24/10/2016


Auxiliar pessoal de Telê Santana nas Copas de 1982 e 1986, Renê
exalta começo de trabalho de Tite e recorda a trajetória do pai

Vinícius Dias

O sucesso de Tite nos primeiros jogos à frente da seleção, com 12 gols marcados e apenas um sofrido nas vitórias consecutivas sobre Equador, Colômbia, Bolívia e Venezuela, deixou o Brasil perto de assegurar vaga na próxima Copa do Mundo. Mais do que isso: 35 anos depois, o gaúcho igualou uma marca de Telê Santana, que, em 1981, havia sido o último comandante canarinho a registrar 100% de aproveitamento em seus quatro primeiros confrontos válidos por Eliminatórias.


Na visão de Renê Santana, filho e auxiliar pessoal do treinador mineiro nas Copas de 1982 e 1986, as semelhanças entre as trajetórias ultrapassam os números. "A comparação que se deve fazer é exatamente essa: os dois assumiram a seleção em um momento de necessidade de se impor e apoiados", afirma ao Blog Toque Di Letra. "Se houvesse uma votação popular para definir o treinador, quase todos votariam no Tite. Telê, na época, também teve aceitação geral", acrescenta.

Com Tite, seleção lidera Eliminatórias
(Créditos: Lucas Figueiredo/CBF/Divulgação)

O gaúcho aceitou o convite da CBF em junho, sete meses após conquistar o Campeonato Brasileiro pelo Corinthians. No caso de Telê Santana, a primeira passagem teve início em 1980. A exemplo de Tite, o treinador estava no futebol paulista à época. "Foi o trabalho que ele fez no Palmeiras que o levou à seleção. Ele já havia se destacado no Fluminense, no Atlético e no Grêmio. No Palmeiras, não foi campeão, mas a qualidade do jogo que ele implantou (chamou a atenção)", considera Renê.

Do sexto lugar à liderança

Tite assumiu o cargo antes da 7ª rodada das Eliminatórias, com o Brasil em sexto lugar. Quatro meses depois, em meio à sequência de vitórias, a equipe chegou à liderança. "Foi uma conquista própria, uma conquista do Tite, o fato de o trabalho dele tê-lo levado à seleção, e não sua imagem como futebolista", pontua o filho de Telê, tecendo elogios ao treinador. "Mudou completamente o ambiente, a credibilidade retornou. Além da qualidade individual dos jogadores, agora existe um conjunto funcionando".

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