Ainda em ritmo lento

Apenas 12 pontos em 27. Após cinco rodadas, a participação dos times belorizontinos no Campeonato Brasileiro segue discreta. Com um duelo a menos, o Atlético venceu pela primeira vez neste domingo, e tem quatro pontos conquistados, na 16ª posição. Com as atenções voltadas para a Libertadores, o Galo soma 33,3% de aproveitamento no torneio, liderado pelo Coritiba, único invicto.

No time azul, nem os oito pontos somados e a quinta posição provisória satisfazem. Depois de superar o Goiás, na estreia, e tropeçar diante de Atlético Paranaense e Botafogo, a equipe somou quatro pontos em Sete Lagoas, frente Corinthians e Internacional. Apesar dos bons momentos, não atingiu a meta traçada por Marcelo Oliveira. "Teríamos que alcançar um aproveitamento mínimo de 65%, mas não conseguimos", assegurou o treinador celeste.

Trio de seleção

A boa campanha do Atlético, campeão estadual e semi-finalista da Copa Libertadores, valeu três convocados para a Copa das Confederações. O último selecionado, Jô, se apresentou ao técnico Felipão na sexta-feira, surpreso e dizendo ter realizado um velho sonho. "Estou muito feliz. Não esperava essa convocação", disse o atacante, que se juntou a Réver e Bernard.

Joias campeãs

Titulares na Seleção Brasileira sub-20, os cruzeirenses Wallace e Vinícius Araújo festejaram a conquista do Torneio de Toulon, no último sábado. Enquanto o zagueiro liderou a defesa menos vazada da competição, com somente dois gols sofridos, o camisa 9 foi o artilheiro - com três gols anotados em cinco partidas. Antes, Araújo havia marcado três vezes em três amistosos.

Em ascensão

Mesmo no banco de reservas, Élber tem, cada vez mais, conquistado a confiança de Marcelo Oliveira e ganhado espaço na disputa com Éverton Ribeiro e Diego Souza. Após ser decisivo no triunfo contra o Corinthians, na quarta-feira, o meia-atacante voltou a ter boa atuação no sábado. A promessa estrelada marcou o primeiro gol do empate, por 2 a 2, com o Inter, em Sete Lagoas.

É hora de guerra...

Gaaalooo! Saudações, massa!

O que falar daquele lance? Pênalti! Em um segundo, o tempo parou para nós, torcedores atleticanos. Por um instante, milhões de dúvidas vieram em cima de nossas expectativas, de nossos sonhos. No calor do lance, não havia qualquer reação. Enquanto uns choravam, a maioria ficou em choque. Um profundo silêncio tomou conta das arquibancadas da Arena Independência.

Silêncio... Logo ele, que nunca foi dono do Horto, surgiu nas quartas de final, na bola decisiva. Calando a boca do atleticano que estava até na China. O mundo alvinegro parou e quando tudo indicava para um gol do "adeus", alguém protegeu o Galo. Protegeu tudo o que foi construído. E protegeu todos vocês. O nosso grande sonho, conquistar a América, foi mantido.

Esse protetor tem nome: Victor. O goleiro que tem, e teve a alma para vencer. Alma para jogar a bola para fora com tanta exatidão. Para fazer aquela defesa. Para incendiar os quietos. Ele salvou! E o Atlético está a caminho das semi-finais da Libertadores. Porém, de novo, ainda não é o fim... Como nem poderia ser. Nada está perdido, assim como nada está ganho. 

Faltam quatro batalhas para que conquistemos a guerra. Apenas os que chegarem ao topo serão lembrados na história. E quanto a merecer este título, ah, já merecemos, não acha? Mas, precisamos ir lá, carimbar. E o Atlético viu que não será tão fácil, assim. Naquela quinta, tivemos uma noite de milagre, e de Libertadores. A folia e a festa ficam para depois. Agora é guerra!

Se miran y se tocan

Uma grande diversidade de fórmulas marca os campeonatos nacionais sul-americanos. Mas a maior parte deles vem vivendo algo em comum. Os meses de maio e junho são momentos de definição para as ligas nacionais que seguem o calendário europeu - ou seja: todos, com exceção de Brasil, Peru e Equador, que têm um campeão conhecido no fim do ano.

Dos sete países restantes, em quatro já se conhece o campeão. Na última terça-feira, o Peñarol bateu o Defensor por 3 a 1 e se sagrou campeão da temporada uruguaia de 2012/2013. Os três gols foram marcados por Pacheco, que se consolidou como ídolo histórico do clube aurinegro, tendo participado das oito conquistas que o Manya conseguiu nos últimos 20 anos.

