Vinícius Dias
Cruzamento
pelo lado direito, bola nas mãos de Martín Silva. Cruzamento da esquerda e mais
uma defesa do goleiro uruguaio. Foram 39 tentativas - apenas seis certas, de
acordo com o Footstats - durante o
empate por 0 a 0 com o Vasco. Retrato de um Cruzeiro sem ideias, que levou seu
torcedor a trocar o apoio exemplar ao longo dos 90 minutos por vaias após o
apito final. Lanterna do grupo 5 da Copa Libertadores, tropeços nos três
principais confrontos da temporada e perda dos 100% no Mineirão. Sequência
negativa que passa pelas escolhas de Mano Menezes.
No
clássico de domingo, Arrascaeta no banco. Nessa quarta-feira, time escalado sem
atacante - Thiago Neves era a peça mais avançada do 4-2-3-1 na etapa inicial. A
primeira chance veio antes de um minuto: jogada entre Rafinha e o camisa 30,
finalização de Arrascaeta. Aos 3', foi Thiago Neves quem levou perigo,
desviando bola levantada por Robinho. Com até nove jogadores marcando, o Vasco
inicialmente tentava desacelerar o jogo. Depois, passou a incomodar, com
Paulinho ganhando protagonismo, enquanto o Cruzeiro empilhava cruzamentos e
nervosismo.
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| Egídio em disputa com Paulão no jogo (Créditos: Gualter Naves/Light Press) |
Deslocado,
Thiago Neves quase sempre levava a pior no duelo com os zagueiros e deixava o
time celeste sem sua referência em um meio-campo que marcava e atacava em baixa
intensidade. Erro que o treinador buscou corrigir no intervalo com a entrada de
Sassá, parado apenas por Martín Silva aos 19' e aos 23' do segundo tempo, antes
de sofrer pênalti não assinalado aos 29'. Com Robinho pouco inspirado, no
entanto, sacar Rafinha significou eliminar a última opção de velocidade para
tentar quebrar as linhas cruzmaltinas, ressaltando a lacuna no elenco.
Dois
jogos e um ponto no grupo da morte da Libertadores.
No
ritmo das escolhas de Mano, o Cruzeiro está em xeque.



