28/01/2016


Revelado pelo Atlético, meia-atacante volta a Minas após nove
anos e tem a missão de comandar o meio-campo do Tricordiano

Vinícius Dias

Em maio de 1994, quando Três Corações sediou um jogo do módulo I do Campeonato Mineiro pela última vez, Junio César Arcanjo tinha 11 anos e ainda nem havia chegado à base do Atlético. No clube alvinegro, o garoto novalimense virou Juninho e, graças ao futebol incisivo, chegou à seleção sub-20, pela qual conquistou um Mundial, e ao Velho Continente. A partir de domingo, entretanto, as trajetórias do meia-atacante e da cidade natal do Rei Pelé estarão lado a lado.


Juninho foi o principal reforço anunciado pelo Atlético Tricordiano, que vai representar Três Corações na elite estadual 22 anos após o descenso do Atlético Clube. "Na última vez em que disputei o Campeonato Mineiro, em 2007, fui campeão pelo Atlético. Depois de nove anos, eu volto bastante entusiasmado", garante o meia-atacante, de 33 anos, ao Blog Toque Di Letra. Fundado em agosto de 2007, o clube alvirrubro garantiu o acesso com o vice-campeonato do módulo II em 2015.

Meia-atacante atuou no Remo em 2015
(Créditos: Clube do Remo/Divulgação)

"Estou vendo o projeto do clube com muita seriedade. O presidente tem dado todo o suporte", afirma Juninho, elogiando as condições de trabalho do CT Bola Preta, em Elói Mendes, onde o Galo fez sua pré-temporada. A estreia no estadual será neste domingo, no Estádio Elias Arbex, em Três Corações, diante do Guarani. "A gente está se preparando bem e espera fazer um bom campeonato, buscar uma vaga na Série D. Como mineiros, vamos tentar comer pelas beiradas", diz.

Duas passagens pelo Atlético

Entre 2002 e 2007, o meia teve duas passagens pelo time profissional do Atlético, com sete gols em 96 partidas. Nesse intervalo, ele chegou a ser emprestado ao Fluminense, onde foi campeão carioca em 2005. "Cheguei (ao tricolor), joguei, fui campeão. Infelizmente, no fim da temporada me machuquei. Eu tinha opção de voltar ao Atlético para fazer o tratamento, mas optei por ficar por lá. Recuperei, voltei (a jogar pelo Fluminense) em 2006 e fiquei até o fim da temporada", recorda.

Juninho, ao lado de Kléber, na seleção
(Créditos: Arquivo Pessoal/Jardel Pereira)

No ano seguinte, Juninho retornou ao Atlético, mas teve poucas chances. "Chegou um momento em que eu decidi conversar com a diretoria e pedir para ir embora". Na sequência, defendeu Nacional, de Portugal, Daegu, da Coreia do Sul, e outros cinco clubes brasileiros antes de chegar ao Remo, na última temporada. "Depois de sete anos tentando sair da Série D, nós conseguimos colocar o Remo na Série C. A gente fica marcado na história do clube", comemora.

As recordações do Mundial

O capítulo-chave da carreira do meia, porém, foi escrito em 2003. Ante a Espanha, de Andrés Iniesta, o Brasil conquistou seu quarto título Mundial sub-20. "Tive com aquela rapaziada toda... Jefferson, Fernandinho, Daniel Alves". Após 13 anos, ele reconhece que traçou caminhos bem diferentes dos ex-companheiros, mas se diz motivado. "Eu poderia estar em outros cenários, ter decolado mais, mas Deus sabe de todas as coisas... O mais importante é que estou fazendo o que mais gosto".

4 comentários:

  1. Frederico máximo28 janeiro, 2016

    bacana d+ a reportagem,bom saber por onda o juninho,lembro dele no galo.parabens pela reportagem

    ResponderExcluir
  2. Olá Vinicius Dias.
    Muito legal relembrar a história do Juninho.
    Sou jornalista e tentei contato com o outro Juninho, Carlos Alberto Carvalho dos Anjos Junior.
    Ele ficou 10 anos no Japão, foi ídolo por lá.
    Sugiro que você faça uma entrevista com ele.
    Abraço!

    ResponderExcluir
  3. Juninho, boa sorte e sucesso nessa nova etapa! Joguei com você por pouco tempo, em 2000 - técnico Rogério. Cheguei até a tirar foto com a turma que em 2000 foi pro Japão no Torneio da Amizade. Estou a procura dessa foto. Você tem ela? Sucesso e boa sorte!

    ResponderExcluir
  4. Que matéria legal, parabéns!

    ResponderExcluir