Seguuuura, Gilvan!

Salve, China Azul!

Abriu uma fresta da janela de transferências para o exterior, e os jogadores que atuam no Brasil começam a escapar daqui como a água que escorre de uma garrafa virada no chão. O que estiver por cima vai. Um drama para os times brasileiros que, infelizmente, ainda dependem bastante das vendas para manter suas contas em dia.

E é neste momento, em que o Cruzeiro começa a montar uma nova espinha dorsal, que a diretoria precisa se empenhar não só em contratar com sabedoria, mas também, manter na Toca os principais jogadores que temos. Todos os elencos do mundo possuem jogadores negociáveis. Isso é lógico. No plantel celeste não é diferente. Entretanto, apesar de ainda não termos nenhum destaque individual, possuímos peças que não podem ser retiradas. O bom funcionamento da máquina depende disso.

O Santos vendeu Neymar. Paulinho está deixando o Corinthians. Fernando, Fred e Wellington Nem saem de Grêmio, Internacional e do Fluminense respectivamente para se juntarem ao grupo do Shaktar Donetsk (um perigo só esses times do Leste Europeu). O Botafogo não conta mais com Andrezinho e Fellype Gabriel. Bernard tem muito mercado e deve deixar o Atlético até o fim do ano. Enfim… são bons jogadores deixando suas equipes.

E eis que o problema não mora apenas na venda deles. O problema é a dificuldade na reposição. Ainda mais que os jogadores que chegarem, se chegarem, irão pegar o bonde andando e aí o ajuste fica mais complicado. Isso é um problema grave que a defasagem entre os calendários brasileiro e europeu causa. E é por isso que espero muito que nenhum jogador titular do Cruzeiro seja negociado.

Se quiserem, eu até faço uma lista daqueles que não deixarão tanta saudade. Mas agora é hora de manter o grupo fechado, unido e aproveitar da instabilidade dos adversários para ganhar pontos importantes rumo às cabeças da tabela do Brasileirão. Mais jogadores importantes devem sair de seus clubes. Podemos tirar vantagem disso nos confrontos diretos.

Alô, Mattos. Alô, Gilvan. Segurem nosso grupo. Não tragam problemas. O resto, o trabalho dará conta.

Força, Cruzeiro!

Tá na rede!

Vinícius Dias

De forma surpreendente, o Brasil, enfim transformado em uma pátria das chuteiras e vozes no domingo, bateu a Espanha e comemorou o título da Copa das Confederações. Com a marca de Felipão, do goleador Fred, do craque Neymar, de David Luiz, em sua melhor atuação individual. De um time. E se em campo foi bem mais fácil que o esperado, na 'tuitosfera' a disputa foi intensa. Confira cinco tuitadas que foram destaque durante a memorável partida:

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Fred já tinha balançado as redes, e o placar mostrava 1 a 0 para o Brasil quando os cerca de 70 mil torcedores comemoraram, mais uma vez, nas arquibancadas do Maracanã. Os goleiros Júlio César e Casillas ainda não haviam sido exigidos quando David Luiz fez a defesa mais 'importante' da partida. Valeu como um gol. Atento e preciso, @Canelada_FC trouxe as estatísticas.


De Neymar para Oscar. De Oscar para Neymar... Do camisa 10 para as redes, e a dupla foi para os braços dos torcedores. Maracanã em festa! Aos 43 minutos da primeira etapa, a seleção brazuca derrotava a temida Espanha, por 2 a 0. No primeiro encontro dos futuros rivais, Neymar, do Barcelona, levou a melhor ante Casillas, do Real Madrid. @oliveirajonas observou bem.


Dos animados gritos de "Olé!" ao "Quer jogar? Quer jogar? O Brasil vai te ensinar", em ritmo de funk, a seleção canarinho contou com um decisivo apoio dos torcedores neste domingo. Das arquibancadas, mais de 70 mil vozes embalaram o time comandado por Felipão, em sua melhor atuação nesta temporada. E em poucas palavras, @pedrosentose definiu bem o momento.


O artilheiro Fred marcou duas vezes. Neymar, eleito craque da Copa das Confederações, anotou um. Com o Brasil jogando muito bem, a vitoriosa seleção espanhola não foi páreo. Pela quarta vez, terceira consecutiva, comemoração pela conquista da Copa das Confederações. E à brasileira! De pronto, @impedimento deu o tom. E apresentou duas sugestões de nomes para a vitória!


Se no Palmeiras Felipão não conseguiu o sucesso desejado, no retorno à seleção canarinho o técnico gaúcho confirmou, em grande estilo, a fama de motivador, vencedor. Pentacampeão mundial em 2002, Scolari festeja, agora, o tetra da Copa das Confederações. Um motivo para rememorar o verbete "Felipão" e sua mais famosa acepção no dicionário! @Cassito_Z comentou.

Uma vitória mundial

Tiago de Melo

"Foi um torneio atípico, com protestos populares e muitos problemas na organização. Mas no campo o Brasil segue sendo o time. Aquele que não pode ter meio metro para jogar, pois não perdoa ninguém". Assim o diário Olé! descreveu o que se passou no Maracanã. E o irreverente veículo argentino não esteve sozinho. Neste domingo, a imprensa mundial se mostrou boquiaberta com a atuação dos comandados de Felipão.

