadual ainda não é dada como certa. Conforme o Blog Toque Di Letra apurou, a cautela dos principais interlocutores se deve ao fato de ainda não ter havido uma manifestação oficial da TV.

Galo e Raposa fizeram final neste ano
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

De acordo com as bases fixadas na renovação do contrato, inicialmente válido até 2021, a emissora tinha até dia 23 para acionar a cláusula que abria a possibilidade de rescisão sem multa, o que não ocorreu. Ainda assim, clubes e federação evitam garantir a manutenção do acordo. Nos bastidores, desde o fim de 2018, dirigentes de vários estados têm adotado tom de incerteza sobre a venda dos direitos a partir do próximo ano.

R$ 38,5 milhões na temporada

Nesta edição, os clubes do módulo I e a Federação Mineira receberam, somados, quase R$ 38,5 milhões pela cessão dos direitos dos estadual - o acordo, com valor inicial de R$ 36 milhões, prevê reajuste a cada edição. O campeão Cruzeiro e o arquirrival Atlético receberam cerca de R$ 12,7 milhões cada. O América embolsou quase R$ 3 milhões, enquanto cada uma das equipes do interior faturou cerca de R$ 900 mil.

24/05/2019

O Galo entre a condescendência e a hipocrisia

Alisson Millo*

Falar sobre o Atlético não anda sendo tarefa fácil. Os problemas e carências não mudam, e martelar em cima disso fica repetitivo. As vitórias estão vindo todas na raça - sempre por 2 a 1 -, mas as deficiências de time e do elenco ficam expostas quando o treinador precisa mexer. E em campo as atuações são contrastantes, então não dá para avaliar a grande vitória sobre o Flamengo e a derrota pro Unión La Calera da mesma forma. Inclusive foi a primeira vitória do time chileno em competições internacionais, então parabéns a eles. E ao Atlético por entrar para a história alheia.


Mas vamos lá. O sangue corneteiro não morrerá jamais, então precisamos falar. Torcedores mais maldosos dirão que foi só saírem Fábio Santos, Elias e Ricardo Oliveira que o Galo jogou muito bem e saiu com a vitória no sábado. Outros igualmente perversos dirão que o bom desempenho após a expulsão do camisa 7 foi porque o time já está acostumado a jogar com um a menos. Da minha parte, não digo que concordo com nenhuma dessas afirmativas. Nem posso, verdadeiramente, dizer que discordo.

Galo perdeu para o La Calera, no Chile
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Fato é que a vice-liderança do Brasileirão, ainda que prematuramente, mostra uma organização tática que há muito não se via no time. A maior parte das vitórias veio contra equipes 'menores', mas valeu os mesmos três pontos, então precisam ser comemoradas. Além disso, batemos o multimilionário Flamengaço classificadaço e fizemos frente ao ainda mais rico Palmeiras, que infelizmente tinha o Bruno Henrique. Na próxima partida, contra o Grêmio, lá no Sul, expectativa de boa atuação, visto que a equipe gaúcha, apesar de muito boa, vive uma fase ruim.

Nos mata-matas, nenhuma vítima

Na Sul-Americana e na Copa do Brasil, muitas ressalvas. O empate em casa contra o Santos não foi uma tragédia, mas está longe de ser um bom resultado. A derrota da última terça-feira, no Chile, não tem perdão. Não tem essa de time reserva, de adversário desconhecido ou qualquer outra desculpa que queiram dar. É um resultado totalmente reversível dentro de casa, na semana que vem, mas convenhamos que não precisaríamos ter de reverter nada se tivéssemos jogado direito.

Elogiar a vitória contra o Flamengo perto da derrota contra o Unión La Calera pode parecer condescendência. Criticar muito o revés no Chile perto do bom resultado de sábado pode parecer hipocrisia. Então fiquemos no meio termo, com uma crônica irregular, igual às atuações do Galo neste ano.

*Jornalista. Corneteiro confesso e atleticano desde 1994.
@amillo01 no Twitter, capitão da seção Fala, Atleticano!

20/05/2019

Cruzeiro x Palmeiras agita mercado europeu

Vinícius Dias

A final da Copa do Brasil sub-20 entre Cruzeiro e Palmeiras, na última quinta-feira, trouxe a Belo Horizonte uma série de emissários europeus. Conforme o Blog Toque Di Letra apurou, foram à Arena Independência representantes de clubes de Inglaterra, França, Portugal e Itália, com destaque para a presença de um scouting ligado a Roma e Lazio. O Verdão foi campeão nos pênaltis após a derrota por 4 a 3 no tempo normal.

Vinícius Popó em ação no Horto
(Créditos: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C.)

De acordo com agentes consultados pela reportagem, dois dos nomes da pauta de observações eram os zagueiros Edu, do Cruzeiro, e Vitão, do Palmeiras, titular da seleção sub-20. A decisão também reuniu em campo joias como os celestes Vinícius Popó, autor de mais de 100 gols na base; e Marco Antônio, que recentemente foi alvo do Porto, de Portugal; além do artilheiro alviverde Anibal Vega, da seleção paraguaia.

