31/01/2017

O que esperar do novo Cruzeiro?

Douglas Zimmer*

Salve, China Azul!

Até que, enfim, o Cruzeiro voltou. Apesar de 2016 não ter sido um grande ano, já estava com saudades de ver o maior de Minas em campo. Curioso para saber como a equipe se comportaria depois de uma pré-temporada inteira de preparação e também para saber quem e como eu começaria o ano cornetando. Brincadeirinha!


Embora seja apenas o início do ano, é bom que o time tenha o encaixe o mais rápido possível. Nesta quarta-feira, já teremos o primeiro clássico da temporada e, certamente, por se tratar de um jogo bastante diferente dos demais, espero que tenhamos uma boa atuação brindada com vitória. Mas será que temos aquilo que é preciso para, desde o começo do calendário, brigar por títulos em 2017?

Ariel e Robinho: protagonistas na estreia
(Créditos: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)

Baseando-me no que vi diante do Vila Nova, temos uma base muito mais forte e um time mais equilibrado do que nos últimos dois anos. Gostei da atuação do estreante Diogo Barbosa. Embora não tenha sido exuberante, mostrou capacidade no apoio e deverá ser boa alternativa para propor o jogo. Creio que a volância precise ser reforçada, justamente pela vocação ofensiva dos laterais. Com Henrique e Ariel Cabral, a cobertura me parece prejudicada. Apesar do gol, o argentino às vezes se perde no momento de recompor, ficando muito perto de Henrique. Testaria Romero nessa vaga, dando também maior liberdade aos meias.

Da reação à proposição de jogo

Quando pôs a bola no chão, o Cruzeiro teve facilidade para chegar à área adversária. Com jogadas agudas, Alisson bem aberto pelo lado esquerdo e apoio constante dos laterais, Arrascaeta e Sóbis ficaram várias vezes em condições de finalizar. É algo a se observar, porque me pareceu que esse Cruzeiro de Mano terá como objetivo propor o jogo, em vez de somente reagir ao jogo do adversário. O problema é que, por várias vezes, ainda ocorreram ligações diretas. E, quando a bola é esticada, as chances de a jogada fluir diminuem. Temos qualidade mais que suficiente para jogar um futebol de toques rápidos e menos bolas rifadas.

Thiago Neves e Henrique: peças-chave
(Créditos: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)

Quando o principal reforço estrear, sobretudo. Thiago Neves vai agregar muita qualidade. Mano Menezes terá que quebrar a cabeça para montar o meio-campo sem tirar velocidade do ataque. Quando Ábila e Sóbis atuam juntos, por exemplo, um acaba tirando o espaço do outro. Normalmente, Wanchope sai da área para procurar o jogo, enquanto Sóbis desaparece. Escalaria Robinho e Thiago Neves no meio ofensivo, com Arrascaeta como atacante de mobilidade, na vaga de Alisson, e Rafael Sóbis ou Ábila como referência. Teríamos meio compacto, ataque municiado frequentemente e contando com a chegada dos meias.

Time de quantidade e qualidade

Cada jogo tem suas peculiaridades, obviamente, e é ótimo termos a maior quantidade possível de opções de qualidade no banco de reservas. É nesse ponto que tenho certeza de que estamos muito à frente dos últimos dois anos. Temos peças muito interessantes para ajudar o treinador a variar a formação, mudar a formatação da equipe, correr atrás de resultado quando preciso e segurar a onda quando o jogo estiver complicado.

E você, amigo leitor? Quais as suas primeiras impressões e as expectativas para o decorrer da temporada?

*Gaúcho, apaixonado pelo Cruzeiro desde junho de 1986.
@pqnofx, dono da camisa 10 da seção Fala, Cruzeirense!

5 comentários:

  1. O problema que eu julgo principal, é a insegurança dos nossos volantes Ariel e Henrique... Dá até medo!!!! Temos um ótimo goleiro, o Fábio, que, quer queiram ou não, um goleiraço. Temos um bom goleiro, o Rafael. Defesa ainda vai se organizar, mas a proteção da zaga está mal!

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  2. Só não concordo com Abila e Sóbis sendo referencia no ataque. Os dois são muito pesados e há algum tempo que estão matando os ataques do cruzeiro. Não escalaria eles

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  3. Henrique joga com muita raça, amor e vontade, mas tem errado passes infantis no meio de campo. Ano passado foi assim e no primeiro jogo do ano, já contei pelo menos três lances perigosíssimos que ele, com a bola dominada, acabou por perdê-la, dando um contra-ataque ao adversário.

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  4. Apesar de ser ainda cêdo para qualquer julgamento, confesso que nao gostei do rendimento do cruzeiro na estreia do Mineiro. Vi um time que chegava facil na intermediaria do adversario e depois nao conseguia entrar na area do adversario. Apesar da diferencia tecnica, nao conseguimos finaliza, alias o goleiro adversario trabalhos muito pouco. Ja a nossa defeza foi bastante pressionada e se o Vila tivesse mais competencia o resultado deste jogo poderia ser amargo.

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  5. Eu penso que abila deveria ser nosso centro avante. É a cara dele e o cara é matador. E temos jogadores no meio para servi-lo.

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