Como no último ano, Tite aparece entre os quatro primeiros; Jair
Ventura lidera, enquanto o ex-americano Sérgio Vieira é lanterna

Vinícius Dias

A cinco rodadas do fim do Campeonato Brasileiro, Palmeiras - na liderança desde agosto e com 85,8% de chances de ser campeão, de acordo com o Departamento de Matemática da UFMG -, Flamengo, Santos e Atlético/MG protagonizam a briga pelo título. Enquanto isso, na parte de baixo, pelo menos oito equipes lutam para fugir do rebaixamento. Mas, afinal, como estaria a classificação se a disputa, em vez de clubes, levasse em conta o desempenho dos treinadores?


Em 33 rodadas, foram consumadas 22 trocas de técnico e, com isso, 45 profissionais passaram pelo banco de reservas das 20 equipes. Apenas cinco participantes - Palmeiras, Santos, Atlético/PR, Fluminense e Ponte Preta - não se renderam ao vai e vem no decorrer do Campeonato Brasileiro. Na contramão, clubes como Corinthians, Figueirense e América tiveram quatro comandantes desde a rodada inicial.

Cuca é vice-líder na disputa de técnicos
(Créditos: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação)

Diante desse cenário, o Blog Toque Di Letra fez um levantamento para medir o aproveitamento dos 35 treinadores que ficaram pelo menos cinco vezes à beira do campo - ou seja, desconsiderando os dez profissionais com quatro ou menos jogos. Os resultados foram divididos em quatro faixas: as extremas G4 e Z4, reunindo os quatro melhores e os quatro piores, e duas intermediárias, tomando a média geral - 41,7% de aproveitamento - como linha de corte.

Melhores aproveitamentos:

Jair Ventura (Botafogo) - 15 jogos - 75,6%
Cuca (Palmeiras) - 33 jogos - 67,7%
Zé Ricardo (Flamengo) - 30 jogos - 64,4%
Tite (Corinthians) - 7 jogos - 61,9%

Acima da média:

Dorival Júnior (Santos) - 33 jogos - 61,6%
Marcelo Oliveira (Atlético/MG) - 32 jogos - 59,4%
Renato Gaúcho (Grêmio) - 7 jogos - 57,1%
Cristóvão Borges (Corinthians) - 18 jogos - 51,9%
Paulo Autuori (Atlético/PR) - 33 jogos - 51,5%
Mano Menezes (Cruzeiro) - 17 jogos - 51%
Guto Ferreira (Chapecoense) - 10 jogos - 50%
Roger Machado (Grêmio) - 25 jogos - 49,3%
Levir Culpi (Fluminense) - 33 jogos - 48,5%
Paulo César Carpegiani (Coritiba) - 15 jogos - 46,7%
Eduardo Baptista (Ponte Preta) - 33 jogos - 45,5%
Edgardo Bauza (São Paulo) - 18 jogos - 42,6%
Caio Júnior (Chapecoense) - 42,4%

Abaixo da média:

Argel (Internacional, Figueirense e Vitória) - 29 jogos - 41,4%
Oswaldo de Oliveira (Sport e Corinthians) - 33 jogos - 39,4%
Tuca Guimarães (Figueirense) - 6 jogos - 38,9%
Ricardo Gomes (Botafogo e São Paulo) - 31 jogos - 38,7%
Celso Roth (Internacional) - 14 jogos - 38,1%
Vagner Mancini (Vitória) - 24 jogos - 36,1%
Pachequinho (Coritiba) - 13 jogos - 35,9%
Vinícius Eutrópio (Figueirense) - 14 jogos - 35,7%
Enderson Moreira (América) - 18 jogos - 35,2%
Paulo Bento (Cruzeiro) - 15 jogos - 33,3%
Milton Mendes (Santa Cruz) - 19 jogos - 31,6%
Fábio Carille (Corinthians) - 5 jogos - 26,7%
Gilson Kleina (Coritiba) - 5 jogos - 26,7%
Marquinhos Santos (Figueirense) - 7 jogos - 23,8%

Piores aproveitamentos:

Givanildo Oliveira (América) - 5 jogos - 13,3%
Falcão (Internacional) - 5 jogos - 13,3%
Doriva (Santa Cruz) - 11 jogos - 12,1%
Sérgio Vieira (América) - 9 jogos - 11,1%


Em exclusiva ao Blog Toque Di Letra, treinador mineiro comenta
segredos que culminaram no terceiro acesso à Série B em 11 anos

Vinícius Dias

Substituto de Julinho Camargo, Ney da Matta assumiu o comando do Boa Esporte em junho, com a equipe em sexto lugar no grupo B do Campeonato Brasileiro da Série C. Passados quatro meses e 14 partidas, o ipatinguense, de 51 anos, tem motivos de sobra para comemorar. "Quando cheguei aqui, eu não conhecia quase ninguém. No primeiro jogo, contra o Tombense, os jogadores me passaram muita confiança. Vi que era um grupo que sabia o que queria, unido. É um time operário", exalta o treinador, em sua quarta passagem pelo clube, a terceira em Varginha.