16/05/2019

Cruzeiro monitora Ramires, de saída da China

Vinícius Dias

A rescisão de Ramires com o Jiangsu Suning, da China, noticiada nesta quinta-feira pelo Globoesporte.com, já é pauta nos bastidores do Cruzeiro. Em meio à saída de Rafinha, que acertou com o Coritiba, e à incerteza sobre o futuro de Lucas Silva, que já sinalizou ao staff o desejo de permanecer na Toca II, mas aguarda as conversas entre a Raposa e o Real Madrid, o nome do ex-camisa 8, de 32 anos, agrada à diretoria celeste.

Ramires: 111 jogos e 27 gols na Toca
(Créditos: Washington Alves/Vipcomm)

Conforme o Blog Toque Di Letra apurou, o Cruzeiro monitora o volante desde janeiro. Embora inicialmente Ramires já pudesse assinar pré-contrato no segundo semestre, uma vez que tinha vínculo com o Jiangsu até dezembro, o tema estava em compasso de espera. Isso porque, além de a operação ser considerada cara, a princípio, mesmo uma saída antecipada ocorreria somente após o fechamento da janela, em 20 de julho.

A quarta-feira de tapa na cara do cruzeirense

Vinícius Dias

Mais de 24 mil presentes no Mineirão, na quarta-feira passada, atendendo à convocação do presidente para o duelo que valia o 1º lugar geral da Libertadores, com pontuação histórica: 2 a 1 para o Emelec e tapa na cara do cruzeirense. Duas vitórias com claras dificuldades e duas derrotas sem oferecer resistência nas quatro primeiras rodadas do Brasileiro: tapa na cara do cruzeirense. Empate com o Fluminense abdicando do futebol e sofrendo o gol no último lance na Copa do Brasil: tapa na cara do cruzeirense.


Porque a quarta-feira de apenas um chute a gol em 90 minutos e menos de 35% de posse de bola diante de um Fluminense técnica e taticamente em estágio inferior não foi exceção, mas sim a confirmação da regra do Cruzeiro pós-Mineiro. Ainda mais quando a equipe que troca menos passes tem mais passes errados e quando a equipe superior permite ao adversário finalizar 20 vezes - sete delas em direção ao gol. Se o ataque não funcionou no Maracanã, tampouco a defesa teve a solidez dos melhores dias.

Cruzeiro de Mano abdicou do jogo
(Créditos: Bruno Haddad/Cruzeiro E.C.)

Se o segredo do estadual é duvidar das qualidades e acreditar nos defeitos, há pouco mais de um mês o Cruzeiro campeão invicto na casa do rival Atlético apresentava qualidades demais para se duvidar de todas. Hoje, apresenta defeitos demais para se acreditar e repensar. Com elenco, estrutura e tempo raros não apenas na história do clube, mas também no futebol brasileiro, Mano Menezes entrega um time, no máximo, comum. Que pouco venceu nos principais jogos e convenceu ainda menos.

Da euforia à preocupação, as dúvidas surgem e crescem.
A quarta-feira teve mais um tapa na cara do cruzeirense.

10/05/2019

Sul-Americana: oi, sumida, aqui é o Atlético!

Alisson Millo*

Oi, Sul-Americana, tudo bem? Vem cá, sumida, precisamos conversar. O que passou, passou. Não vamos guardar mágoas um do outro por causa de uma declaração idiota que deram na temporada passada, fechado? A relação entre você e o Atlético é muito maior do que isso.


Você lembra? Em 1992 e 1997, quando você tinha apelido de Conmebol, conquistamos seu amor. Foi uma relação muito boa, e tenho certeza que você guarda saudades dessa época. Temos tudo para retomá-la neste ano, afinal nos reencontraremos. A vaga conquistada na última terça-feira pode ser o início de uma bela história a ser escrita até o fim de 2019.

Alerrandro deu vida nova ao Atlético
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Declarações à parte, claro que a Sul-Americana não era o sonho de consumo do atleticano no início da temporada. Entretanto, as circunstâncias colocaram o Galo nessa situação. Dos males o menor, porque perder para o Zamora seria vergonhoso. Sofrer três gols já foi triste o suficiente.

Porque segunda divisão é a p...

Agora a obrigação é encarar a competição com seriedade. Não é segunda divisão. Não é prêmio de consolação para nada. Muito menos caminho mais curto para porcaria nenhuma. É um campeonato importante, que vale vaga e muito dinheiro. Ganhar ou não é consequência de vários fatores, mas honrar a camisa e lutar pelo título é o mínimo que esperamos.

Invicto, Galo é líder do Brasileirão
(Créditos: Pedro Souza/Atlético-MG)

Falar em obrigação no Atlético não é legal. Virou quase uma palavra de ordem para quando a vaca foi para o brejo. Mas suar sangue sempre foi uma qualidade muito apreciada pela Massa. E é isso que queremos ver do time nesta sequência de temporada.

Aparentemente houve uma mudança de atitude. Ainda é cedo para analisar, mas o primeiro indício é positivo. Futebol bonito é secundário, agora é a hora de mostrar do que o Galo é feito

*Jornalista. Corneteiro confesso e atleticano desde 1994.
@amillo01 no Twitter, capitão da seção Fala, Atleticano!

