18/07/2016

Uma noite que explica 18 meses

Vinícius Dias

"Eu não estou feliz com isso que está acontecendo. Não pode tirar minha felicidade para jogar essa mer... aqui". Foi o que ouvi Riascos dizer nesse domingo, à Rádio Itatiaia, após o revés celeste contra o Fluminense, em Mesquita. A entrevista do limitado atacante colombiano, com somente um gol marcado em 15 jogos, foi a última com a camisa do Cruzeiro. Em uma noite que ajuda a explicar os erros do presidente Gilvan de Pinho Tavares nos últimos 18 meses de gestão.


Em janeiro de 2015, uma semana após perder Ricardo Goulart e, ainda, prestes a negociar jogadores como Éverton Ribeiro e Lucas Silva, o clube celeste decidiu contratar Riascos. A aposta em um atleta de 28 anos, com custo de reforço - US$ 2 milhões, conforme o Blog revelou na ocasião -, dividiu opiniões nos bastidores, mas teve, por fim, o aval do presidente. Baseado no pênalti desperdiçado ante o Atlético? Nos raros seis gols, em 2014, nos 34 jogos pelo mexicano Morelia?

Riascos: 15 jogos, um gol pela Raposa
(Créditos: Washington Alves/Light Press)

Fato é que, quatro meses após chegar a BH como segunda compra mais cara de 2015 - superada pela aquisição de Arrascaeta -, o colombiano foi cedido ao Vasco. Na frieza aritmética, 102 minutos em campo fizeram a certeza de Gilvan de Pinho Tavares dar lugar à dúvida. Depois de um ano em São Januário, com 17 gols em 49 jogos, nova certeza e nova chance: Riascos estava de volta à Raposa. Nas 11 partidas, um gol, pouquíssimo futebol, uma polêmica. E fim.

O cruzeirense ouviu de Scuro que Riascos vai partir, de fato.
Mas continua sem saber de Gilvan por que veio, foi e voltou.

3 comentários:

  1. Jogador que jamais deveria ter vestido a camisa do Cruzeiro.. e não porque ele "errou um penalte contra o rival" e sim porque nunca teve capacidade/qualidade técnica pra isso...

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  2. Voltou por birra do gilvan, pelo fato da recusa do Vasco em liberar o jorginho. Mas com certeza não deveria nunca ter vindo, ainda mais por esse preço.

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  3. Tudo muito lamentável. Se não houver uma justa e forte correção de atitudes, o meu Cruzeiro caminha célere para o pelotão B do futebol brasileiro. Definitivamente, pela história que tem, o Cruzeiro não merece isto. Nem eu! Vergonha!!!!!

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