Nos demais países vizinhos o tom foi o mesmo. A manchete do El Observador, do Uruguai, foi "Brasil impõe jogo bonito e vence por 3 a 0", acrescentando que "o Brasil controlou a partida e não deixou a Espanha jogar. A pressão e a força física foram suas principais armas". No Chile, o site La Tercera não teve dúvidas ao decretar: "Brasil humilha a Espanha e conquista a Copa das Confederações".

Neymar foi exaltado mundo afora
(Créditos: Wander Roberto/Vipcomm)

Muito conhecida por sua torcida a favor da seleção nacional, a imprensa espanhola em sua maioria se rendeu à sólida atuação brasileira. O Marca estampou: "Espanha sofreu uma dura derrota na final da Copa das Confederações no Maracanã. O Brasil foi superior desde o começo e aos dois minutos já ganhava com um gol de Fred. Neymar fez o segundo antes do intervalo e Fred liquidou a partida no começo do segundo tempo. Ramos perdeu um pênalti e Piqué foi expulso".

Mas também houve espaço para patriotadas. O As viu no hino cantado a capela uma "estratégia", acreditando que esse foi o primeiro gol da seleção brasileira, falando em 180 mil pessoas cantando o hino, em um despropósito absoluto. O redator da matéria atribui ao hino os gols brasileiros e as falhas espanholas, além de ver ajuda do árbitro, a seu ver, complacente com a violência brasileira. Só houve elogios a Neymar, ainda que recheados de ironia: "entre seus méritos infinitos está fazer com que Fred pareça bom".

Na Inglaterra...

Mas a matéria da BBC londrina viu as coisas de outra maneira, opinando que por duas vezes no primeiro tempo o juiz poderia ter expulsado jogadores espanhóis. Lembrou que o Brasil não perde um jogo em casa por torneios oficiais desde 1975, e não é derrotado pela Espanha em qualquer competição desde a Copa de 1934. E a manchete não deixou dúvidas: "Brasil tem atuação de tirar o fôlego e atropela a Espanha".

Também da Inglaterra, o Guardian foi outro a anotar o fato de que o árbitro deixou de expulsar jogadores espanhóis, e não deixou barato: "inspirado por Neymar, Brasil humilha a Espanha com um 3 a 0 e vence a Copa das Confederações".

Ao fim o que se nota é que o mundo esperava ver novamente o Brasil jogar como um gigante do futebol mundial, e foi às nuvens ao ver que isso aconteceu no Maracanã hoje. Com a exceção da imprensa espanhola, e sua arrogância já conhecida, os jornalistas do mundo todo se maravilharam ao ver a nossa seleção voltar a ser protagonista. Neste domingo a equipe de Felipão deu esperanças não apenas a nós, brasileiros, mas a todos que gostam do bom futebol.

O povo, o tetra, a festa

Alisson Millo

O Maracanã estava lotado... E o clima de festa contagiava cada um dos mais de 70 mil torcedores presentes nas arquibancadas. Em campo, um Brasil entrosado e cheio de esperanças contra a Espanha, temida e tida como a melhor seleção do planeta bola. Mas, o temor foi cada vez mais sumindo, sumindo...

Começou a sumir antes mesmo de o jogo começar. Bem no hino nacional os torcedores davam sinais de sintonia com o time. E o hino, cantado a plenos pulmões pelo público e pelos atletas, parecia feito para assustar qualquer adversário, e mesmo à assustadora Espanha. Sumiu ainda mais quando, com um minuto de jogo, Fred empurrou a bola para o fundo das redes e saiu para a galera, aumentando ainda mais a festa e a sintonia torcedor-seleção.

Nos braços do povo, Brasil festeja
(Créditos: Wander Roberto/Vipcomm)

E todo esse medo que vinha sendo diluído caiu definitivamente por terra quando o camisa 10 Neymar encheu o pé, marcando o segundo gol logo no primeiro tempo. Marcou e, como Fred, também foi comemorar à beira das arquibancadas e explodiu de vez o público que apoiava, incentivava seus jogadores.

Olé... E é campeão!

Veio o segundo tempo e a festa só aumentou. Aos gritos de olé contra a seleção do 'toque de bola', o Brasil continuou a dominar. Fred marcou o terceiro gol, e sacramentou o título. Se o torcedor já festejava a queda dos espanhoís, vibrou bem mais com o tiro de piedade de Sérgio Ramos, que perdeu um pênalti. Se o monstro amedrontador já estava morto, só faltava enterrar. Piqué fez o serviço, ao ser expulso depois de falta em Neymar. Festa completa da torcida, aos gritos de "é campeão!", "olé" e muitos outros.

Depois do jogo a alegria continuou. Paulinho, Fred, Júlio César e Neymar ganharam prêmios individuais, e celebraram com o público no caminho ao palanque. E a festa ficou completa quando a seleção subiu, comanda por Felipão, muito sério, mas ainda assim com um ou outro sorriso ao passar pelo torcedor. Festa completa: conquista, jogo beirando a perfeição e a total satisfação de quem assistia à partida. Se a Espanha é o Brasil da atualidade, o Brasil pareceu ser o Brasil de antigamente. E é isso que faz seu torcedor feliz.