06/08/2014

Dunga, o ouro está em Minas!

Alexandre Oliveira

Há algum tempo, as montanhas de Minas Gerais oferecem preciosidades. Historicamente, o estado do minério de ferro contribuiu de forma decisiva para o desenvolvimento do país. Apesar disso, no século XVIII, durante o processo de modernização do Brasil, o ciclo do ouro transformou a região em cenário de vários conflitos. Modernização rima com renovação, também no futebol.


Afinal, depois do fracasso na Copa do Mundo, o futebol brasileiro precisa passar por um momento de renovação. E nada melhor do que seguir um exemplo de sucesso: o futebol mineiro.

Dunga e Gilmar: caras novas na seleção
(Créditos: Rafael Ribeiro/CBF/Divulgação)

Desde 2012, quando o Atlético fez boa campanha no Brasileiro, os clubes mineiros estão em ótima fase. Em 2013, o mesmo Atlético confirmou sua força no país e no continente ao conquistar a Libertadores. Ainda no ano passado, o Cruzeiro desbancou os principais rivais e venceu o Brasileirão, sem dificuldades. A sequência do trabalho significou mais confiança e bom desempenho neste ano.

Esperança renovada

Certeza de ótimos ventos, afinal, em sua primeira passagem pela seleção, Dunga mostrou que estava atento ao futebol mineiro. Em 2006, o técnico convocou Fábio, goleiro e capitão do Cruzeiro, logo em sua primeira lista, anunciada após a demissão de Carlos Alberto Parreira. Na época, o meia-atacante Wágner, um dos destaques do time azul estrelado, também fora convocado por Dunga.

Fábio: o símbolo do campeão Cruzeiro
(Créditos: Gualter Naves/Light Press/Textual)

No ano seguinte, ainda como jogador do rival Atlético, o zagueiro Leandro Almeida foi convocado pelo gaúcho - que, em 2008, o deixaria de fora da seleção olímpica. Trajetória diferente da traçada por Ramires, do Cruzeiro. Depois de participar da campanha que significou a medalha de bronze, em Pequim, o volante ainda disputou a Copa do Mundo de 2014 e, a princípio, deve seguir no grupo para 2018.

Ano novo, vida nova

Artilheiro do Brasileiro, 42 gols na temporada. Depois de se destacar nos gramados mineiros, Diego Tardelli também teve a sua primeira chance na seleção em 2009, sob o comando do técnico Dunga. Um dos símbolos do título da Libertadores de 2013, e artilheiro da Recopa neste ano, o 'Dom Diego', como é apelidado pela torcida, espera ter uma nova chance com a camisa canarinho. Embora estará com 33 anos na próxima Copa, Tardelli pode significar um toque de experiência importante para uma seleção que passa por renovação.

Tardelli: goleador a serviço do Atlético
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

Ao lado dele, devem estar alguns jogadores do Cruzeiro, dono do melhor conjunto do Brasil. Talvez seja tarde demais para Fábio e Dagoberto, por exemplo, mas outros celestes surgem como 'apostas' para 2016 e 2018. Mayke e Lucas Silva são ótimas opções para a seleção olímpica - que será comandada por Alexandre Gallo. No time principal, Dedé e Éverton Ribeiro são os mais cotados, mas o artilheiro do Brasileiro, Ricardo Goulart, corre por fora, e não seria surpresa.

A vez dos campeões!

Do lado alvinegro, além de Victor e Jô, que disputaram o Mundial de 2014, devem surgir outros bons nomes para Dunga. Marcos Rocha e Réver, por exemplo, podem agregar experiência à equipe. Resta-nos torcer para que os mineiros mantenham o (ótimo) nível para emplacar nomes na primeira convocação de Dunga, que reestreia diante da Colômbia, em Miami, no dia 05 de setembro. E que o treinador, como na história do desenho, busque seu ouro nas Minas.

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