25/05/2019

O Galo entre a condescendência e a hipocrisia

Alisson Millo*

Falar sobre o Atlético não anda sendo tarefa fácil. Os problemas e carências não mudam, e martelar em cima disso fica repetitivo. As vitórias estão vindo todas na raça - sempre por 2 a 1 -, mas as deficiências de time e do elenco ficam expostas quando o treinador precisa mexer. E em campo as atuações são contrastantes, então não dá para avaliar a grande vitória sobre o Flamengo e a derrota pro Unión La Calera da mesma forma. Inclusive foi a primeira vitória do time chileno em competições internacionais, então parabéns a eles. E ao Atlético por entrar para a história alheia.


Mas vamos lá. O sangue corneteiro não morrerá jamais, então precisamos falar. Torcedores mais maldosos dirão que foi só saírem Fábio Santos, Elias e Ricardo Oliveira que o Galo jogou muito bem e saiu com a vitória no sábado. Outros igualmente perversos dirão que o bom desempenho após a expulsão do camisa 7 foi porque o time já está acostumado a jogar com um a menos. Da minha parte, não digo que concordo com nenhuma dessas afirmativas. Nem posso, verdadeiramente, dizer que discordo.

Galo perdeu para o La Calera, no Chile
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Fato é que a vice-liderança do Brasileirão, ainda que prematuramente, mostra uma organização tática que há muito não se via no time. A maior parte das vitórias veio contra equipes 'menores', mas valeu os mesmos três pontos, então precisam ser comemoradas. Além disso, batemos o multimilionário Flamengaço classificadaço e fizemos frente ao ainda mais rico Palmeiras, que infelizmente tinha o Bruno Henrique. Na próxima partida, contra o Grêmio, lá no Sul, expectativa de boa atuação, visto que a equipe gaúcha, apesar de muito boa, vive uma fase ruim.

Nos mata-matas, nenhuma vítima

Na Sul-Americana e na Copa do Brasil, muitas ressalvas. O empate em casa contra o Santos não foi uma tragédia, mas está longe de ser um bom resultado. A derrota da última terça-feira, no Chile, não tem perdão. Não tem essa de time reserva, de adversário desconhecido ou qualquer outra desculpa que queiram dar. É um resultado totalmente reversível dentro de casa, na semana que vem, mas convenhamos que não precisaríamos ter de reverter nada se tivéssemos jogado direito.

Elogiar a vitória contra o Flamengo perto da derrota contra o Unión La Calera pode parecer condescendência. Criticar muito o revés no Chile perto do bom resultado de sábado pode parecer hipocrisia. Então fiquemos no meio termo, com uma crônica irregular, igual às atuações do Galo neste ano.

*Jornalista. Corneteiro confesso e atleticano desde 1994.
@amillo01 no Twitter, capitão da seção Fala, Atleticano!

20/05/2019

Cruzeiro x Palmeiras agita mercado europeu

Vinícius Dias

A final da Copa do Brasil sub-20 entre Cruzeiro e Palmeiras, na última quinta-feira, trouxe a Belo Horizonte uma série de emissários europeus. Conforme o Blog Toque Di Letra apurou, foram à Arena Independência representantes de clubes de Inglaterra, França, Portugal e Itália, com destaque para a presença de um scouting ligado a Roma e Lazio. O Verdão foi campeão nos pênaltis após a derrota por 4 a 3 no tempo normal.

Vinícius Popó em ação no Horto
(Créditos: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C.)

De acordo com agentes consultados pela reportagem, dois dos nomes da pauta de observações eram os zagueiros Edu, do Cruzeiro, e Vitão, do Palmeiras, titular da seleção sub-20. A decisão também reuniu em campo joias como os celestes Vinícius Popó, autor de mais de 100 gols na base; e Marco Antônio, que recentemente foi alvo do Porto, de Portugal; além do artilheiro alviverde Anibal Vega, da seleção paraguaia.

16/05/2019

Cruzeiro monitora Ramires, de saída da China

Vinícius Dias

A rescisão de Ramires com o Jiangsu Suning, da China, noticiada nesta quinta-feira pelo Globoesporte.com, já é pauta nos bastidores do Cruzeiro. Em meio à saída de Rafinha, que acertou com o Coritiba, e à incerteza sobre o futuro de Lucas Silva, que já sinalizou ao staff o desejo de permanecer na Toca II, mas aguarda as conversas entre a Raposa e o Real Madrid, o nome do ex-camisa 8, de 32 anos, agrada à diretoria celeste.

Ramires: 111 jogos e 27 gols na Toca
(Créditos: Washington Alves/Vipcomm)

Conforme o Blog Toque Di Letra apurou, o Cruzeiro monitora o volante desde janeiro. Embora inicialmente Ramires já pudesse assinar pré-contrato no segundo semestre, uma vez que tinha vínculo com o Jiangsu até dezembro, o tema estava em compasso de espera. Isso porque, além de a operação ser considerada cara, a princípio, mesmo uma saída antecipada ocorreria somente após o fechamento da janela, em 20 de julho.

A quarta-feira de tapa na cara do cruzeirense

Vinícius Dias

Mais de 24 mil presentes no Mineirão, na quarta-feira passada, atendendo à convocação do presidente para o duelo que valia o 1º lugar geral da Libertadores, com pontuação histórica: 2 a 1 para o Emelec e tapa na cara do cruzeirense. Duas vitórias com claras dificuldades e duas derrotas sem oferecer resistência nas quatro primeiras rodadas do Brasileiro: tapa na cara do cruzeirense. Empate com o Fluminense abdicando do futebol e sofrendo o gol no último lance na Copa do Brasil: tapa na cara do cruzeirense.


Porque a quarta-feira de apenas um chute a gol em 90 minutos e menos de 35% de posse de bola diante de um Fluminense técnica e taticamente em estágio inferior não foi exceção, mas sim a confirmação da regra do Cruzeiro pós-Mineiro. Ainda mais quando a equipe que troca menos passes tem mais passes errados e quando a equipe superior permite ao adversário finalizar 20 vezes - sete delas em direção ao gol. Se o ataque não funcionou no Maracanã, tampouco a defesa teve a solidez dos melhores dias.

Cruzeiro de Mano abdicou do jogo
(Créditos: Bruno Haddad/Cruzeiro E.C.)

Se o segredo do estadual é duvidar das qualidades e acreditar nos defeitos, há pouco mais de um mês o Cruzeiro campeão invicto na casa do rival Atlético apresentava qualidades demais para se duvidar de todas. Hoje, apresenta defeitos demais para se acreditar e repensar. Com elenco, estrutura e tempo raros não apenas na história do clube, mas também no futebol brasileiro, Mano Menezes entrega um time, no máximo, comum. Que pouco venceu nos principais jogos e convenceu ainda menos.

Da euforia à preocupação, as dúvidas surgem e crescem.
A quarta-feira teve mais um tapa na cara do cruzeirense.