Nós queremos o penta...

Douglas Zimmer

Salve, China Azul!

Fui a Porto Alegre na última quinta-feira para presenciar uma das partidas mais importantes do Cruzeiro na caminhada que culminou na conquista do Campeonato Brasileiro de 2014, confirmada no domingo, diante do Goiás. Quando digo que a vitória contra o Grêmio foi uma das mais importantes atuações da equipe azul estrelada no campeonato, eu me refiro ao estado emocional e físico do time.


Todos sabem muito bem que os 38 jogos que cada equipe faz durante o torneio têm o mesmo valor quantitativo. Agora, qualitativamente falando, alguns acabam sendo mais importantes. Vencer o tricolor gaúcho em seus domínios é sempre muito difícil, ainda mais do modo como foi. Com o time local lutando pelo G4 e com o Cruzeiro dividindo coração e razão entre o Brasileiro e a Copa do Brasil, tendo que substituir dois jogadores ainda na etapa inicial e com o placar adverso desde os 12 minutos. A virada foi, de fato, sensacional.

Abraços e sorrisos: o ritual de um tetra
(Créditos: Washington Alves/Light Press/Textual)

Eu fico aqui imaginando o que o Marcelo Oliveira fala para os jogadores no intervalo. Ante o Santos, foi a mesma coisa. Depois de uma primeira etapa sonolenta, a Raposa voltou para o gramado com vontade e levou os três pontos. Quinta, contra os gaúchos, cena repetida. E você me pergunta se isso pode influenciar na decisão desta quarta diante do Atlético pela Copa do Brasil? Creio que sim.

Foco e fé: receita celeste

Vi dois times completamente diferentes em campo. Espero voltar a ver, na quarta-feira, no Mineirão, o do segundo tempo. Contudo, espero também que o Cruzeiro não repita os vários erros que cometeu diante do Grêmio. Foram muitos passes errados e várias saídas de bola equivocadas, que se não fossem a ineficiência gremista e a bela atuação de Fábio, poderiam ter mudado o resultado. Se o time entrar ligado, focado e com a gana que já foi demonstrada, reverter essa situação adversa em que nos metemos será, sim, possível.

Marcelo Oliveira: o comandante no topo
(Créditos: Washington Alves/Light Press/Textual)

Começaremos a partida em desvantagem, é verdade. Mas entraremos em campo com a certeza de que também temos uma equipe que já conseguiu reverter situações complicadas e que tem totais condições de se superar. Resta a nós aguardar e torcer para que Marcelo Oliveira consiga dar mais um choque no grupo e buscar o título que seria a coroação, literalmente, desse belíssimo trabalho.

Força, Cruzeiro!

Vencer, vencer, vencer...

Ricardo Diniz

Vontade, fé e confiança, lado a lado. A quarta é de decisão. E também de fazer valer o bordão consagrado nos últimos meses: "caiu no Mineirão, é campeão". No primeiro jogo, ao lado do torcedor, que foi bem mais que o 12º jogador, vitória por 2 a 0. Agora é hora de superação. De registrar o dia 26 de novembro na história alvinegra, ao lado de 25 de março, dia do aniversário do Galo, de 19 de dezembro, dia do título de 1971, e de 25 de julho, data em que o pênalti cobrado por Giménez explodiu no travessão, colorindo a América de preto e branco.


Agora, os heróis atleticanos, sejam eles repetidos ou novatos, terão nas mãos a chance de escreverem um novo capítulo da centenária história do clube. É hora de o Atlético retomar o caminho de títulos nacionais, trilhado com êxito pela última vez em 1971, quando a equipe comandada por Telê Santana conquistou o Campeonato Brasileiro. É hora de se juntar a Dadá Maravilha, Reinaldo e João Leite.

Dátolo e Luan: heróis do primeiro jogo
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

Neste ano, o Galo já comemorou o título da Recopa Sul-Americana. Mas a inédita Copa do Brasil é um sonho antigo que a massa não esconde. Pela campanha, com vitórias heroicas e quase inacreditáveis ante Corinthians e Flamengo, dois dos principais rivais históricos, e pelo adversário da final, o arquirrival Cruzeiro, no Mineirão. Cenário que tornaria uma conquista ainda mais especial.

De 'São Victor' a Tardelli

É noite de fazer valer a santidade de Victor. As cobranças de laterais de Marcos Rocha. A segurança de Leonardo Silva e Jemerson. O bom futebol de Douglas Santos. A raça de Leandro Donizete e de Pierre. A precisão de Dátolo, o Jesús alvinegro. A agitação de Luan, 'Menino Maluquinho'. O faro de gol de Carlos. E, especialmente, a habilidade de Diego Tardelli, titular da seleção brasileira.

É dia de final de Copa.
É dia de vencer, vencer, vencer!

Brasileirão: terra de gringos

Tiago de Melo

Não é de hoje que o tema "estrangeiros no futebol brasileiro" é fonte de debates. Nosso futebol conta, há décadas, com muitos atletas vindos de outros países. Desde os primeiros anos do profissionalismo, jogadores de países vizinhos marcaram presença por estes campos. Alguns trouxeram contribuições significativas, outros nem tanto. E muitos foram fiascos por aqui, o que origina e alimenta o debate, que se acirrou após o fracasso de Ricardo Gareca no Palmeiras e o fato do substituto, Dorival Júnior, ter de lidar com um elenco repleto de "gringos".


