13/12/2014


Nos últimos dias de Cruzeiro, diretor de futebol vai se dedicar
às negociações em curso; novas tratativas cabem ao presidente

Vinícius Dias

Peça-chave na trajetória cruzeirense rumo ao tetracampeonato nacional, o diretor de futebol Alexandre Mattos anunciou, na última terça-feira, dia 09 de dezembro, que vai deixar o clube ao fim da temporada. A sequência de Alexandre no cargo mesmo após a oficialização da saída e a sistemática de trabalho do departamento de futebol até a contratação de um substituto, porém, têm levantado dúvidas. Afinal, qual é, hoje, o papel de Mattos? O que o Cruzeiro planeja para 2015? Em busca de respostas, o Blog ouviu vários personagens celestes.


Antes mesmo do anúncio, um possível fim da 'era Mattos' dividia opiniões nos bastidores. Uma corrente majoritária, reforçada pela bancada italiana, determinante para a chegada de Mattos ao clube, em 2012, ainda buscou demovê-lo da decisão de deixar o cargo. Outra ala, contudo, dava a cisão como natural. A ausência do diretor no sorteio da Copa Libertadores, por exemplo, foi citada como sinal de descompasso. A Conmebol, via Twitter, chegou a confirmar a presença de Mattos.

Mattos: saída anunciada na terça-feira
(Créditos: Light Press/Cruzeiro/Divulgação)

Oficialmente, a saída foi selada em reunião na última terça-feira. Durante o encontro, ainda foi discutida a logística de trabalho até o próximo dia 31, quando se encerra o contrato do diretor. "Em tese, ele perdeu autonomia. Algumas coisas que o Alexandre faria, ficarão para o presidente", explicou uma fonte ligada à diretoria. Novas negociações, por exemplo, já estão a cargo de Gilvan, que terá o apoio do gerente de futebol, Valdir Barbosa, e do supervisor Benecy Queiroz.

Missão de Alexandre

Com isso, a princípio, Alexandre Mattos deve se dedicar exclusivamente às tratativas já em andamento, que incluem três possíveis contratações e as negociações referentes à venda do volante Lucas Silva para a Europa. "Ele já havia participado efetivamente das etapas anteriores e prestará serviço ao clube, sempre compartilhando (decisões) com o presidente", explicou a fonte ao Blog Toque Di Letra.

Benecy Queiroz representou o Cruzeiro
(Créditos: Conmebol/Twitter/Reprodução)

A postura do Cruzeiro na reabertura do mercado foi, justamente, um dos pontos de divergência entre Gilvan de Pinho Tavares e Alexandre Mattos. Enquanto o diretor defendia uma atuação mais arrojada, que resultaria no aumento da folha salarial, o presidente reeleito, apoiado por boa parte da cúpula celeste, reforçava a necessidade promover um corte de gastos. "A folha salarial dos principais clubes do Brasil, hoje, é muito alta", defendeu um conselheiro ligado a Gilvan.

Negociações celestes

Conforme o Blog revelou no dia 02 de dezembro, a Raposa deve negociar pelo menos um atleta titular. Quanto às aquisições, as prioridades são um primeiro volante e um camisa 9 de alto nível. "Dada a saída do Borges, que não teve contrato renovado, e à situação do Moreno, nós temos que buscar um centroavante", assegurou fonte ligada à diretoria. "Redução de custos, também se consegue valorizando a base. Isso o presidente Gilvan tem feito", completou.

Substituto indefinido

Nas últimas horas, chegou a se cogitar que Alexandre pudesse seguir na Raposa mesmo após o anúncio da saída. Situação que Márcio Rodrigues, vice-presidente do clube, nega. "Não há chance de o Mattos seguir", disse ontem. O diretor, que está nos EUA, já acertou detalhes com o Palmeiras, clube ao qual se apresentará em janeiro. Na Toca, ainda não há consenso quanto ao nome do substituto.

3 comentários:

  1. Eu sinceramente dou meu total apoio ao presidente Gilvan. Ele vem fazendo um ótimo trabalho e o Mattos é, apesar de ótimo profissional, um integrante da comissão técnica. Se o Gilvan acha que temos que diminuir as despesas, com certeza é baseado em algum conhecimento. É muito bom quando grandes jogadores chegam ao clube, mas isso tem que ser feito dentro da realidade do Cruzeiro para que não tenhamos problemas a médio prazo.

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  2. O cruzeiro tem q ter gestao arrojada sim mas responsavel nao gastando msis q arrecada eu sou estudante de administraçao entendo bem de mercado isso e loucura imediatista numa empresa seria vc sempre age com rapides nas açoes mais prudencia em sua execuçao

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  3. OU seja, Mattos só trabalha em clube que ele pode gastar. Se tem dinheiro eu fico,não tem, procuro alguém que tenha. Não é isso que se espera de um BOM profissional. Não questiono a competência de ser um bom diretor. Questiono sua competência de saber trabalhar na hora que o clube precisa cortar gastos. Foi para o Palmeiras e saiu contratando a rodo. E na hora que não puder gastar lá? Vai trocar de clube. Mesmo assim, Gilvan tinha que ter contratado outro diretor. Isso não dá para perdoar.

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