24/02/2016


Na noite desta quarta-feira, arquibancadas do Independência vão
reunir vários fãs do atacante; 'vale o sacrifício', diz goleiro Victor

Vinícius Dias

Com direito a ingressos esgotados com uma semana de antecedência, o grande reforço alvinegro para a temporada estreia hoje. Robinho vestirá a camisa 7 preto e branca pela primeira vez diante do Independiente Del Valle, do Equador. O confronto começa às 21h45, no Independência. Para milhares de atleticanos, o apito inicial marcará, ainda, o fim da contagem regressiva para ver o craque, de 32 anos, em ação. Os roteiros mesclam viagens, comparações com o ídolo Ronaldinho e, até mesmo, a busca por uma renda extra.


No caso do empresário Vicente Hozanan, de 25 anos, a distância de cerca de 2,4 mil quilômetros entre Paragominas, no sudeste do Pará, e a capital mineira se tornou mero detalhe diante do desejo de acompanhar de perto os primeiros passos de Robinho com a camisa do time do coração. Depois de contar com o apoio de amigos para conseguir um ingresso, o torcedor tem presença garantida nas arquibancadas do caldeirão do Horto na noite desta quarta-feira.

Robinho fará sua estreia nesta noite
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

"Acompanho a maioria dos jogos pela TV. Vou ao estádio cerca de cinco vezes por ano", fala. Membro da Paragogalo, grupo de torcedores que se reúne para acompanhar as partidas na cidade paraense, Vicente acredita que Robinho terá papel diferente do exercido por Ronaldinho Gaúcho no passado. "Penso que Robinho não será a referência que era o Ronaldinho dentro e fora de campo. Mas creio que ele chega ao Atlético mais inteiro fisicamente e mais focado do que o Ronaldinho esteve no último ano de Galo", opina o torcedor.

Mais uma sócia atleticana

A noite de estreia do 'Rei das Pedaladas' marcará o retorno de Francielle Fialho, de 25 anos, ao Independência após quatro meses. Funcionária de uma companhia aérea em São Paulo, a torcedora alvinegra não esconde a empolgação. "Ele é o tipo de contratação que chama a torcida ao campo", diz, antecipando suas expectativas. "Espero que Robinho seja a referência técnica do time, chame a responsabilidade naqueles jogos difíceis. Mais ou menos o que foi Ronaldinho em 2013 e Diego Tardelli em 2014. Desde a saída do Tardelli falta essa referência".

Torcedora acompanha o Atlético em SP
(Créditos: Arquivo Pessoal/Francielle Fialho)

Francielle pontua que planeja aproveitar a vinda a Belo Horizonte para se filiar ao programa de sócios-torcedores do clube do coração. "Depois do anúncio (do acerto de Robinho), me senti no dever de ajudar meu time a ser cada vez mais forte, pois vi o interesse e o esforço da diretoria para ganhar essa Libertadores. Farei o Galo na Veia Prata, amanhã, na minha chegada", destaca. De acordo com dados do Movimento por um Futebol Melhor, o Atlético tem 48 mil sócios atualmente.

Um, dois... vários Robinhos

Um Robinho em campo, dezenas nas arquibancadas. Essa é a expectativa de Júnior Sana, de 33 anos. Sócio de uma empresa de comunicação visual em Itabira, o atleticano incluiu no último ano uma série de máscaras com rostos de personagens ligados ao clube em sua carteira de produtos. "Os que fazem mais sucesso são Lucas Pratto, Luan, Victor, Alexandre Kalil e, agora, Patric e Robinho", assegura. Ao preço de R$ 5, os artigos são comercializados nos arredores do Mineirão e do estádio do Horto nos dias de jogos do Atlético.

Produção de máscaras do camisa 7
(Créditos: Júnior Sana/WS Comunicação)

Para a noite desta quarta-feira, a produção de máscaras com o rosto do novo camisa 7 foi reforçada. "(O resultado) depende do sentimento do torcedor e do momento do time. Esperamos boas vendas, agora, com a Libertadores", explica Sana, que demonstra confiança em uma boa estreia do avante. "O clima na torcida é o melhor possível. A torcida do Atlético é apaixonada e um jogador como o Robinho aumenta a expectativa". Com a mochila nas costas e braços erguidos, ele abrirá os trabalhos no início da noite. E espera sucesso também fora de campo.

'Ele vale qualquer sacrifício'

O clima de expectativa se estende até mesmo a quem estará ao lado de Robinho no gramado. É o caso do goleiro Victor, que, em 2002, quando ainda atuava no Paulista de Jundiaí, assistiu das arquibancadas ao ótimo desempenho do atleta na final do Campeonato Brasileiro. "É um jogador que vale qualquer sacrifício para você poder ver em campo", ratificou em coletiva na última segunda-feira.

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