No Chile, a Unión Española saiu como campeã após uma última rodada dramática. O Bolívar levantou a taça no país governado por Evo Morales, enquanto o Anzoategui foi o campeão da liga venezuelana.

No Paraguai falta muito pouco para que o campeão seja conhecido. O Nacional tem 13 ponto de vantagem sobre o Guarani a apenas cinco rodadas do fim, o que faz com que o título dos tricolores seja mera questão de tempo. Uma vitória sobre o General Díaz na próxima rodada garantirá matematicamente a conquista da Academia.

Seguem indefinidas aquelas que são as duas mais interessantes ligas nacionais da América do Sul de fala espanhola. Na Colômbia começará a fase final, com as oito melhores equipes da temporada regular: Santa Fé, Nacional, Itagui, Deportivo Cali, Tolima, Millonarios, Deportivo Cali e Pasto.

Na Argentina também há incertezas de sobra quanto ao possível campeão. A três rodadas do fim, o Newell’s lidera com 32 pontos, seguido por Lanús e River Plate com 29. San Lorenzo e Godoy Cruz, com 27, ainda sonham, caso os rivais tenham uma série de tropeços.

As últimas atuações do Lanús indicam que a equipe do sul de Buenos Aires perdeu o fôlego na reta final do torneio. O que deixa o River Plate como postulante principal ao título, caso o favoritíssimo Newell’s perca pontos nas últimas partidas.

Mas o grande tema do momento no futebol argentino está na parte debaixo da tabela. Se a temporada terminasse hoje, o multicampeão Independiente estaria condenado ao rebaixamento pela primeira vez em sua gloriosa história. O Rojo precisa tirar cinco pontos de desvantagem em relação ao Argentinos Jrs., ou vencer todas as partidas restantes e torcer para que o Quilmes não consiga fazer três pontos nas últimas três rodadas. Uma situação dificílima, que, caso concretizada, deixaria apenas Arsenal e Boca Juniors como as únicas equipes argentinas a não conhecerem o dissabor do rebaixamento.

Será que ele é?

Salve, China Azul!

De todo o atual elenco do Cruzeiro não há jogador mais contestado e criticado que Leandro Guerreiro. Isso é fato. Apesar de alguns outros caras receberem uma "cornetada" aqui e outra acolá, o camisa 55 vive às turras com a torcida, e isso já está deixando o clima quase que insustentável para ele. Mas será que Leandro Guerreiro é mesmo o culpado por seus erros?

Em primeiro lugar, eu não estou aqui pra defender jogador A ou B. Só que eu tenho visto alguns jogos de outros times que não os do Cruzeiro e em quase todas as situações o volante é o menos querido pelos seus respectivos torcedores. Claro que existem exceções, como os casos do Paulinho e do Ralf que, para falar a verdade, estão jogando em alto nível e ainda têm uma vocação um pouco menos defensiva que os clássicos cabeças de área.

O que vem acontecendo com o Cruzeiro, em especial, acredito que possa ser atrelado não somente às deficiências do jogador, mas também à sobrecarga que ele acaba sofrendo em função do ambiente do jogo. Nilton, seu companheiro na volância, é um dos destaques da temporada, mas tem o "plus" de ter mais liberdade para atacar. Seus gols meio que inibem uma hipotética atuação fraca na defesa. Nas laterais estamos passando por uma espécie de momento de transição, onde Ceará vem se poupando e segurando mais a marcação enquanto Egídio flutua entre a ala e a ponta esquerda.

Os meias, então, estão bem distantes dos volantes e dificilmente são visto combatendo o ataque adversário. Dependendo do time a ser enfrentado, a frente da área do Cruzeiro fica congestionada e a impressão que tenho é que um jogador do outro time vai aparecer sozinho a qualquer momento.

Excetuando os erros individuais de Leandro Guerreiro, o que eu vejo é um time que ainda sofre mais do que deveria para marcar uma equipe que jogue no campo do Cruzeiro. Foi assim contra o Atlético e foi assim contra o Botafogo. Nos demais jogos, Marcelo Oliveira sempre conseguiu impor o ritmo que quis aos jogadores e os problemas defensivos foram bem menos perceptíveis.  

É por essas e por outras que eu não sei se a simples troca de peça pode fazer o efeito que esperamos.  

Força, Cruzeiro!