Os números impressionam: 76,2% de aproveitamento, com nove vitórias e cinco empates em 14 jogos, culminando no acesso à Série B. "Deus tem abençoado muito tudo o que aconteceu aqui", afirma. Depois de cumprir o principal objetivo, Ney se permite sonhar alto. Com o segundo ataque mais efetivo - média de 1,48 gol por partida - e a melhor defesa da competição - 13 gols sofridos em 23 jogos -, o time boveta está em vantagem na final. "Vamos entrar campeões. Mas o mais importante é sair".

Ney soma 14 jogos de invencibilidade
(Créditos: Asscom Boaec/Gianluca Silva)

O duelo decisivo contra o Guarani acontecerá neste sábado, às 18h45, no estádio Dilzon Melo. Na ida, no Brinco de Ouro da Princesa, empate por 1 a 1. "O Guarani é um adversário difícil, tem uma camisa pesada e tradicional no futebol brasileiro. Nós não podemos sentar na vantagem, achar que 0 a 0 é bom e só defender. Esse nunca foi o nosso perfil. Vamos ser organizados, equilibrados, mas também buscar o gol, fazer o adversário se preocupar com a gente", projeta o comandante.

Conceitos modernos em campo

Por trás do estilo simples, como destaca quem o acompanha no dia a dia, Ney da Matta adota conceitos modernos. "Tem que ter qualidade técnica, mas priorizo força e velocidade para dar a resposta. Talvez não sejamos tecnicamente melhores do que os times pelos quais passamos, mas aqui funciona muito o coletivo", avalia. "As peças de frente não são obrigadas a manter o setor até o fim do jogo. Elas podem se movimentar, o atacante vindo na beirada, o jogador da beirada passando para dentro. O que não pode é deixar espaço vazio", exemplifica.

Time boveta festeja volta à Série B
(Créditos: Asscom Boaec/Pakito)

Em campo, o Boa Esporte tem como esquema base o 4-3-3, com variações para o 4-1-4-1 e o 4-2-3-1 durante as partidas. Possibilidade aberta pela polivalência de alguns jogadores. "O (volante) Itaqui também joga como meia. Felipe Matheus é ala, meia e lateral". Característica valorizada pelo treinador. "Em todos os times, sempre procurei contratar jogadores que me dessem alternativas. Porque, de acordo com as situações do jogo, consigo mudar sem queimar uma substituição", completa.

'Rei do acesso' em Minas Gerais

Confirmado na vitória sobre o Botafogo/PB, há três semanas, o acesso é o terceiro alcançado pelo treinador desde 2006. "A receita é a montagem de grupo, contratando jogadores que preencham o perfil e trabalhar em um clube com boa estrutura física. Também foi o caso do Ipatinga (que subiu para a Série B em 2006 e 2011)", afirma Ney, cujas contas têm um quarto caso. "Em 2008, com o Ituiutaba. Eu considero". Décimo colocado da Série C naquele ano, o time garantiu vaga na edição seguinte, a primeira disputada por 20 clubes, devido à criação da Série D.

Comissão técnica no jogo do acesso
(Créditos: Asscom Boaec/Pakito/Edimar)

Curiosamente, a dois dias do jogo que pode marcar a maior conquista da carreira, Ney da Matta segue com futuro indefinido. "Meu contrato acaba neste sábado. Vai ser tudo (discussão sobre renovação) após a final", diz, mantendo o tom sereno. "Eu nem preocupei em falar disso agora, até para não perturbar esse jogo do fim de semana. Estamos vivendo um momento muito bom". Independente do resultado e do desfecho das negociações, o ipatinguense seguirá na história do Boa Esporte.

Duas disputas, uma prioridade: apoiar

André Castro*

O atleticano está dividido após o jogo contra o Flamengo. O resultado não foi o desejado, mas, diante de uma exibição muito aquém do ideal, o empate por 2 a 2 foi, como dizem, merecido. A vitória do Santos sobre o Palmeiras, no mesmo dia, veio como uma faca de dois gumes. Se por um lado a equipe santista nos ultrapassou na classificação, a derrota alviverde manteve nosso sonho vivo.


Sonho que está cada vez mais complicado, mas para uma torcida que, parafraseando o escritor Roberto Drummond, torce contra o vento se houver uma camisa preta e branca pendurada no varal, não custa nada ter um pouco mais de esperança de que é possível tirar a diferença de sete pontos. Afinal, haverá um confronto com o líder na sequência e o torcedor atleticano acredita. Eu acredito e apoio.

Alvinegro empatou com o rubro-negro
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

O jogo com o Internacional pela Copa do Brasil, nesta noite, tem tudo para impulsionar os ânimos alvinegros. A equipe comandada por Celso Roth, além de ter a necessidade de reverter a derrota sofrida no Beira-Rio, por 2 a 1, tem convivido com lesões e com o risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro. No momento, o colorado está apenas dois pontos à frente do Vitória, primeiro da zona da degola.