Seja pelo ângulo da observação ou da estatística, é evidente que há uma elite de jogadores estrangeiros que torna inquestionável sua presença no Brasil. Barcos e Marcelo Moreno estão entre os goleadores do Brasileirão. Conca e D'Alessandro, entre os que mais deram assistências na Série A. Valdívia é protagonista da recuperação do Palmeiras; Dátolo, da trajetória memorável do Atlético na Copa do Brasil. Guerrero é, talvez, o maior ídolo do atual Corinthians. Parece impossível que se discorde que se trata de jogadores que ajudaram, e muito, a aumentar o nível técnico. Aceitemos o fato de que, sem esses gringos, o Brasileirão seria um torneio inferior ao que vemos a cada semana.

Dátolo: símbolo da boa fase do Atlético
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

Há, por outro lado, os fracassos evidentes. Muitos, frutos de observação deficiente. Eguren é o típico exemplo: jamais foi um atleta de ponta, e foi contratado pelo Palmeiras em fase declinante, como no caso de Victorino. Ainda no alviverde há Mouche, jogador que nunca conseguiu se firmar no Boca Juniors e, por motivos inexplicáveis, foi uma aposta do conterrâneo Gareca. Nestes casos há pouco o que discutir: houve erro de avaliação. O que, por sinal, não é exclusividade estrangeira: quantos brasileiros foram anunciados por clubes daqui e fracassaram de modo previsível? Quem diz, por exemplo, que André foi uma boa aposta do Atlético? Leandro Damião valia o que o Santos pagou?

Entre sucesso e fracasso

Talvez a grande polêmica esteja nos atletas que se situam entre os dois pólos citados. Nem são protagonistas de sucesso, nem são retumbantes fracassos. Mas os jogadores que mostram condição de atuar no país sem serem destaques. Jogadores Ángel Romero, do Corinthians, Samúdio, do Cruzeiro, e o flamenguista Héctor Canteros, entre tantos outros. Na visão de muitos, são apenas estrangeiros "roubando" o espaço de profissionais locais. Será?

Samúdio: sotaque paraguaio no Cruzeiro
(Créditos: Washington Alves/Light Press/Textual)

Primeiramente, a ideia de que estrangeiros só deveriam jogar aqui quando puderem ser protagonistas deve ser reavaliada. A cada fim de semana, os canais esportivos exibem jogos de times europeus que entram em campo repletos de estrangeiros. Se alguns estão entre os melhores das equipes, outros compõem os elencos de modo decente. O que vale para brasileiros como Felipe Luís, Luiz Gustavo, Fernandinho, William e Maicon. Afinal, qual deles sobreviveria à lógica de "só podemos ter estrangeiros se eles forem protagonistas"?

Gringos: bons e baratos?

Há algo mais a ser levado em conta nessa discussão. O mercado brasileiro está inflacionado, e jogadores comuns têm salários estratosféricos. Sendo assim, os dirigentes locais recorrem a atletas estrangeiros que, ainda que estejam no mesmo nível dos que atuam aqui, são mais baratos. Hoje, o futebol nacional paga melhor que os times dos países vizinhos. Clubes médios daqui contratam jogadores de equipes de destaque na Argentina, Uruguai, Chile e Colômbia. Por que, então, apostar em um equivalente do Brasil, pagando mais?

Dario Conca: o maestro do Fluminense
(Créditos: Nelson Perez/Flickr/Fluminense F.C.)

Ao fim, é provável que a grande questão envolvida no grande número de jogadores estrangeiros no país seja bem mais ligada ao nosso futebol do que a esses atletas. Nossos clubes estão com mais dinheiro nas mãos do que nunca. O que tornou o nosso mercado inflacionado a ponto de pagar salários europeus a jogadores que mal podem disputar a Série A. Para os cartolas, trazer atletas equivalentes de países vizinhos a custo mais baixo é uma solução viável. 

Quem pode culpá-los?

Dia 26: batalha por ingressos

Vinícius Dias

A venda de ingressos do setor Premium do Mineirão para o clássico entre Cruzeiro e Atlético, no dia 26, começa hoje, às 18h. Serão disponibilizados 487 bilhetes por meio do site Mineirão Premium, sendo 200 de cadeiras vip superior, ao preço de R$ 800, e 287 de cadeiras vip, ao preço de R$ 750. Os 98 camarotes do estádio (de 20 lugares), ao preço de R$ 16 mil cada, estão quase esgotados.


Conforme o Blog Toque Di Letra noticiou, os 4.795 bilhetes de cadeiras especiais (leste e oeste) estão à venda por meio do site oficial do Cruzeiro ao preço de R$ 700. Sócios da categoria Cruzeiro Sempre podem adquirir dois bilhetes, ambos com 30% de desconto.

Torcida do Atlético

Os ingressos para os torcedores do Atlético, que ficarão no setor roxo do estádio, devem ser vendidos a partir da próxima segunda-feira, dia 24, ao preço de R$ 1 mil. 40% da carga destinada à torcida alvinegra será meia-entrada, custando R$ 500.