29/07/2016


Nos bastidores, interlocutores se articulam por aumento de
pelo menos 100% nos valores e fatias devem ser rediscutidas

Vinícius Dias

Antes do arbitral do Campeonato Mineiro de 2017, que deve acontecer no último trimestre deste ano, dirigentes das equipes do módulo I e da FMF devem se sentar à mesa visando à venda dos direitos de transmissão. O contrato firmado no fim de 2011, com validade por cinco temporadas, se encerrou em 2016. Conforme revelaram interlocutores ao Blog Toque Di Letra, o tom nos bastidores é de expectativa por um "salto importante" nas receitas a partir da próxima edição.


O contrato anterior tinha base de R$ 23 milhões anuais - considerando a negociação dos direitos de transmissão em TV aberta e fechada, além de pay-per-viey -, com leve reajuste a cada temporada. Pela configuração, a negociação das placas de publicidade ficava a cargo dos próprios clubes, alavancando as cifras. Com o discurso de que o torneio está valorizado, há nos bastidores uma articulação na busca por aumento dos valores de TV. "Pelo menos 100%", pontuou um dirigente.

Reunião entre clubes na sede da FMF
(Créditos: Site Oficial da FMF/Divulgação)

Na edição passada do Campeonato Mineiro, Atlético e Cruzeiro receberam cotas superiores a R$ 7 milhões, enquanto o América recebeu quase R$ 2 milhões. Cada um dos nove clubes do interior faturou mais de R$ 500 mil pela participação no torneio. O acordo ainda incluía um valor destinado à organizadora do estadual.

Detalhes rediscutidos

A rediscussão do contrato também deve significar ajustes no rateio. Uma alteração provável, por exemplo, é o aumento da fatia a ser destinada ao América. Antes da queda para o módulo II, em 2007, o Coelho chegou a faturar 12,5% do total - na época, metade de cada rival da capital. Neste ano, o clube alviverde ficou com cerca de 8% do montante, menos de um terço do que coube a Atlético e Cruzeiro.

Neste ano, troféu ficou com o Coelho
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

Apesar de haver nos bastidores a expectativa por concorrência, nenhuma emissora apresentou proposta para adquirir os direitos até o momento. Nesse cenário, a Rede Globo, que ainda no primeiro semestre sinalizou o interesse na renovação, é tida como favorita.

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