17/02/2016

No Atlético, a realidade vence o sonho

Alisson Millo*

Reza a lenda que o ano no Brasil só começa após o carnaval. Então, feliz ano novo! Nem bem iniciou 2016 e o Galo já trouxe um nome de peso. A menos que more na caverna, você já deve saber que Robinho chegou e também que ele será o dono da camisa 7 na atual temporada. Por falar nisso, a nova coleção foi lançada nessa segunda-feira. Em minha opinião, uma das mais bonitas dos últimos dez anos.


Em 2016, por sinal, completa-se dez anos que o momento mais difícil da história do Atlético se tornou página virada. Ainda que haja quem prefira esquecê-lo, o fundo do poço serve para reafirmar que, a partir dali, só é possível subir. E como o Atlético subiu rápido! A vinda de Robinho é um exemplo disso. É bem provável que, a essa hora, você já tenha lido mil e uma comparações entre o novo (candidato a) ídolo e Ronaldinho, um dos ícones do sucesso recente do clube.

Robinho: reforço de peso no Atlético
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

Mas vamos lá! São dois grandes nomes, é claro, ainda que o meia tenha sido/seja superior. Mas o debate é outro. Também há dez anos, o Brasil disputava a Copa do Mundo, e a seleção tinha Ronaldinho, então melhor jogador do planeta, e Robinho, apontado como potencial sucessor, como protagonistas na busca pelo hexa. Àquela época, mesmo o mais otimista torcedor daquele desacreditado Atlético se recusaria a sonhar que, alguns anos depois, as vitoriosas trajetórias daqueles dois jogadores teriam um capítulo dedicado ao clube.

O simbolismo da ascensão

Mas o que inicialmente sequer era sonho acabou se tornando realidade. A ascensão do Atlético - nos sentidos literal e simbólico - passou ainda por figuras como Ricardinho e Gilberto Silva, também convocados por Parreira para a Copa de 2006. O primeiro, por exemplo, foi anunciado em 2009 e, embora não tenha se firmado como ídolo, foi um dos pilares do time que realizou em 2009 aquela que, à época, foi a melhor campanha na Série A desde a volta. Era um sinal de que o clube deixava para trás, de uma vez por todas, os tempos difíceis.

Ronaldinho: títulos e emoção em BH
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

O segundo retornou em 2013, justamente a temporada em que o clube conquistou o principal título de sua história, com um elenco que também contava com referências como Josué, que disputou a Copa em 2010, e Ronaldinho. Agora é a vez de Robinho chegar com um currículo invejável - campeão brasileiro no Santos, espanhol no Real Madrid, italiano no Milan, além de duas Copas das Confederações e uma Copa América pela seleção. De volta ao topo, o torcedor se permite sonhar. E a realidade do Atlético, hoje, é a mesma de Robinho: títulos. 

*Jornalista. Corneteiro confesso e atleticano desde 1994.
Goleiro titular e atual capitão da seção Fala, Atleticano!

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