Em exclusiva ao Blog Toque Di Letra, ex-presidente comenta
boa fase do clube, mandato no Senado e não descarta retorno

Vinícius Dias

Durante quatro mandatos - entre 1995 e 2002 e de 2009 a 2011 -, Zezé Perrella conquistou 17 títulos à frente do Cruzeiro. Os últimos 32 meses, porém, marcaram o distanciamento do dia a dia do clube. "Fiz essa opção quando fui para o Senado, eu queria fazer um mandato de acordo com as expectativas dos mineiros". De Brasília, o ex-presidente tem aprovado o trabalho de Gilvan de Pinho Tavares, que assumiu em 2012, depois de ter seu apoio nas eleições de 2011. "Deixei o Cruzeiro em boas mãos", afirma ao Blog Toque Di Letra.


Pela primeira vez desde que deixou o comando, contudo, Zezé hesita em descartar a possibilidade de retornar ao cargo. "Tenho mais quatro anos e meio como senador. No futuro, pode ser que eu volte". Perguntado sobre as eleições do clube, que acontecem em outubro, garante apoio ao velho aliado. "No momento, eu acho que o melhor candidato para o Cruzeiro é o próprio Gilvan, que está indo bem", pontua Perrella, dizendo ser do grupo político do atual presidente.

Perrella: mandato até 2018 no Senado
(Créditos: José Cruz/Agência Senado)

A avaliação de Zezé Perrella é balizada, em especial, pelo longo período de convívio com o atual mandatário, que, além de vice-presidente, foi diretor-jurídico do clube azul estrelado durante sua gestão. "Gilvan é um homem que tem uma história junto ao clube e é apaixonado por futebol, o que é mais importante. Eu esperava isso e fico muito orgulhoso de ter indicado uma pessoa que está tendo sucesso", observa.

Cruzeiro rumo ao tetra

Desde que assumiu a presidência da Raposa, Gilvan de Pinho Tavares fez poucas mudanças nos bastidores. A maior novidade foi a troca de Dimas Fonseca por Alexandre Mattos na diretoria de futebol, ainda em 2012. Em campo, o dirigente tem alcançado resultados positivos. Confiante, Perrella acredita em uma nova conquista ao fim desta temporada. "O Cruzeiro vai ser campeão brasileiro neste ano, tenho certeza disso, graças ao trabalho que ele (Gilvan) vem fazendo".

Zezé: 17 títulos à frente do Cruzeiro
(Créditos: Washington Alves/Vipcomm)

Na opinião do senador, um dos pontos-chave para o bom momento foi o aumento na arrecadação do clube celeste. "Na minha época, tínhamos um contrato de R$ 20 milhões com a Globo. Esse contrato, hoje, é de R$ 60 milhões", analisa. "Tivemos o período em que o Mineirão ficou fechado. Em Sete Lagoas, as rendas praticamente não existiam. E um ano antes disso, havíamos lançado o sócio-torcedor e chegamos a ter 17 mil sócios. Com o advento do Mineirão novo, o clube alcançou, hoje, mais de 60 mil sócios", completa Zezé.

SAUDADES - Ver o Mineirão cheio em dias de grandes duelos. Para o ex-presidente, sinônimo de ótimas lembranças. "A torcida do Cruzeiro é uma coisa fantástica... Se eu tenho, hoje, saudade de alguma coisa de futebol, é dessa torcida apaixonada, a quem devo muito, inclusive minha projeção política", afirma o senador mineiro. "Hoje, o Cruzeiro é referência no Brasil, graças à sua torcida".

A fase positiva da Raposa, prestes a confirmar participação em mais uma edição da Copa Libertadores, possibilita a Zezé Perrella sonhar com voos mais altos. "Nós já temos quatro Copas do Brasil e vamos para o quarto Campeonato Brasileiro, que tenho certeza de que o Cruzeiro vai ganhar, mas ainda falta o Mundial, o único título que o clube não possui", diz. "É o sonho de todo cruzeirense".

No Galo, rumo à seleção!