A caminho de mais uma final

O Atlético, que não tem nada a ver com a situação do time gaúcho, quer vencer e, principalmente, convencer a torcida de que é possível conquistar a Copa do Brasil sem largar mão do Campeonato Brasileiro. O atleticano quer acreditar e vai apoiar. Agora, nos resta saber se a equipe de Marcelo Oliveira conseguirá enfrentar a tempestade nesses confrontos decisivos e velejar rumo aos títulos.

Massa atleticana tem feito a diferença
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

Por falar nisso, a Copa do Brasil tem sido um ponto fora da curva no que se refere aos mata-matas e ao histórico do Galo. Se a edição de 2014 foi um verdadeiro teste para cardíaco, com viradas no Mineirão sobre Corinthians e Flamengo e uma decisão contra o Cruzeiro, neste ano o time vem fazendo apresentações sólidas como visitante e conquistando classificações longe da capital mineira.

Se não é sofrido, não é Galo!

Tá bom que começar perdendo em Campinas para a Ponte Preta por 2 a 0 - após o empate no Mineirão -, ir para os pênaltis contra o Juventude em Caxias do Sul e comemorar a vitória em Porto Alegre sobre o Internacional com gol de Lucas Pratto já nos minutos finais não são lá situações muito tranquilas. Mas, para o atleticano, certamente isso é calmaria.

Victor foi o herói diante do Juventude
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

A expectativa é de que o Atlético vença sem muitas dificuldades e encare, provavelmente, o Grêmio na final. Se as coisas não saírem como esperado, que venha o Cruzeiro. Porque, se a final for em águas mineiras, o navio atleticano sabe muito bem qual correnteza deve seguir para chegar a mais uma conquista.

*Jornalista em formação. Apaixonado por futebol e cinema.
Camisa 8 do elenco e 12º jogador da seção Fala, Atleticano!


Com sabores e ritmos italianos, evento relembrará conquista da
Taça Brasil ante o Santos de Pelé; convites estão à venda em BH

Vinícius Dias

Uma noite de sabores e ritmos italianos, recordando a origem palestrina e coroada com a presença de ícones da histórica conquista da Taça Brasil de 1966. Com essa programação, a sede campestre do Cruzeiro, na Pampulha, receberá a 21ª edição da Una notte in Italia, no próximo sábado, dia 05 de novembro. O evento será realizado pela Associação Cultural Ítalo-Brasileira de Minas Gerais (Acibra-MG), em parceria com o clube celeste.


A partir das 21h, a festa terá atrações como Paola Giannini e banda - com repertório contemplando clássicos italianos, tarantelas e sucessos nacionais e internacionais - e Tenores in Concert - apresentando óperas e músicas tradicionais. Ao longo da noite, será servido no local buffet com comidas típicas do país da bota. Os convites individuais, ao preço de R$ 140, já estão à venda em Belo Horizonte.

20ª edição do evento, no ano passado
(Créditos: Site Oficial do Cruzeiro/Arquivo)

"O evento Una notte in Italia já é tradição na agenda do clube. É um momento de reunir toda a colônia italiana, não só os que pertencem ao Cruzeiro, mas também (os demais) da comunidade nessa parceria que a gente faz com a Acibra", destaca ao Blog Toque Di Letra o diretor de marketing celeste, Marcone Barbosa.

Homenagem aos ídolos

Em comemoração aos 50 anos da conquista da Taça Brasil, campeões como Wilson Piazza, Procópio Cardozo, Raul Plassmann e Dirceu Lopes subirão ao palco, onde levantarão o troféu conquistado diante do Santos de Pelé. "Aquele título foi o marco de um clube vencedor e que se tornou uma potência graças ao trabalho dos dirigentes da época e do time que foi montado", comenta Procópio. "Recebi com muita honra o convite para o evento", acrescenta o ex-zagueiro.

Encontro dos campeões da Taça Brasil
(Créditos: Site Oficial do Cruzeiro/Divulgação)

No dia, será anunciado o lançamento de Felício Brandi - a biografia do maior presidente do Cruzeiro, obra do jornalista Pedro Blank. "Quisemos fazer um evento que valorizasse 1966, o italiano Felício (mandatário celeste entre 1961 e 1982)", elenca Anísio Ciscotto Filho, vice-presidente da Acibra-MG e conselheiro nato do clube. "O Cruzeiro é uma etiqueta muito bonita também na Itália. Manter esses laços é muito importante. Uma entidade que não preserva seu passado, não terá um belo futuro", diz.

Venda de convites - R$ 140,00:
Mais informações: (31) 3273-7402

Sede Administrativa - Rua dos Timbiras, 2903, Barro Preto
Sede campestre - Rua das Canárias, 254, Pampulha
Acibra-MG - Rua da Bahia, 905, sala 1501, Centro