03/05/2019

Venda à TV: Mineiro vive incerteza sobre 2020

Vinícius Dias

Passadas quase duas semanas da decisão do Campeonato Mineiro, os clubes do módulo I e a FMF ainda não têm a garantia da venda dos direitos de transmissão - principal fonte de renda do estadual - para a próxima edição. De acordo com as bases fixadas no contrato, a TV tem até dia 23 para apresentar uma posição definitiva sobre a manutenção do acordo, inicialmente válido até 2021, para as duas próximas temporadas.

Cruzeiro comemorou bi há 13 dias
(Créditos: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C.)

Conforme o Blog Toque Di Letra apurou, uma cláusula abre a possibilidade de rescisão sem multa no prazo. A incerteza se estende a outras regiões. No fim de 2018, o presidente do Conselho Deliberativo do Athletico/PR, Mário Celso Petraglia, já havia colocado em xeque a venda dos direitos dos estaduais, exceto o Paulista, a partir de 2020. Ainda assim, entre os principais interlocutores mineiros, o tom é de otimismo.

R$ 38,5 milhões nesta edição

Nesta temporada, os clubes do módulo I e a organizadora do Campeonato Mineiro receberam, somados, quase R$ 38,5 milhões pela cessão dos direitos - o acordo, com valor inicial de R$ 36 milhões, prevê reajuste a cada edição. O campeão Cruzeiro e o arquirrival Atlético receberam cerca de R$ 12,7 milhões cada. O América embolsou quase R$ 3 milhões, enquanto cada uma das equipes do interior faturou cerca de R$ 900 mil.

30/04/2019

Do êxtase ao revés: lições da estreia do Cruzeiro

Douglas Zimmer*

Salve, China Azul!

Em certos momentos na vida precisamos deixar de lado o deslumbramento com metas que ainda estão distantes de serem alcançadas, voltando nossa atenção para o que está a nossa volta e em nós mesmos. O Cruzeiro vem fazendo um início de temporada excelente. Em termos de números e resultados, a Raposa é uma das equipes mais promissoras deste ano que, ainda que estejamos praticamente em maio, apenas começou. E digo mais: além de resultados, o maior de Minas tem um dos elencos mais fortes e, o que é tão importante quanto, homogêneos do país.


Acontece que no sábado, no Rio de Janeiro, conhecemos nossa primeira derrota e, de quebra, as primeiras desconfianças começaram a sondar de maneira mais séria a Toca II. Essas desconfianças, as cornetas exageradas, a indignação com a derrota, todas as reações negativas que a torcida celeste teve com o primeiro revés são absolutamente naturais, visto que os objetivos de todos são muito, mas muito, mais do que ganhar jogos somente com sorte ou sem saber como. No sábado, infelizmente, erramos quando não podíamos, onde não podíamos e contra quem não podíamos.

Raposa saiu do Maracanã derrotada
(Créditos: Bruno Haddad/Cruzeiro E.C.)

Enfrentamos uma das equipes mais bem montadas e um dos elencos mais robustos entre aqueles que teremos que encarar ao longo desta temporada, em seus domínios, diante de seu torcedor, impaciente e que cobrava uma resposta após o tropeço que colocou em risco a sequência na Libertadores. Tudo isso não pode servir como desculpa para a derrota. Claro que não. Um time maduro e cascudo como o nosso sabe que vai precisar passar por cima de empecilhos muito maiores que os de sábado para alcançar suas metas. Mas, como falei anteriormente, às vezes é preciso deixar os sonhos de lado por um momento para focar no agora.

No azul a partir desta quarta-feira

E agora? O agora do Cruzeiro exige concentração e erro mínimo, zero se possível. Contra os cariocas começamos muito bem, segurando a pressão e cozinhando o jogo na temperatura que nos era favorável. Quando conseguimos inaugurar o placar no Maracanã - talvez a tarefa mais difícil daquela noite -, faltou foco para prolongar e, quiçá, aumentar a vantagem. Sofrendo o gol de empate quase imediatamente após o reinicio de jogo, o time entrou em estado de torpor. O adversário impôs seu ritmo e, mais uma vez se aproveitando de falhas técnicas e de concentração, fez o necessário para sair de campo com os três pontos.

Pedro Rocha marcou o gol estrelado
(Créditos: Bruno Haddad/Cruzeiro E.C.)

São três pontos na conta deles que, haja o que houver, não poderão ser mais recuperados pela Raposa. A única alternativa que resta é absorver o amargo gosto da derrota - fato ao qual o cruzeirense definitivamente não está acostumado - e corrigir os problemas para que os pontos passem a cair na conta celeste já a partir desta quarta-feira e que aí passem a se multiplicar. Temos um longo e próspero ano pela frente e não podemos nos abalar com a primeira batalha perdida. Procurar nos precaver e nos fortalecer, sim, sempre. Vida que segue. Luta que continua.

Força, Cruzeiro!

*Gaúcho, apaixonado pelo Cruzeiro desde junho de 1986.
@pqnofx, dono da camisa 10 da seção Fala, Cruzeirense!