Ricardo Diniz

Quando a seleção brasileira adentrar o gramado para os amistosos contra Colômbia e Equador, nos dias 05 e 07 deste mês, o Atlético estará, mais uma vez, representado. O atacante Diego Tardelli será o terceiro atleta do clube a vestir a amarelinha na temporada. Antes dele, o goleiro Victor e o atacante Jô estiveram entre os 23 que disputaram a Copa de 2014. Com isso, o Galo vem mantendo, há anos, a tradição de jogadores convocados para a seleção pentacampeã.


Diego Tardelli volta a ser chamado, justamente, pelo técnico que lhe deu a primeira chance na seleção. Nos últimos dois anos, o Atlético cedeu nada mais, nada menos que oito jogadores para a seleção. Além desses três já citados, também foram lembrados os zagueiros Réver e Leonardo Silva, o lateral-direito Marcos Rocha e os meias Ronaldinho Gaúcho e Bernard, que disputou a Copa das Confederações de 2013, logo antes de se transferir para o Shakhtar, da Ucrânia.

Diego Tardelli: a serviço da amarelinha
(Créditos: Rafael Ribeiro/CBF/Divulgação)

No passado, vários jogadores do clube disputaram Copas do Mundo. Em 1970, o artilheiro Dadá Maravilha foi lembrado por Zagallo. Oito anos mais tarde, outro goleador: Reinaldo. Para o Mundial de 82, três jogadores do time foram chamados: o zagueiro Luizinho, o volante Toninho Cerezo e o ponta Éder Aleixo. Em 86, Edivaldo e Elzo representaram a equipe. Depois de 12 anos, o Atlético voltaria a ter um convocado em 1998: Taffarel. Em 2002, foi a vez de Gilberto Silva.

Histórico verde e amarelo

A lista de selecionáveis (e ex-selecionáveis) do atual elenco alvinegro ainda conta com os nomes do volante Josué, que disputou a Copa do Mundo de 2010, e do atacante André. Ambos, contudo, foram convocados antes de chegarem ao Atlético.

Dia do fico: Éverton Ribeiro

Vinícius Dias

Craque do Brasileiro de 2013, o meia Éverton Ribeiro, de 25 anos, seguirá na Toca da Raposa II pelo menos até dezembro. "O presidente (Gilvan de Pinho Tavares) pensa que, após a (convocação para a) seleção, ele vai se valorizar e fez a promessa para a torcida de que não venderia o jogador agora", explicou o representante do camisa 17, Róbson Ferreira, ao Blog Toque Di Letra.

Proposta da França

Com essa justificativa, Gilvan rejeitou proposta do Monaco, da França, no valor de € 10 milhões. "A parte do jogador já estava fechada", antecipou. Éverton tem vínculo com o time celeste até dezembro de 2016. A Raposa detém 60% de seus direitos econômicos. Os outros 40% estão divididos entre a RF Sports, de Róbson, e um investidor.


Time francês fará nova reunião nesta tarde e pode aumentar
valor ofertado ao Cruzeiro; clube pede € 10 milhões por 60%

Vinícius Dias*

Mesmo depois de o Cruzeiro ter recusado a oferta inicial, no valor de € 10 milhões - incluindo € 1 milhão como bônus - o Monaco, da França, segue interessado na contratação do meia Éverton Ribeiro, que se apresentou à seleção brasileira pela manhã. "Veja bem, o Cruzeiro quer € 10 milhões na parte dele (60% dos direitos)", afirmou o empresário do jogador, Róbson Ferreira, ao Blog Toque Di Letra.

Éverton Ribeiro: na mira dos franceses
(Créditos: Washington Alves/Light Press/Textual)

Após nova reunião, o time francês pode apresentar, ainda nesta segunda, uma contraproposta à Raposa. "Nós estamos fazendo uma reunião com o representante do clube na Europa e vamos ver como vai ser", observou o empresário. Segundo ele, a venda será concluída caso a oferta atinja € 10 milhões por 60% dos direitos. Os outros 40% estão divididos entre a RF Sports, de Róbson, e um investidor.

Oferta rejeitada

Até o momento, o clube mineiro não foi comunicado sobre a possibilidade de receber a nova oferta e, por isso, vê a negociação como encerrada. "O valor que foi apresentado não interessou ao presidente. Foi a única coisa que ele me falou", disse o diretor de comunicação, Guilherme Mendes, ao Blog Toque Di Letra.

*Atualizada às 16h08